{"id":165523,"date":"2019-01-14T20:00:40","date_gmt":"2019-01-14T22:00:40","guid":{"rendered":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=165523"},"modified":"2019-01-14T20:00:40","modified_gmt":"2019-01-14T22:00:40","slug":"inflacao-para-idosos-fecha-2018-em-475-informa-fgv","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2019\/inflacao-para-idosos-fecha-2018-em-475-informa-fgv\/165523","title":{"rendered":"Infla\u00e7\u00e3o para idosos fecha 2018 em 4,75%, informa FGV"},"content":{"rendered":"<p> O <strong><em>\u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor da Terceira Idade<\/em><\/strong> (IPC-3i), que mede a varia\u00e7\u00e3o da cesta de consumo de fam\u00edlias compostas em sua maior parte por indiv\u00edduos com mais de 60 anos de idade, apresentou varia\u00e7\u00e3o de 0,80% no quarto trimestre de 2018, totalizando no ano aumento de 4,75%. O resultado, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (Ibre-FGV), superou a infla\u00e7\u00e3o acumulada em 2018 pelo \u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor Brasil (IPC-BR) de 4,32%.<\/p>\n<p>O coordenador do IPC do Ibre, Andr\u00e9 Braz, disse \u00e0 Ag\u00eancia Brasil que os maiores aumentos no ano passado para a terceira idade foram registrados nas \u00e1reas de sa\u00fade e cuidados pessoais (6,63%) e alimenta\u00e7\u00e3o (5,88%). Dentro da despesa sa\u00fade e cuidados pessoais, as maiores influ\u00eancias de alta foram observadas em planos de sa\u00fade (10,07%), m\u00e9dicos e dentistas (9,74%) e medicamentos (3,92%).<\/p>\n<p>No grupo alimenta\u00e7\u00e3o, Andr\u00e9 Braz informou que os alimentos in natura, que no quarto trimestre de 2017 subiram apenas 0,29%, no ano passado apresentaram eleva\u00e7\u00e3o de 35,9%. Destaque para hortali\u00e7as e legumes (35,85%) e frutas (10,53%). Em rela\u00e7\u00e3o a frutas, o coordenador do IPC do Ibre informou que em 2017 houve queda de 17,02%. \u201cA parte in natura pressionou bastante. A gente sabe que na terceira idade [alimentos] in natura s\u00e3o importantes\u201d.<\/p>\n<p>Expectativas<br \/>\nAndr\u00e9 Braz disse que na passagem do quarto trimestre de 2018 para o primeiro trimestre de 2019, a expectativa \u00e9 que o IPC-3i talvez n\u00e3o supere o IPC-BR porque os desafios nos tr\u00eas primeiros meses do ano s\u00e3o mais sentidos pela camada da popula\u00e7\u00e3o mais jovem, influenciados por aumentos previstos para educa\u00e7\u00e3o formal.<\/p>\n<p>Braz observou, entretanto, que cursos formais t\u00eam peso tamb\u00e9m para a terceira idade, embora menor, porque os idosos podem pagar cursos para sua pr\u00f3pria atualiza\u00e7\u00e3o ou fazer despesas desse tipo para outras pessoas da fam\u00edlia, como filhos e netos, por exemplo. \u201cMas o peso \u00e9 muito menor\u201d, ressaltou. \u201cEsses aumentos v\u00e3o pressionar mais a infla\u00e7\u00e3o do \u00edndice tradicional [IPC-BR] do que da terceira idade [IPC-3i]\u201d.<\/p>\n<p>O economista salientou que os aumentos dos transportes p\u00fablicos urbanos, como trens, barcas, \u00f4nibus, t\u00eam impacto menor no IPC-3i, porque o idoso tem gratuidade nesses modais. \u201cO transporte p\u00fablico tem peso para a terceira idade, sim, mas ele \u00e9 menor\u201d, confirmou Braz.<\/p>\n<p>Desafio<br \/>\nSegundo o economista do Ibre, as chances de ter um IPC-3i mais baixo em 2019 s\u00e3o grandes, porque as press\u00f5es inflacion\u00e1rias neste primeiro trimestre t\u00eam mais peso no or\u00e7amento das fam\u00edlias mais jovens. Ele acredita que, para o ano em curso, o IPC-3i pode ficar mais pr\u00f3ximo do IPC-S (\u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor Semanal), que acumulou alta de 4,32% em 2018. \u201cA ideia \u00e9 que em 2019 a gente tenha uma infla\u00e7\u00e3o abaixo da meta de 4,25% tanto para o IPC-S como para o IPC da terceira idade\u201d.<\/p>\n<p>Para o Andr\u00e9 Braz, o que vai determinar se o IPC-3i pode encerrar este ano acima do IPC-S vai ser o comportamento dos alimentos. Nesse sentido, disse que o fen\u00f4meno La Ni\u00f1a, que provoca mais chuvas no Sul e menos no Nordeste, pode levar os pre\u00e7os dos alimentos in natura a serem pressionados para cima e, com isso, a infla\u00e7\u00e3o ser\u00e1 maior para a terceira idade. \u201cMas, como a agricultura costuma surpreender, eu espero que ela surpreenda positivamente, e o idoso n\u00e3o sofra tanto com a infla\u00e7\u00e3o de alimentos\u201d, concluiu.<\/p>\n<p>14\/01\/2019<br \/>\nPor Alana Gandra &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: Juliana Andrade<br \/>\nhttp:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O \u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor da Terceira Idade (IPC-3i), que mede a varia\u00e7\u00e3o da cesta de consumo de fam\u00edlias compostas em sua maior parte por indiv\u00edduos com mais de 60 anos de idade, apresentou varia\u00e7\u00e3o de 0,80% no quarto trimestre de 2018, totalizando no ano aumento de 4,75%. 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