{"id":167384,"date":"2019-01-28T23:44:35","date_gmt":"2019-01-29T01:44:35","guid":{"rendered":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=167384"},"modified":"2019-01-28T23:44:36","modified_gmt":"2019-01-29T01:44:36","slug":"gastos-de-brasileiros-em-viagens-ao-exterior-caem-39-em-2018","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2019\/gastos-de-brasileiros-em-viagens-ao-exterior-caem-39-em-2018\/167384","title":{"rendered":"Gastos de brasileiros em viagens ao exterior caem 3,9% em 2018"},"content":{"rendered":"<p>As <em><strong>despesas de brasileiros em viagens ao exterior<\/strong><\/em> ficaram em US$ 18,263 bilh\u00f5es em 2018, com queda de 3,9% na compara\u00e7\u00e3o com o ano anterior, de acordo com dados das contas externas divulgados pelo Banco Central (BC).<\/p>\n<p>Essa redu\u00e7\u00e3o ocorreu por influ\u00eancia da alta do d\u00f3lar. Em 2018, o d\u00f3lar custou, em m\u00e9dia, R$ 3,66, com alta de 14,5% na compara\u00e7\u00e3o com 2017 (R$ 3,19).<\/p>\n<p>\u201cNos primeiros meses de 2018, houve uma acelera\u00e7\u00e3o nas despesas l\u00edquidas [despesas de brasileiros maiores que receitas de estrangeiros]. Isso se inverteu no segundo semestre\u201d, disse o chefe do Departamento de Estat\u00edsticas do BC, Fernando Rocha. A invers\u00e3o ocorreu devido \u00e0 alta da moeda americana.<\/p>\n<p>As receitas de estrangeiros em viagem ao Brasil chegaram a US$ 5,917 bilh\u00f5es no ano passado, com aumento de 1,86% em rela\u00e7\u00e3o a 2017. Com isso, a conta de viagens, formadas pelas despesas e as receitas, fechou o ano negativa em US$ 12,346 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Contas externas<\/p>\n<p>As viagens internacionais fazem parte da conta de servi\u00e7os (viagens internacionais, transporte, aluguel de investimentos, entre outros) das transa\u00e7\u00f5es correntes, que s\u00e3o compras e vendas de mercadorias e servi\u00e7os e transfer\u00eancias de renda do pa\u00eds com outras na\u00e7\u00f5es. No ano passado, as contas externas ficaram em US$ 14,511 bilh\u00f5es, um pouco mais que o dobro registrado em 2017 (US$ 7,235 bilh\u00f5es).<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o obstante ser maior que de 2017, esse d\u00e9ficit \u00e9 baixo para os padr\u00f5es da economia brasileira. N\u00e3o apresenta risco do lado externo da economia brasileira e \u00e9 mais que inteiramente financiado pelos fluxos de investimento direto no pa\u00eds\u201d, disse Rocha.<\/p>\n<p>Ele acrescentou que o resultado negativo das contas externas era esperado porque a economia brasileira retomou o crescimento. \u201cQuando a economia cresce, aumenta a demanda dos residentes do pa\u00eds por bens e servi\u00e7os importados\u201d, destacou. Ele acrescentou que enquanto as exporta\u00e7\u00f5es de mercadorias cresceram 10% no ano passado, as importa\u00e7\u00f5es subiram 21%.<\/p>\n<p>Rocha explicou que a demanda de servi\u00e7os do exterior tamb\u00e9m aumenta com o crescimento da economia, mas a alta do d\u00f3lar freou o crescimento da procura. No ano passado, a conta de servi\u00e7os ficou negativa em US$ 33,952 bilh\u00f5es, praticamente est\u00e1vel (0,3% de crescimento) em rela\u00e7\u00e3o a 2017. \u201cComo a taxa de c\u00e2mbio se desvalorizou no per\u00edodo, ficou mais caro demandar servi\u00e7os no exterior\u201d, acrescentou Rocha.<\/p>\n<p>Investimento estrangeiro<\/p>\n<p>Quando o pa\u00eds registra saldo negativo em transa\u00e7\u00f5es correntes, precisa cobrir o d\u00e9ficit com investimentos ou empr\u00e9stimos no exterior. A melhor forma de financiamento do saldo negativo \u00e9 o investimento direto no pa\u00eds (IDP), porque recursos s\u00e3o aplicados no setor produtivo. No passado, esses investimentos chegaram a US$ 88,314 bilh\u00f5es. Em rela\u00e7\u00e3o ao Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e servi\u00e7os produzidos no pa\u00eds, os investimentos ficaram em 4,7%, enquanto o d\u00e9ficit das contas externas representou 0,77%. O IDP em rela\u00e7\u00e3o ao PIB foi o maior desde junho de 2001 (4,79%).<\/p>\n<p>J\u00e1 os investimentos em a\u00e7\u00f5es, fundos e t\u00edtulos de renda fixa sa\u00edram do pa\u00eds em 2018. No ano passado, os investidores estrangeiros retiraram US$ 12,030 bilh\u00f5es nesse tipo de aplica\u00e7\u00e3o. Somente as sa\u00eddas de a\u00e7\u00f5es e fundos de investimentos chegaram a US$ 7,682 bilh\u00f5es. Essa foi a primeira sa\u00edda anual desde 2008 (US$ 7,565 bilh\u00f5es).<\/p>\n<p>Segundo Rocha, ao longo deste ano, esses investimentos oscilaram e, em dezembro, as sa\u00eddas foram \u201cmais concentradas\u201d. De acordo com ele, em dezembro \u00e9 comum os investidores estrangeiros retirarem recursos do pa\u00eds para fechar balan\u00e7os e, em janeiro, h\u00e1 retorno de parte desses investimentos. O resultado parcial deste m\u00eas, at\u00e9 o dia 24, registra ingresso de US$ 3,088 bilh\u00f5es em a\u00e7\u00f5es e fundos de investimentos e US$ 1,040 bilh\u00e3o em t\u00edtulos de renda fixa.<\/p>\n<p>28\/01\/2019<\/p>\n<p>Por Kelly Oliveira &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: Gra\u00e7a Adjuto<br \/>\nhttp:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As despesas de brasileiros em viagens ao exterior ficaram em US$ 18,263 bilh\u00f5es em 2018, com queda de 3,9% na compara\u00e7\u00e3o com o ano anterior, de acordo com dados das contas externas divulgados pelo Banco Central (BC). Essa redu\u00e7\u00e3o ocorreu por influ\u00eancia da alta do d\u00f3lar. 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