{"id":166881,"date":"2019-01-24T21:53:51","date_gmt":"2019-01-24T23:53:51","guid":{"rendered":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=166881"},"modified":"2019-01-24T21:53:52","modified_gmt":"2019-01-24T23:53:52","slug":"faturamento-e-emprego-direto-aumentaram-em-2018-no-setor-de-franquias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2019\/faturamento-e-emprego-direto-aumentaram-em-2018-no-setor-de-franquias\/166881","title":{"rendered":"Faturamento e emprego direto aumentaram em 2018 no setor de franquias"},"content":{"rendered":"<p>A Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de <em><strong>Franchising<\/strong><\/em> (ABF) informou que a receita do setor cresceu 7% no ano passado em rela\u00e7\u00e3o aos R$ 163 bilh\u00f5es registrados em 2017. Em balan\u00e7o, cujos dados s\u00e3o preliminares, a ABF diz que o n\u00famero de empregos diretos gerados pelo setor indica aumento de 8% sobre o ano anterior, com 1,3 milh\u00e3o de trabalhadores contratados em 2018.<\/p>\n<p>\u201cCom a nova lei trabalhista, estamos incluindo tamb\u00e9m trabalhadores intermitentes que foram contratados pelos franqueados e franqueadores durante o ano\u201d, ressaltou, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil, o presidente da ABF, Andr\u00e9 Friedheim.<\/p>\n<p>Segundo Friedheim, no quarto trimestre do ano passado, o setor de franchising nacional sentiu a retomada do movimento, especialmente depois de passado o per\u00edodo eleitoral. \u201cO \u00edndice de confian\u00e7a tanto do consumidor como do empresariado come\u00e7ou a aumentar. E, quando o n\u00edvel de confian\u00e7a do consumidor aumenta, ele est\u00e1 predisposto a gastar mais, a se endividar um pouco mais para consumir mais, porque j\u00e1 enxerga uma manuten\u00e7\u00e3o do emprego, um aumento de renda.\u201d<\/p>\n<p>Ele acrescentou que, quando o consumidor se predisp\u00f5e a consumir, o varejo e os servi\u00e7os s\u00e3o os primeiros setores a apresentar reaquecimento. \u201cSentimos isso a partir do quarto trimestre\u201d. Para Friedheim, o movimento de recupera\u00e7\u00e3o da economia deve se manter em 2019, impactando de forma positiva o franchising nacional. A expectativa \u00e9 que o faturamento do setor evolua entre 8% e 10% em rela\u00e7\u00e3o a 2018, acompanhado da expans\u00e3o tamb\u00e9m do mercado de trabalho, em torno de 5%.<\/p>\n<p>Investimento<br \/>\nPara Friedheim, quando o empresariado mostra disposi\u00e7\u00e3o de investir, o n\u00famero de franquias tende a aumentar, porque, em vez de deixar o dinheiro no banco, ele prefere investir a juros mais baixos e correr um pouco mais de risco, mas com possibilidade de rentabilizar o capital investido de maneira mais vantajosa do que deixando o dinheiro parado.<\/p>\n<p>\u201cA\u00ed, surge a franquia como uma op\u00e7\u00e3o interessante, porque traz marca, traz know-how [conhecimento pr\u00e1tico], ganho de escala, rede de neg\u00f3cios, compartilhamento, colabora\u00e7\u00e3o. O franchising traz menos risco do que montar um neg\u00f3cio independente e tende agora a retomar seu crescimento em n\u00famero de opera\u00e7\u00f5es\u201d, afirmou Friedheim.<\/p>\n<p>De acordo com os n\u00fameros da ABF, depois de um ano de queda, a expans\u00e3o do n\u00famero de unidades franqueadas atingiu 5% em 2018, com aumento de 1% de novas marcas, em fun\u00e7\u00e3o da crise, que inibiu maiores investimentos por parte dos empres\u00e1rios. A expectativa \u00e9 manter o crescimento de unidades entre 5% e 6%, em 2019, repetindo o aumento de 1% de novas marcas.