{"id":18431,"date":"2009-11-25T17:53:18","date_gmt":"2009-11-25T21:53:18","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=18431"},"modified":"2009-11-25T17:53:18","modified_gmt":"2009-11-25T21:53:18","slug":"sindrome-da-covinha-e-uma-das-principais-vilas-da-coluna-lombar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2009\/sindrome-da-covinha-e-uma-das-principais-vilas-da-coluna-lombar\/18431","title":{"rendered":"S\u00edndrome da covinha \u00e9 uma das principais vil\u00e3s da coluna lombar"},"content":{"rendered":"<p>A dona de casa Marieta Miranda Costa, de 72 anos, m\u00e3e de seis filhos, sofreu durante 20 anos com uma dor que come\u00e7ava no final da coluna lombar e continuava nas pernas, no m\u00fasculo mult\u00edfidus. &#8220;Sentia uma dor muito forte, que queimava e ardia. A sensa\u00e7\u00e3o era de que eu tinha pimenta nas veias e, ainda, pesava os quadris. Para andar eu precisava de bengala e da ajuda do marido e dos filhos&#8221;, diz. Marieta faz parte de uma triste estat\u00edstica. Estudos revelam que 8 em cada 10 pessoas possuem <strong>dores na coluna lombar<\/strong>.<\/p>\n<p>Segundo o diretor da Cl\u00ednica de Dor, o m\u00e9dico anestesiologista Geraldo Carvalhaes, s\u00e3o in\u00fameras as doen\u00e7as associadas \u00e0s dores lombares. Ele explica que a s\u00edndrome de mult\u00edfidus ou da covinha, como \u00e9 popularmente conhecida, \u00e9 muito comum e, diversas vezes, confundida com h\u00e9rnia de disco. &#8220;O diagn\u00f3stico \u00e9 cl\u00ednico e n\u00e3o existe exame. A diferen\u00e7a \u00e9 que a s\u00edndrome do mult\u00edfidus n\u00e3o provoca altera\u00e7\u00f5es neurol\u00f3gicas&#8221;.<\/p>\n<p>O m\u00fasculo mult\u00edfidus faz parte da camada mais profunda da coluna e \u00e9 respons\u00e1vel pela estabilidade das articula\u00e7\u00f5es entre as v\u00e9rtebras. &#8220;Ele vai do processo transverso de uma v\u00e9rtebra a outra e tamb\u00e9m do processo transverso de uma v\u00e9rtebra at\u00e9 o osso il\u00edaco. Essa regi\u00e3o \u00e9 conhecida como articula\u00e7\u00e3o sacro il\u00edaca, visualizada na covinha no final da lombar bilateral. Aquele furinho que \u00e9 mais comum nas mulheres&#8221;, detalha Carvalhaes.<\/p>\n<p>De acordo com o m\u00e9dico, a causa da s\u00edndrome do mult\u00edfidus est\u00e1 geralmente associada a uma distens\u00e3o muscular. Tens\u00e3o e ansiedade tamb\u00e9m podem aumentar a predisposi\u00e7\u00e3o \u00e0 doen\u00e7a. Entre os sintomas est\u00e1 dor forte em toda a regi\u00e3o do m\u00fasculo, da lombar at\u00e9 a perna, irradiando pelas n\u00e1degas na regi\u00e3o posterior da coxa atingindo a panturrilha, sem chegar aos p\u00e9s e dedos. Segundo Carvalhaes, o tratamento da s\u00edndrome \u00e9 realizado na Cl\u00ednica de Dor com aplica\u00e7\u00e3o de 3 a 5 inje\u00e7\u00f5es de anest\u00e9sicos, ondanzetrona (antihem\u00e9tico) e terapia bioxidativa.<\/p>\n<p>Foi exatamente este o tratamento que Marieta realizou antes de comemorar o retorno \u00e0s caminhadas di\u00e1rias e \u00e0s pistas de dan\u00e7a. &#8220;Parece um milagre. Ap\u00f3s tr\u00eas sess\u00f5es de bloqueios anest\u00e9sicos j\u00e1 fiquei bem melhor, acabou o formigamento e o peso nos quadris. Estou dormindo bem e j\u00e1 caminho sozinha&#8221;, revela Marieta, que reside em Dom Silv\u00e9rio, cidade da zona da mata mineira, h\u00e1 185 km da capital. A dona de casa viaja uma vez por semana para Belo Horizonte para se submeter ao tratamento.<\/p>\n<p>O casal Enide Morati e Manuel Viana tamb\u00e9m passou pelo sofrimento provocado pela S\u00edndrome de Mult\u00edfidus. Durante os 50 anos de conviv\u00eancia conjugal Enide e Manuel j\u00e1 conviveram com muitos problemas de sa\u00fade, mas sempre souberam dar apoio um ao outro nas horas dif\u00edceis. Manuel, de 73 anos, foi o primeiro acometido pela s\u00edndrome. &#8220;Ele caminhava e, de repente, ficava est\u00e1tico, n\u00e3o conseguia cal\u00e7ar as meias e muito menos amarrar o t\u00eanis&#8221;, lembra Enide.<\/p>\n<p>Pouco tempo depois a dona de casa tamb\u00e9m passou a ter o mesmo problema. &#8220;Eu caminhava agachada at\u00e9 a cozinha, tamanha era a dor quando ficava de p\u00e9. N\u00e3o conseguia dar um passo e nem acertar o corpo. Era como uma fisgada que come\u00e7ava na covinha da lombar e descia para a perna esquerda&#8221;, comenta. Ela conta que, junto com o marido, procurou por diversos especialistas e realizou v\u00e1rias tentativas de solu\u00e7\u00e3o para o problema. O casal teve diagn\u00f3stico e fez tratamento na Cl\u00ednica de Dor.<\/p>\n<p>&#8220;Foi al\u00edvio imediato, como jogar \u00e1gua no fogo. O Manuel j\u00e1 est\u00e1 totalmente assintom\u00e1tico ap\u00f3s cinco bloqueios anest\u00e9sicos. Eu tamb\u00e9m fiquei sem dores durante 1 ano. Recentemente realizei algumas atividades mais pesadas e voltei a sentir um pouco de dor, mas j\u00e1 estou em tratamento na cl\u00ednica&#8221;, revela.<br \/>\nSegundo Carvalhaes, para prevenir a doen\u00e7a, \u00e9 necess\u00e1rio um programa de exerc\u00edcios de refor\u00e7o da musculatura p\u00e9lvica: os m\u00fasculos retos abdominais, os do per\u00edneo e os m\u00fasculos da n\u00e1dega atrav\u00e9s de fisioterapia. &#8220;Os indiv\u00edduos precisam exercitar mais os m\u00fasculos no dia-a-dia. Em casa ou no trabalho, as pessoas tamb\u00e9m podem se exercitar e adquirir h\u00e1bitos saud\u00e1veis para manter uma boa postura e evitar a s\u00edndrome&#8221;, conclui.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A dona de casa Marieta Miranda Costa, de 72 anos, m\u00e3e de seis filhos, sofreu durante 20 anos com uma dor que come\u00e7ava no final da coluna lombar e continuava nas pernas, no m\u00fasculo mult\u00edfidus. &#8220;Sentia uma dor muito forte, que queimava e ardia. 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