{"id":18224,"date":"2009-11-23T16:32:57","date_gmt":"2009-11-23T20:32:57","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=18224"},"modified":"2009-11-23T16:32:57","modified_gmt":"2009-11-23T20:32:57","slug":"estudo-inedito-revela-uso-do-crack-diminui-peso-do-coracao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2009\/estudo-inedito-revela-uso-do-crack-diminui-peso-do-coracao\/18224","title":{"rendered":"Estudo in\u00e9dito revela: uso do crack diminui peso do cora\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Metodologia criada por de m\u00e9dico patologista simula inala\u00e7\u00e3o da droga e seus efeitos com novas descobertas. Em uma pesquisa realizada no Laborat\u00f3rio de Polui\u00e7\u00e3o Atmosf\u00e9rica, do Departamento de Patologia, da Faculdade de Medicina da USP de S\u00e3o Paulo, o m\u00e9dico patologista e diretor da Sociedade Brasileira de Patologia- SBP, Alcides Gilberto Moraes, utilizando uma metodologia in\u00e9dita, p\u00f4de avaliar os efeitos cr\u00f4nicos do <strong>crack<\/strong>, como a diminui\u00e7\u00e3o do peso do cora\u00e7\u00e3o dos camundongos.<\/p>\n<p>No estudo, Moraes utilizou camundongos pela semelhan\u00e7a de sua anatomia cardiovascular com \u00e0 dos seres humanos. Ao todo, 24 camundongos de diferentes idades foram submetidos, durante dois meses, a uma c\u00e2mara de inala\u00e7\u00e3o que queimava a droga e depois filtrava a fuma\u00e7a para n\u00e3o ser espalhada pelo laborat\u00f3rio. Durante o experimento, os camundongos inalavam 5g da droga durante 5 minutos. &#8220;A baixa quantidade foi utilizada para n\u00e3o causar overdose, o que prejudicaria a pesquisa&#8221;, justifica Alcides Gilberto Moraes.<\/p>\n<p>O dispositivo foi projetado para que os animais pudessem inalar a fuma\u00e7a da coca\u00edna crack, de maneira que simulasse como a droga \u00e9 consumida na rua, e os resultados n\u00e3o s\u00f3 confirmaram o que j\u00e1 existe na literatura, como tamb\u00e9m indicaram efeitos at\u00e9 ent\u00e3o n\u00e3o relatados em trabalhos experimentais e mesmo em humanos, que \u00e9 a atrofia das c\u00e9lulas do cora\u00e7\u00e3o e consequente perda de peso desses \u00f3rg\u00e3os.<\/p>\n<p>Os resultados mostraram que os efeitos t\u00f3xicos da droga causaram, nos dois grupos, um achado in\u00e9dito, de atrofia dos componentes celulares da parede mioc\u00e1rdica, com perda de peso em cora\u00e7\u00f5es. Talvez relacionado com a dosagem, porcentagem de coca\u00edna no crack (57,66%) e o tempo de exposi\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m foram detectadas outras altera\u00e7\u00f5es, j\u00e1 descritas inclusive em humanos, como o vaso espasmo de ramos coronarianos intramurais (ramos dentro do mioc\u00e1rdio) e aumento bastante significativo da apoptose (a morte programada de c\u00e9lulas que \u00e9 normal apenas at\u00e9 certa quantidade), favorecendo a perda da capacidade funcional mioc\u00e1rdica, e sendo responsabilizada pelas arritmias, ca usas frequentes de paradas card\u00edacas e morte s\u00fabita. O estudo chama a aten\u00e7\u00e3o para os efeitos mais intensos da droga nos animais jovens, e refor\u00e7a que o crack representa problema grave de sa\u00fade p\u00fablica e pode ser utilizado para an\u00e1lises comparativas com \u00f3rg\u00e3os provenientes de aut\u00f3psias.<\/p>\n<p>Estudos anteriores utilizaram a coca\u00edna em sua forma injet\u00e1vel. Desta vez, o patologista Alcides Moraes, realizou a pesquisa com o crack, que \u00e9 uma mistura da coca\u00edna em forma de pasta n\u00e3o refinada com bicarbonato de s\u00f3dio, popularmente utilizado em raz\u00e3o de seu baixo custo e acessibilidade em compara\u00e7\u00e3o \u00e0 coca\u00edna em p\u00f3, habitualmente cheirada ou injetada. Motivo pelo qual o perfil dos usu\u00e1rios de crack est\u00e1 mudando e aumentando, segundo Relat\u00f3rio Mundial sobre Drogas do Escrit\u00f3rio das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Drogas e Crime.<\/p>\n<p>O sucesso da pesquisa do dr. Moraes abre espa\u00e7o para outros estudos que identifiquem o consumo do crack associado \u00e0 outras drogas de uso comum no dia-a-dia, como \u00e1lcool, maconha e tabaco.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.teses.usp.br\/teses\/disponiveis\/5\/5144\/tde-04112009-145052\" target=\"_blank\">Veja o estudo na \u00edntegra<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Metodologia criada por de m\u00e9dico patologista simula inala\u00e7\u00e3o da droga e seus efeitos com novas descobertas. 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