<\/p>\n<p>Embora o setor de alimenta\u00e7\u00e3o tenha se mantido na lideran\u00e7a em n\u00famero de franqueadores e de opera\u00e7\u00f5es, o grande destaque do ano foi a parte de sa\u00fade, est\u00e9tica e beleza, que \u201cgerou maior crescimento\u201d e tamb\u00e9m a \u00e1rea de servi\u00e7os em geral. O grande impulso no setor de alimenta\u00e7\u00e3o pode ser explicado pelas novas plataformas de delivery e pela capilaridade de opera\u00e7\u00f5es, que facilitam a log\u00edstica de acesso ao consumidor.<\/p>\n<p>Pelo terceiro ano consecutivo, a rede O Botic\u00e1rio, do segmento de sa\u00fade, beleza e bem-estar, com 3.724 opera\u00e7\u00f5es de franquiasem 2018, ficou em primeiro lugar entre as marcas em opera\u00e7\u00e3o no Brasil. Na segunda posi\u00e7\u00e3o, manteve-se a rede AM PM Mini Market, de alimenta\u00e7\u00e3o, com 2.493 opera\u00e7\u00f5es. A Regi\u00e3o Sudeste concentrou o maior n\u00famero de unidades e de franqueadores das 50 maiores marcas, com destaque para os estados de S\u00e3o Paulo e do Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>Novos formatos<br \/>\nFriedheim estimou que, al\u00e9m de alimenta\u00e7\u00e3o, dever\u00e3o continuar crescendo os segmentos de sa\u00fade, turismo, hotelaria e educa\u00e7\u00e3o, principalmente os novos cursos, como rob\u00f3tica. De acordo com a ABF, as maiores redes de franquias brasileiras continuam investindo na implanta\u00e7\u00e3o de novos formatos. Em 2018, comparativamente a 2017, enquanto o percentual de lojas tradicionais diminuiu de 91% para 88%, outros formatos cresceram de 9% para 12%, como quiosques, unidades m\u00f3veis e opera\u00e7\u00f5es home based (que funciona em casa).<\/p>\n<p>Essa tend\u00eancia permanecer\u00e1 em 2019, disse Friedheim. \u201cNovos formatos e modelos de neg\u00f3cios, sem perder o DNA da franquia, s\u00e3o alternativas, porque consegue-se entrar em pontos comerciais alternativos, como universidades, esta\u00e7\u00f5es de trem, de metr\u00f4\u201d. Esses formatos oferecem custos menores para montar uma franquia e tamb\u00e9m para manter. \u201c\u00c9 um [tipo de] neg\u00f3cio que tem muito para crescer ainda no mercado brasileiro.\u201d<\/p>\n<p>Ele destacou ainda o movimento de internacionaliza\u00e7\u00e3o das marcas brasileiras, que continua em ritmo positivo. \u201cO mais importante \u00e9 que cresceu tamb\u00e9m a abrang\u00eancia de pa\u00edses. Marcas que j\u00e1 estavam l\u00e1 fora come\u00e7aram a abrir novos mercados. Passamos de 100 para 114 pa\u00edses com marcas brasileiras. Isso mostra que as marcas ficaram mais fortes, se consolidaram.\u201d<\/p>\n<p>De acordo com o presidente da ABF, o segmento da moda \u00e9 o mais representativo, com 35 marcas. O primeiro destino das marcas brasileiras s\u00e3o os Estados Unidos, com 59 marcas. Portugal \u00e9 o segundo pa\u00eds mais procurado, com 34 marcas, e o Paraguai, o terceiro, com 32 marcas. Friedheim disse n\u00e3o esperar grandes mudan\u00e7as na participa\u00e7\u00e3o das franquias brasileiras no exterior. A prioirdade deve continuar sendo Estados Unidos e Portugal e Espanha, como entrada para a Europa, al\u00e9m da Am\u00e9rica Latina e de Angola, acrescentou.<\/p>\n<p>24\/01\/2019<br \/>\nPor Alana Gandra &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: N\u00e1dia Franco<br \/>\nhttp:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Franchising (ABF) informou que a receita do setor cresceu 7% no ano passado em rela\u00e7\u00e3o aos R$ 163 bilh\u00f5es registrados em 2017. 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