{"id":17658,"date":"2009-11-18T14:59:46","date_gmt":"2009-11-18T18:59:46","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=17658"},"modified":"2009-12-10T23:32:11","modified_gmt":"2009-12-11T03:32:11","slug":"os-riscos-da-minissaia-no-trabalho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2009\/os-riscos-da-minissaia-no-trabalho\/17658","title":{"rendered":"Os riscos da minissaia no trabalho"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-18118\" title=\"minisaia\" src=\"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/imagens\/minisaia.jpg\" alt=\"minisaia\" width=\"300\" height=\"193\" srcset=\"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/imagens\/minisaia.jpg 300w, https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/imagens\/minisaia-250x160.jpg 250w, https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/imagens\/minisaia-150x96.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>O caso da estudante universit\u00e1ria que foi expulsa da escola por uso de minissaia trouxe de volta o debate sobre o uso de determinadas roupas no local de trabalho. Em um pa\u00eds tropical, como o Brasil, com altas temperaturas a maior parte do ano, h\u00e1 um est\u00edmulo natural ao uso de roupas leves. No entanto, especialistas em gest\u00e3o de pessoas advertem que as roupas transmitem mensagens ocultas, que podem levar a dupla interpreta\u00e7\u00e3o. Segundo Ralph Arcanjo Chelotti, presidente da ABRH-Nacional, com o crescente avan\u00e7o da mulher no mercado de trabalho, a quest\u00e3o do que \u00e9 ou n\u00e3o adequado vestir passou a ser motivo de discuss\u00e3o nas \u00e1reas de Recursos Humanos das empresas:<\/p>\n<p>\u201cEscrit\u00f3rios, f\u00e1bricas, lojas, shopping centers e oficinas s\u00e3o ambientes de trabalho, onde \u00e9 natural uma certa competitividade entre pessoas. Nesse sentido, a roupa que usamos transmite mensagens o tempo todo, mensagens que podem ser interpretadas de diversas formas, para o bem ou para o mal\u201d, adverte.<\/p>\n<p>Segundo Chelotti, a premissa de que as pessoas s\u00e3o livres para usar o que bem entendem precisa ser analisada com cuidado, pois vivemos em um ambiente social, onde as pessoas s\u00e3o julgadas, inclusive, pela forma como se vestem, por seu asseio e at\u00e9 pelo modo como falam:<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o quero dizer que concordo com o fato da aluna ter sido expulsa da escola, o que me pareceu uma atitude absurda. No entanto, \u00e9 importante que as pessoas percebam que tudo o que fazemos, falamos e o modo como nos apresentamos, fala a nosso respeito, da\u00ed porque \u00e9 preciso refletir sim sobre o tipo de roupa que vamos usar na escola, no trabalho e at\u00e9 no lazer, com os amigos\u201d, assinala, acrescentando que \u00e9 poss\u00edvel, hoje em dia, observar empresas que estimulam as empregadas a usarem roupas mais chamativas como estrat\u00e9gia de atra\u00e7\u00e3o de clientes, algo que pode ser visto em postos de gasolina, lojas de shopping centers, bares e casas de espet\u00e1culos.<\/p>\n<p>Para \u00c2ngela Abdo, presidente da ABRH-ES, as empresas t\u00eam culturas pr\u00f3prias, que orientam sobre a roupa mais adequada a usar no trabalho:<\/p>\n<p>\u201cAqui no Esp\u00edrito Santo, especialmente em Vit\u00f3ria, em fun\u00e7\u00e3o da proximidade da praia e do calor constante, a cultura local admite o uso de roupas um pouco mais curtas, mas, via de regra, a etiqueta corporativa n\u00e3o v\u00ea com bons olhos saias curtas ou blusas transparentes e decotadas. N\u00e3o se trata de uma quest\u00e3o de moralismo, mas apenas do fato de que esse tipo de roupa pode levar a interpreta\u00e7\u00f5es equivocadas, que ir\u00e3o gerar todo tipo de mal-entendido\u201d, adverte.