{"id":17951,"date":"2009-11-19T20:35:46","date_gmt":"2009-11-20T00:35:46","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=17951"},"modified":"2009-11-19T20:35:46","modified_gmt":"2009-11-20T00:35:46","slug":"mortes-por-doencas-cardiovasculares-caem-205-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2009\/mortes-por-doencas-cardiovasculares-caem-205-no-brasil\/17951","title":{"rendered":"Mortes por doen\u00e7as cardiovasculares caem 20,5% no Brasil"},"content":{"rendered":"<p>Estudo do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade aponta queda de 20,5% nas mortes por doen\u00e7as cardiovasculares no per\u00edodo de 16 anos, de 1990 a 2006. Principal causa de \u00f3bito no pa\u00eds, esse grupo de doen\u00e7as, que inclui o infarto e o acidente vascular cerebral (AVC), matou cerca de 300 mil pessoas em 2006, quase 30% do total de \u00f3bitos registrados. J\u00e1 as mortes especificamente por doen\u00e7as cerebrovasculares tiveram uma redu\u00e7\u00e3o de 30,9% no mesmo per\u00edodo. Houve aumento nos \u00f3bitos por diabetes como causa b\u00e1sica, que passaram de 16,3 para 24 por 100 mil habitantes.<\/p>\n<p>Os dados fazem parte do Sa\u00fade Brasil 2008, publica\u00e7\u00e3o anual da Secretaria de Vigil\u00e2ncia em Sa\u00fade (SVS), que neste ano abrange os 20 anos do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS). Entre outros aspectos, o estudo analisa a tend\u00eancia do risco de morte para doen\u00e7as cr\u00f4nicas n\u00e3o-transmiss\u00edveis no Brasil e seus fatores associados.<\/p>\n<p>Uma redu\u00e7\u00e3o expressiva nas mortes por doen\u00e7as cardiovasculares foi observada na popula\u00e7\u00e3o de 20 a 74 anos. Nessa faixa et\u00e1ria, o risco de morte caiu de 187,9 por 100 mil habitantes, em 1990, para 149,4 por 100 mil habitantes em 2006, o que representa queda de 1,4% ao ano. As redu\u00e7\u00f5es mais significativas est\u00e3o nas regi\u00f5es Sul e Sudeste, que apresentam decl\u00ednio desde 1990, enquanto a regi\u00e3o Nordeste apresentou aumento.<\/p>\n<p>O estudo aponta, tamb\u00e9m, que os jovens de 20 a 39 anos est\u00e3o morrendo menos por doen\u00e7as cardiovasculares. Para as mulheres jovens, a queda anual foi de 3,6%, enquanto que para os homens foi de 3,3% ao ano.<\/p>\n<p>De acordo com o diretor do Departamento de An\u00e1lise de Situa\u00e7\u00e3o de Sa\u00fade da SVS, Otaliba Lib\u00e2nio Neto, a melhora nos resultados se deve ao maior n\u00edvel de instru\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o, assim como \u00e0s pol\u00edticas de preven\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade, como a promo\u00e7\u00e3o de alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel e o est\u00edmulo \u00e0 atividade f\u00edsica. \u201cNo que se refere \u00e0 assist\u00eancia \u00e0 sa\u00fade, a expans\u00e3o da aten\u00e7\u00e3o b\u00e1sica contribuiu para esse resultado, porque s\u00e3o doen\u00e7as que podem ser controladas com diagn\u00f3stico precoce e informa\u00e7\u00e3o\u201d, explica Lib\u00e2nio.<\/p>\n<p>De todas as causas espec\u00edficas do aparelho circulat\u00f3rio, os \u00f3bitos por doen\u00e7as cerebrovasculares, especificamente o AVC, foram a primeira causa, com 9,4% de mortes, seguidos pelas doen\u00e7as isqu\u00eamicas do cora\u00e7\u00e3o (8,8%), como infarto.<\/p>\n<p>DOEN\u00c7AS CEREBROVASCULARES \u2013 A tend\u00eancia de queda \u00e9 ainda maior quando analisadas as mortes por doen\u00e7as cerebrovasculares: houve redu\u00e7\u00e3o de 30,9% entre 1990 e 2006. Na popula\u00e7\u00e3o de 20 a 74 anos, a taxa passou de 64,5 por 100 mil habitantes para 44,6 por 100 mil habitantes no mesmo per\u00edodo. Essa diminui\u00e7\u00e3o \u00e9 observada em todas as faixas et\u00e1rias, tanto nas mulheres quanto nos homens, com maior decl\u00ednio na regi\u00e3o Sul (4% ao ano). As regi\u00f5es Sudeste e Centro-Oeste tamb\u00e9m apresentaram redu\u00e7\u00f5es importantes. Nas regi\u00f5es Norte e Nordeste, as taxas se mantiveram est\u00e1veis entre 1990 e 2006.<\/p>\n<p>O risco de morte por doen\u00e7as cerebrovasculares entre jovens de 20 a 39 anos apresenta redu\u00e7\u00e3o consider\u00e1vel tanto para as mulheres (4,6% ao ano) quanto para os homens (4,8% ao ano). Essa tend\u00eancia se estende a todas as faixas et\u00e1rias. \u201cAs pessoas est\u00e3o mais informadas sobre os fatores de risco, o que ajuda a evitar a morte prematura por doen\u00e7as cr\u00f4nicas\u201d, afirma Lib\u00e2nio.