{"id":16530,"date":"2009-11-06T18:23:34","date_gmt":"2009-11-06T22:23:34","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=16530"},"modified":"2009-11-06T18:23:34","modified_gmt":"2009-11-06T22:23:34","slug":"mpf-de-rondonia-move-acao-de-improbidade-administrativa-contra-medico-deputado-alexandre-brito-e-dois-hospitais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2009\/mpf-de-rondonia-move-acao-de-improbidade-administrativa-contra-medico-deputado-alexandre-brito-e-dois-hospitais\/16530","title":{"rendered":"MPF de Rond\u00f4nia move a\u00e7\u00e3o de improbidade administrativa contra m\u00e9dico deputado Alexandre Brito e dois hospitais"},"content":{"rendered":"<p>O m\u00e9dico e <strong>deputado estadual de Rond\u00f4nia Alexandre Brito<\/strong> (do PTC) e os hospitais Panamericano e Ameron s\u00e3o acusados pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF) de fraudar o Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS) e realizar cirurgias de redu\u00e7\u00e3o de est\u00f4mago (bari\u00e1trica) e de laqueadura como forma de compra de votos. O\u00a0<strong>MPF de Rond\u00f4ni<\/strong>a tamb\u00e9m acusa o m\u00e9dico e os hospitais de falsificar documentos do SUS e cobrar em duplicidade pelos servi\u00e7os m\u00e9dicos, recebendo dos pacientes e do servi\u00e7o p\u00fablico de sa\u00fade pelos mesmos atendimentos.<\/p>\n<p>Entre as acusa\u00e7\u00f5es, consta tamb\u00e9m que o m\u00e9dico n\u00e3o fazia acompanhamento pr\u00e9 e p\u00f3s-operat\u00f3rios. Dentre os casos apontados pelo MPF, h\u00e1 o de uma paciente que morreu e o de outra que parou de andar. Outras irregularidades nos procedimentos m\u00e9dicos inclu\u00edam registro de cirurgia bari\u00e1trica em pacientes que n\u00e3o foram operadas, mas que tiveram os procedimentos pagos pelo SUS.<\/p>\n<p>Em um dos casos investigados pelo MPF, o m\u00e9dico realizou cirurgia bari\u00e1trica no Hospital Panamericano, mas nem ele nem o hospital estavam habilitados pelo SUS para fazer a opera\u00e7\u00e3o. \u201cNa \u00e9poca, a cirurgia bari\u00e1trica sequer constava da lista do SUS. Para burlar as normas legais e permitir o pagamento, o laudo m\u00e9dico foi falsificado para emiss\u00e3o de AIH (Autoriza\u00e7\u00e3o para Interna\u00e7\u00e3o Hospitalar), constando que se tratava de outro procedimento coberto pelo SUS, a gastrectomia parcial, indicada para casos de c\u00e2ncer no est\u00f4mago ou \u00falcera g\u00e1strica\u201d, afirmam, na a\u00e7\u00e3o, os procuradores da Rep\u00fablica.<\/p>\n<p>A fraude ao SUS ocorria tamb\u00e9m nas opera\u00e7\u00f5es de laqueadura (ligadura de trompas). Segundo o MPF, o esquema consistia em realizar as cirurgias esterilizadoras em troca de votos e preencher, nas guias do SUS, outros procedimentos, como h\u00e9rnia inguinal e ooforectomia (extra\u00e7\u00e3o total ou parcial do ov\u00e1rio). A laqueadura \u00e9 procedimento m\u00e9dico mais burocr\u00e1tico e requer determinadas condicionantes que nem sempre eram atendidas pelas pacientes.<\/p>\n<p>As pr\u00e1ticas do m\u00e9dico s\u00e3o apontadas pelo MPF como \u201cfraudes para se autopromover pol\u00edtica e eleitoralmente, havendo robustas provas de que ele realizou as cirurgias em troca de votos dos pacientes e de seus familiares e amigos\u201d. O \u00f3rg\u00e3o afirma que as fraudes ao SUS e as cirurgias feitas para comprar votos configuram ato de improbidade administrativa que lesou os cofres p\u00fablicos, enriqueceu ilicitamente o m\u00e9dico e os hospitais e ofendeu os princ\u00edpios de impessoalidade, finalidade, legalidade e moralidade da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica.<\/p>\n<p>O Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal pede que a Justi\u00e7a Federal condene o m\u00e9dico deputado Alexandre Brito \u00e0 perda do registro profissional no Conselho Regional de Medicina. O MPF requer tamb\u00e9m que o m\u00e9dico e os hospitais sejam condenados \u00e0s penas do artigo 12 da Lei 8.429\/92: perda do cargo, mandato, emprego ou fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica desempenhada ao tempo do tr\u00e2nsito em julgado da senten\u00e7a condenat\u00f3ria; suspens\u00e3o dos direitos pol\u00edticos; pagamento de multa; perda dos valores acrescidos ilicitamente ao patrim\u00f4nio particular de cada um; ressarcimento dos preju\u00edzos causados ao er\u00e1rio; proibi\u00e7\u00e3o de contratar com o poder p\u00fablico ou receber incentivos fiscais ou credit\u00edcios, mesmo que atrav\u00e9s de pessoa jur\u00eddica. Por \u00faltimo, o MPF pede que os acusados paguem uma indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais sofridos pela Uni\u00e3o e pela sociedade, em quantia a ser estipulada pela Justi\u00e7a Federal.<\/p>\n<p>O m\u00e9dico j\u00e1 esteve suspenso pelo Conselho Regional de Medicina e tamb\u00e9m por uma ordem judicial. Os hospitais Panamericano e Ameron s\u00e3o da fam\u00edlia de Alexandre Brito. Nas elei\u00e7\u00f5es de 2008, ele foi candidato a prefeito de Porto Velho, obtendo a 5\u00aa coloca\u00e7\u00e3o na disputa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O m\u00e9dico e deputado estadual de Rond\u00f4nia Alexandre Brito (do PTC) e os hospitais Panamericano e Ameron s\u00e3o acusados pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF) de fraudar o Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS) e realizar cirurgias de redu\u00e7\u00e3o de est\u00f4mago (bari\u00e1trica) e de laqueadura como forma de compra de votos. 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