<\/p>\n<p>Para Abdo, uma preocupa\u00e7\u00e3o das empresas que t\u00eam profissionais que se relacionam com o p\u00fablico \u00e9 evitar que o uso de roupas chamativas possa levar clientes a atitudes n\u00e3o profissionais, o que certamente significa desgaste de imagem. Ela recomenda que os empregados estejam atentos \u00e0 cultura da empresa, \u00e0s regras e normas e at\u00e9 \u00e0 cultura da sociedade local, pois isso serve como balizador:<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 empresas jovens, especialmente na \u00e1rea de Internet, onde as pessoas t\u00eam um n\u00edvel de informalidade muito grande, mas at\u00e9 mesmo nesses ambientes roupas provocativas podem gerar desentendimentos, pois sempre haver\u00e1 algu\u00e9m que pode interpretar uma roupa curta, decotada ou transparente de outra forma que n\u00e3o apenas um modo de vestir\u201d, explica.<\/p>\n<p>Segundo Pedro Fagherazzi, Presidente da ABRH-RS, nas empresas o uso da roupa, da linguagem e do comportamento das pessoas \u00e9 controlado de forma mais sutil, sem explos\u00f5es de viol\u00eancia ou persegui\u00e7\u00e3o como as vistas no caso da estudante universit\u00e1ria:<\/p>\n<p>\u201cNas empresas, as coisas sempre conspiram a teu favor. Se voc\u00ea se veste de modo inadequado, diz coisas impr\u00f3prias ou faz coisas pouco usuais, haver\u00e1 sempre algum colega que vai te chamar e ponderar essas quest\u00f5es. Normalmente, as pessoas se adaptam rapidamente, at\u00e9 porque h\u00e1 sempre o risco de perder o emprego\u201d, assinala.<\/p>\n<p>Para o presidente da ABRH-RS, o modo como as pessoas se vestem no trabalho est\u00e1 diretamente relacionado \u00e0 cultura das empresas:<\/p>\n<p>\u201cAs culturas empresariais, muito ligadas \u00e0s culturas dos pa\u00edses onde as empresas atuam, s\u00e3o modos de fazer, pensar, se comportar. \u00c9, tamb\u00e9m, um filtro, pois as pessoas que divergem da cultura terminam deixando a empresa ou sendo demitidas. At\u00e9 a mesma empresa, com filiais em pa\u00edses diferentes, tem culturas diferentes\u201d, assinala, acrescentando que, nesse sentido, a maioria dos conflitos nas empresas encontra boa solu\u00e7\u00e3o por meio do di\u00e1logo.<\/p>\n<p>Servi\u00e7o P\u00fablico \u2013 Segundo Manoel Mendes, presidente da ABRH-DF, o servi\u00e7o p\u00fablico brasileiro tem normas estritas a esse respeito, que inibem o uso de roupas provocantes no espa\u00e7o de trabalho. Em muitos casos, ele assinala, as pessoas usam uniformes, o que inibe esse tipo de comportamento:<\/p>\n<p>\u201cEmbora uma funcion\u00e1ria p\u00fablica n\u00e3o possa ser demitida por usar uma minissaia, por exemplo, o fato \u00e9 que atitude, comportamento, s\u00e3o itens considerados para a evolu\u00e7\u00e3o da carreira, o que inibe o uso desse tipo de roupas. Al\u00e9m disso, muitos funcion\u00e1rios p\u00fablicos atendem pessoas, se relacionam com o p\u00fablico, da\u00ed porque o uso de roupas adequadas, formais, \u00e9 importante para transmitir uma imagem de profissionalismo\u201d, explica.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O caso da estudante universit\u00e1ria que foi expulsa da escola por uso de minissaia trouxe de volta o debate sobre o uso de determinadas roupas no local de trabalho. Em um pa\u00eds tropical, como o Brasil, com altas temperaturas a maior parte do ano, h\u00e1 um est\u00edmulo natural ao uso de roupas leves. 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