{"id":168914,"date":"2019-02-10T22:06:25","date_gmt":"2019-02-11T00:06:25","guid":{"rendered":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=168914"},"modified":"2019-02-10T22:06:26","modified_gmt":"2019-02-11T00:06:26","slug":"crescimento-economico-e-forte-calor-elevarao-demanda-de-energia-no-ano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2019\/crescimento-economico-e-forte-calor-elevarao-demanda-de-energia-no-ano\/168914","title":{"rendered":"Crescimento econ\u00f4mico e forte calor elevar\u00e3o demanda de energia no ano"},"content":{"rendered":"<p>A expectativa de crescimento da economia brasileira para este ano e as altas temperaturas que v\u00eam sendo registradas neste ver\u00e3o devem levar a um consumo de energia el\u00e9trica 3,8% do que o de 2018. Esse aumento ser\u00e1 2,7% superior \u00e0 carga exigida do sistema no ano passado que, segundo a Empresa de Pesquisa Energ\u00e9tica (EPE), foi de 1,1% em rela\u00e7\u00e3o a 2017.<\/p>\n<p>A proje\u00e7\u00e3o foi feita pelo diretor-geral do Operador Nacional do Sistema El\u00e9trico (ONS), Luiz Eduardo Barata, ao ressaltar, no entanto, que o sistema est\u00e1 preparado para a alta da demanda de energia ao Sistema Interligado Nacional (SIN).<\/p>\n<p>\u201cNossas avalia\u00e7\u00f5es s\u00e3o de que a taxa de crescimento da carga, que \u00e9 consequ\u00eancia do comportamento do PIB [Produto Interno Bruto, soma de todos os bens e servi\u00e7os produzidos em um determinado per\u00edodo] e tamb\u00e9m da [elevada] temperatura, dever\u00e1 ser de 3,8% agora em 2019\u201d, disse Barata, citando proje\u00e7\u00f5es da EPE.<\/p>\n<p>\u201cMesmo que o crescimento seja superior a esse percentual, n\u00e3o deveremos encontrar problemas de abastecimento.\u201d Barata ressaltou que, se o crescimento do PIB for maior, com o consequente aumento aumento da carga, ser\u00e1 preciso &#8220;revisar o planejamento para os pr\u00f3ximos anos\u201d.<\/p>\n<p>Gera\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>O entendimento do ONS \u00e9 que, se o pa\u00eds come\u00e7ar a usar antecipadamente a capacidade de gera\u00e7\u00e3o e, assim, gastando em maior escala a energia armazenada, ter\u00e1 de haver uma avalia\u00e7\u00e3o da capacidade do sistema. \u201cEu diria que o sistema est\u00e1 preparado para enfrentar um crescimento maior do que os 3,8% que a gente projeta para este ano\u201d, afirmou Barata.<\/p>\n<p>Ele adiantou que, em abril, o quadro ser\u00e1 mais claro para o ONS e a Empresa de Pesquisa Energ\u00e9tica. \u201cVamos trabalhar com essa meta at\u00e9 mar\u00e7o, quando haver\u00e1 a primeira das tr\u00eas revis\u00f5es anuais que s\u00e3o feitas normalmente. Em abril, j\u00e1 teremos uma vis\u00e3o mais abalizada de quanto ser\u00e1 o crescimento de economia em 2019 e dali para a frente.\u201d<\/p>\n<p>\u201cDo ponto de vista do atendimento [\u00e0 demanda] de curto prazo, n\u00e3o vemos nenhum problema. O pa\u00eds enfrentou a\u00ed nas \u00faltimas duas semanas temperaturas e consumo muito altos e, mesmo com o sistema fragilizado, n\u00e3o houve problema no abastecimento\u201d, destacou o diretor do ONS.<\/p>\n<p>Reservat\u00f3rios<\/p>\n<p>Para Luiz Eduardo Barata, neste momento, n\u00e3o h\u00e1 nenhuma luz amarela acesa. \u201cEstamos avaliando e, se houver degenera\u00e7\u00e3o grande dos reservat\u00f3rios, obviamente, vamos alertar o Comit\u00ea de Monitoramento, mas, por enquanto, est\u00e1 tudo sob controle.\u201d<\/p>\n<p>No fim do ano passado, ao receber a imprensa para um balan\u00e7o das atividades do ONS em 2018 e as proje\u00e7\u00f5es para 2019, Luiz Eduardo Barata admitiu que o operador trabalhava com a previs\u00e3o de que o ver\u00e3o seria um dos mais quentes dos \u00faltimos tempos, mas que o pa\u00eds n\u00e3o enfrentaria problemas com o abastecimento de energia el\u00e9trica.<\/p>\n<p>As proje\u00e7\u00f5es do ONS, no entanto, eram de que a demanda ao Sistema Interligado Nacional fechaiar os pr\u00f3ximos cinco anos com crescimento m\u00e9dio do consumo de energia da ordem de 3,8%.<\/p>\n<p>Barata disse, na ocasi\u00e3o, que se considerava uma taxa m\u00e9dia de crescimento do PIB de 2,7% at\u00e9 2023 (2,3% em 2019, 2,7% em 2020, 2,8% em 2021\/22 e 2,9% em 2023). &#8220;E isso acaba proporcionando um crescimento da carga m\u00e9dia [de energia] de 3,8% para o per\u00edodo\u201d, afirmou, ent\u00e3o, o diretor do ONS.<\/p>\n<p>Ao que tudo indica, no entanto, o que era projetado como crescimento m\u00e9dio at\u00e9 2023 j\u00e1 se tornar\u00e1 uma realidade agora em 2019.<\/p>\n<p>10\/02\/2019<br \/>\nPor Nielmar de Oliveira &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: N\u00e1dia Franco<br \/>\nhttp:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A expectativa de crescimento da economia brasileira para este ano e as altas temperaturas que v\u00eam sendo registradas neste ver\u00e3o devem levar a um consumo de energia el\u00e9trica 3,8% do que o de 2018. 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