{"id":16553,"date":"2009-11-06T18:51:56","date_gmt":"2009-11-06T22:51:56","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=16553"},"modified":"2009-11-06T18:51:56","modified_gmt":"2009-11-06T22:51:56","slug":"estilista-transforma-meias-usadas-em-roupas-e-acessorios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2009\/estilista-transforma-meias-usadas-em-roupas-e-acessorios\/16553","title":{"rendered":"Estilista transforma meias usadas em roupas e acess\u00f3rios"},"content":{"rendered":"<p>A Cidade do Samba, no Rio de Janeiro, foi no dia 5 de novembro o cen\u00e1rio da apresenta\u00e7\u00e3o do Projeto Meias \u00d3rf\u00e3s, evento inclu\u00eddo na programa\u00e7\u00e3o oficial do Ano da Fran\u00e7a no Brasil. Lan\u00e7ada em Paris pela estilista brasileira M\u00e1rcia Carvalho, radicada h\u00e1 vinte anos na Cidade Luz, a iniciativa re\u00fane costureiras francesas e brasileiras que produzem, a partir de meias usadas, pe\u00e7as do vestu\u00e1rio feminino como casacos, camisetas, cal\u00e7as, bermudas, chap\u00e9us, boinas e at\u00e9 biqu\u00ednis.<br \/>\nNo Rio, as costureiras ainda t\u00eam o apoio de cinco estudantes de moda da Universidade Veiga de Almeida (UVA), associada ao projeto. \u201cNossas costureiras fazem roupas com meias usadas, procedentes de doa\u00e7\u00f5es. M\u00e1rcia trouxe o conceito e come\u00e7amos a trabalhar com os modelos de roupas desenhados por ela\u201d, declarou N\u00e9lia Melo, estudante da UVA, que ajuda no planejamento e gerenciamento da produ\u00e7\u00e3o do ateli\u00ea da Cidade do Samba. \u201cM\u00e1rcia lan\u00e7ou o projeto, e n\u00f3s continuamos\u201d, acrescentou Bianca Elias, outra estudante da UVA envolvida no projeto.<br \/>\nO lan\u00e7amento teve exposi\u00e7\u00e3o de pe\u00e7as e desfile, tudo num clima muito informal. As pe\u00e7as expostas foram fabricadas por tr\u00eas costureiras cariocas moradoras de bairros populares. De acordo com M\u00e1rcia Carvalho, que tem duas lojas e um ateli\u00ea de confec\u00e7\u00e3o em Paris, o objetivo do projeto tem duas finalidades. \u201cO Projeto Meias \u00d3rf\u00e3s visa valorizar o trabalho das costureiras e artes\u00e3s, que v\u00eam de comunidades mais pobres, e tamb\u00e9m valorizar a quest\u00e3o ambiental, reciclando um material que seria descartado\u201d, explicou a estilista. \u201cO projeto \u00e9 bem interessante. \u00c9 legal reaproveitar coisas que seriam jogadas fora. Trabalhar com meias usadas \u00e9 totalmente novo para mim. \u00c9 um conceito inovador, que desperta a curiosidade das pessoas\u201d, comentou a costureira Maria das Gra\u00e7as Reges, moradora do bairro de Jardim Am\u00e9rica, na zona norte do Rio de Janeiro.<br \/>\nSegundo M\u00e1rcia Carvalho, tudo come\u00e7ou quando ela abriu uma gaveta no quarto de seus dois filhos e viu um monte de meias sem par. \u201cFoi neste momento que decidi fazer algo com essas meias \u00f3rf\u00e3s. Comecei a produzir algumas pe\u00e7as, e fui convidada em 2007 para o Grande Pr\u00eamio de Cria\u00e7\u00e3o da Cidade de Paris, que acontece duas vezes por ano. Apresentei meus modelos, e a resposta foi incr\u00edvel\u201d, contou. \u201cO sucesso foi tanto que resolvemos trazer o projeto para o Brasil, e o Ano da Fran\u00e7a acabou sendo o pretexto ideal\u201d, acrescentou, retirando de uma mala cheia de roupas um casaco e uma regata com as cores das bandeiras da Fran\u00e7a e do Brasil fabricadas especialmente para o evento.<br \/>\nIndagada sobre os motivos deste sucesso, M\u00e1rcia ressaltou a \u201coriginalidade\u201d das pe\u00e7as. \u201cOutro ponto positivo \u00e9 que as costureiras trabalham com estudantes. \u00c9 um processo de troca\u201d, comentou. A ideia da estilista \u00e9 vender sua produ\u00e7\u00e3o no Brasil e na Fran\u00e7a. \u201cO que temos por enquanto \u00e9 um projeto piloto. Ainda n\u00e3o entramos na fase de produ\u00e7\u00e3o. Precisamos trabalhar na capacita\u00e7\u00e3o, na forma\u00e7\u00e3o das artes\u00e3s\u201d, ressaltou. \u201cA partir de 2010, lan\u00e7aremos duas cole\u00e7\u00f5es por ano, uma de ver\u00e3o, e outra de inverno. Vamos fazer exposi\u00e7\u00f5es aqui no Rio e em Paris. Tamb\u00e9m ampliaremos nossa produ\u00e7\u00e3o. Por enquanto s\u00f3 trabalhamos com vestu\u00e1rio feminino, mas passaremos a fazer sacolas e v\u00e1rios objetos de decora\u00e7\u00e3o\u201d, revelou a estilista.<br \/>\nDando continuidade ao projeto, o Meias \u00d3rf\u00e3s vai at\u00e9 Alagoas, reunindo 25 artes\u00e3s da cidade e o design atualizado de oitos alunos da Escola de Moda Esmod da Fran\u00e7a. At\u00e9 o dia 9 de novembro, a M\u00e1rcia de Carvalho coordena a integra\u00e7\u00e3o entre os franceses e as rendeiras num ateli\u00ea organizado para a integra\u00e7\u00e3o de conhecimento e cria\u00e7\u00e3o das pe\u00e7as que far\u00e3o parte da cole\u00e7\u00e3o Fil\u00e9 das Alagoas, expostas ao p\u00fablico no dia 10 de novembro, na praia de Jati\u00faca, \u00e0s 20h, durante abertura do evento Macei\u00f3 Fashion Design.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Cidade do Samba, no Rio de Janeiro, foi no dia 5 de novembro o cen\u00e1rio da apresenta\u00e7\u00e3o do Projeto Meias \u00d3rf\u00e3s, evento inclu\u00eddo na programa\u00e7\u00e3o oficial do Ano da Fran\u00e7a no Brasil. 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