<\/p>\n<p>As taxas de mortalidade para as doen\u00e7as isqu\u00eamicas do cora\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m ca\u00edram para todas as faixas et\u00e1rias e ambos os sexos nas regi\u00f5es Sul e Sudeste, sendo mais significativo no Sudeste para mulheres de 20 a 39 anos (4,1% ao ano). Na regi\u00e3o Nordeste, no entanto, foi registrado aumento de 1,4% ao ano. Das doen\u00e7as isqu\u00eamicas, o infarto agudo do mioc\u00e1rdio corresponde a 6,7% da propor\u00e7\u00e3o de \u00f3bitos.<\/p>\n<p>DIABETES \u2013 O estudo aponta, por outro lado, tend\u00eancia de aumento nas mortes por diabetes, de 1990 a 2006, ao se considerar apenas o \u00f3bito por causa b\u00e1sica. Nos adultos de 20 a 74 anos, o risco de morte passou de 16,3 por 100 mil habitantes, em 1990, para 24 por 100 mil habitantes, em 2006. \u201cO principal fator associado \u00e9 a mudan\u00e7a na alimenta\u00e7\u00e3o do brasileiro, que leva ao sobrepeso, afinal o diabetes tem rela\u00e7\u00e3o direta com a obesidade\u201d, comenta Lib\u00e2nio. \u201cNo entanto, observamos estabiliza\u00e7\u00e3o em algumas regi\u00f5es do pa\u00eds a partir do ano 2000\u201d, pondera.<\/p>\n<p>O aumento est\u00e1 mais concentrado entre os homens com 40 anos de idade ou mais, sendo de 2,3% ao ano. A partir dos 60 anos, esse aumento \u00e9 de 3,5% ao ano. Para as mulheres na mesma faixa et\u00e1ria, o aumento \u00e9 de 1% e 1,7% ao ano, respectivamente. J\u00e1 entre os jovens de 20 a 39 anos houve redu\u00e7\u00e3o de 1,6% para mulheres e 1,5% para homens (tabela 3).<\/p>\n<p>VIGITEL \u2013 Desde 2006, o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade acompanha os fatores de risco e de prote\u00e7\u00e3o para as doen\u00e7as cr\u00f4nicas n\u00e3o-transmiss\u00edveis por meio do inqu\u00e9rito telef\u00f4nico realizado nas 26 capitais e do DF. S\u00e3o mais de 54 mil entrevistas que ajudam a monitorar vari\u00e1veis como o h\u00e1bito de fumar, o consumo de bebidas alco\u00f3licas, o excesso de peso, a obesidade, os h\u00e1bitos alimentares, o sedentarismo e a morbidade referida, com diagn\u00f3stico pr\u00e9vio para diabetes e hipertens\u00e3o arterial.<\/p>\n<p>O diretor do Departamento de An\u00e1lise de Situa\u00e7\u00e3o de Sa\u00fade da SVS, Otaliba Lib\u00e2nio, ressalta a import\u00e2ncia de conhecer esses fatores como estrat\u00e9gia para reduzir as mortes por doen\u00e7as cr\u00f4nicas n\u00e3o transmiss\u00edveis. \u201cOs estudos mostram que o Brasil teve uma redu\u00e7\u00e3o significativa no h\u00e1bito de fumar, o que pode ter contribu\u00eddo para a redu\u00e7\u00e3o na mortalidade mostrada neste estudo\u201d, exemplifica.<\/p>\n<p>PREVEN\u00c7\u00c3O \u2013 O SUS possui um conjunto de a\u00e7\u00f5es de promo\u00e7\u00e3o de sa\u00fade, preven\u00e7\u00e3o, diagn\u00f3stico, tratamento, capacita\u00e7\u00e3o de profissionais, vigil\u00e2ncia e assist\u00eancia farmac\u00eautica, al\u00e9m de pesquisas voltadas para o cuidado aos pacientes com doen\u00e7as cr\u00f4nicas. S\u00e3o a\u00e7\u00f5es pactuadas, financiadas e executadas pelos gestores dos tr\u00eas n\u00edveis de governo: federal, estadual e municipal.<\/p>\n<p>Para o controle do diabetes, por exemplo, a pol\u00edtica de Promo\u00e7\u00e3o da Sa\u00fade tem como uma das prioridades o est\u00edmulo \u00e0 atividade f\u00edsica e o Programa Sa\u00fade na Escola (PSE), criado para prevenir e promover a sa\u00fade dos estudantes por meio de avalia\u00e7\u00f5es do estado nutricional, incid\u00eancia precoce de hipertens\u00e3o e diabetes, controle de c\u00e1rie, acuidade visual e auditiva e tamb\u00e9m psicol\u00f3gica. Um dos principais objetivos \u00e9 orientar sobre a seguran\u00e7a alimentar e a promo\u00e7\u00e3o da alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel, bem como estimular as pr\u00e1ticas corporais e a atividade f\u00edsica, fatores essenciais para uma preven\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria do diabetes.<\/p>\n<p>A \u00eanfase na rede b\u00e1sica se d\u00e1 por meio de protocolos cl\u00ednicos, capacita\u00e7\u00e3o de profissionais de sa\u00fade, assist\u00eancia farmac\u00eautica com fornecimento gratuito dos medicamentos essenciais por meio do programa Farm\u00e1cia Popular. S\u00e3o 107 itens para doen\u00e7as recorrentes na popula\u00e7\u00e3o brasileira, dentre eles analg\u00e9sicos, antihipertensivos, medicamentos para diabetes, colesterol, gastrite entre outros. De 2004 a 2008, os investimentos no Programa foram de R$ 325 milh\u00f5es.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudo do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade aponta queda de 20,5% nas mortes por doen\u00e7as cardiovasculares no per\u00edodo de 16 anos, de 1990 a 2006. 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