{"id":170412,"date":"2019-02-24T21:39:42","date_gmt":"2019-02-25T00:39:42","guid":{"rendered":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=170412"},"modified":"2019-02-24T21:39:43","modified_gmt":"2019-02-25T00:39:43","slug":"reforma-da-previdencia-podera-criar-8-milhoes-de-empregos-ate-2023","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2019\/reforma-da-previdencia-podera-criar-8-milhoes-de-empregos-ate-2023\/170412","title":{"rendered":"Reforma da Previd\u00eancia poder\u00e1 criar 8 milh\u00f5es de empregos at\u00e9 2023"},"content":{"rendered":"<p>A reforma da Previd\u00eancia poder\u00e1 criar 8 milh\u00f5es de empregos at\u00e9 2023. A estimativa consta de relat\u00f3rio divulgado pela Secretaria de Pol\u00edticas Econ\u00f4micas (SPE) do Minist\u00e9rio da Economia. Segundo a nota t\u00e9cnica, a renda per capta do brasileiro subir\u00e1 R$ 5.772, caso as novas regras para aposentadorias e pens\u00f5es sejam aprovadas.<\/p>\n<p>Para chegar a esses valores, o estudo comparou os efeitos da aprova\u00e7\u00e3o da reforma da Previd\u00eancia sobre o crescimento da economia. Os c\u00e1lculos mostram diferen\u00e7as crescentes no Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e servi\u00e7os produzidos no pa\u00eds) nos cen\u00e1rios com e sem a aprova\u00e7\u00e3o das medidas.<\/p>\n<p>Caso as regras para a Previd\u00eancia Social e dos servidores p\u00fablicos n\u00e3o mudem, o pa\u00eds cresceria apenas 0,8% em 2019. No segundo semestre de 2020, a economia voltaria a entrar em recess\u00e3o, mas o pa\u00eds ainda fecharia o ano com expans\u00e3o de 0,3%. Nos anos seguintes, o recuo seria maior: -0,5% em 2021, -1,1% em 2022 e -1,8% em 2023.<\/p>\n<p>Num cen\u00e1rio que considerou a aprova\u00e7\u00e3o da reforma da Previd\u00eancia conforme enviada ao Congresso Nacional, o PIB cresceria 2,9% ao ano em 2019, 2020 e 2021. O ritmo de expans\u00e3o se aceleraria para 3,3% ao ano em 2022 e 2023. Apenas em 2023, a diferen\u00e7a entre as estimativas de crescimento do PIB nos dois cen\u00e1rios se situaria em 5,1 pontos percentuais.<\/p>\n<p>O estudo trabalhou com um cen\u00e1rio intermedi\u00e1rio, que considera a aprova\u00e7\u00e3o parcial da reforma da Previd\u00eancia nas condi\u00e7\u00f5es previstas pelas institui\u00e7\u00f5es financeiras. Nessa simula\u00e7\u00e3o, chamada de \u201cconsenso de mercado\u201d, o PIB cresceria 2,5% em 2019, 2,4% em 2020 e 2,3% ao ano de 2021 a 2023. A renda per capita (por habitante) subiria em ritmo menor, com expans\u00e3o de R$ 4.642 at\u00e9 2023. A estimativa sobre a cria\u00e7\u00e3o de empregos nesse cen\u00e1rio com aprova\u00e7\u00e3o parcial n\u00e3o foi divulgada.<\/p>\n<p>Ciclo virtuoso<br \/>\nSegundo o relat\u00f3rio da SPE, o crescimento da economia ap\u00f3s a aprova\u00e7\u00e3o da reforma da Previd\u00eancia decorre de um ciclo virtuoso proporcionado pela diminui\u00e7\u00e3o dos gastos p\u00fablicos e pela aloca\u00e7\u00e3o de despesas obrigat\u00f3rias, como a da Previd\u00eancia Social, em outros ramos, como o investimento (obras p\u00fablicas que melhoram a infraestrutura). Isso ocorre porque a redu\u00e7\u00e3o dos gastos com a Previd\u00eancia faz o governo se endividar menos, o que permite a redu\u00e7\u00e3o dos juros e acarreta expans\u00e3o do PIB.<\/p>\n<p>A alta da produ\u00e7\u00e3o, do investimento e do consumo estimula a cria\u00e7\u00e3o de empregos. Esse processo melhora a arrecada\u00e7\u00e3o porque as pessoas pagam mais tributos sem que a legisla\u00e7\u00e3o precise mudar. Com mais receitas, a situa\u00e7\u00e3o das contas p\u00fablicas melhora, permitindo o ressurgimento do super\u00e1vit prim\u00e1rio (economia do governo para pagar os juros da d\u00edvida p\u00fablica) e a conten\u00e7\u00e3o do endividamento p\u00fablico.<\/p>\n<p>De acordo com o estudo, o Brasil sair\u00e1 de um d\u00e9ficit prim\u00e1rio de 1,6% do PIB em 2018 para um super\u00e1vit de 1,1% em 2023 (com aprova\u00e7\u00e3o total da reforma) ou de 0,6% (com aprova\u00e7\u00e3o parcial). Com a manuten\u00e7\u00e3o das regras atuais da Previd\u00eancia, o pa\u00eds encerraria 2023 com d\u00e9ficit prim\u00e1rio de 1% do PIB. A d\u00edvida bruta do governo geral, que fechou 2018 em 77,1% do PIB, cairia para 76,1% em 2023 com aprova\u00e7\u00e3o total, mas subiria para 80,5% no cen\u00e1rio de aprova\u00e7\u00e3o parcial e para 102,3% sem nenhuma reforma. A taxa Selic (juros b\u00e1sicos da economia), atualmente em 6,5% ao ano, cairia para 5,6% ao ano at\u00e9 2023 com a aprova\u00e7\u00e3o total, mas subiria para 8% ao ano no cen\u00e1rio de aprova\u00e7\u00e3o parcial e para 18,5% ao ano caso a reforma n\u00e3o seja feita.<\/p>\n<p>24\/02\/2019<br \/>\nPor Wellton M\u00e1ximo &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: Fernando Fraga<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A reforma da Previd\u00eancia poder\u00e1 criar 8 milh\u00f5es de empregos at\u00e9 2023. A estimativa consta de relat\u00f3rio divulgado pela Secretaria de Pol\u00edticas Econ\u00f4micas (SPE) do Minist\u00e9rio da Economia. Segundo a nota t\u00e9cnica, a renda per capta do brasileiro subir\u00e1 R$ 5.772, caso as novas regras para aposentadorias e pens\u00f5es sejam aprovadas. 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