{"id":16454,"date":"2009-11-06T14:28:48","date_gmt":"2009-11-06T18:28:48","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=16454"},"modified":"2009-11-06T14:28:48","modified_gmt":"2009-11-06T18:28:48","slug":"novas-tecnologias-para-o-tratamento-do-diabetes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2009\/novas-tecnologias-para-o-tratamento-do-diabetes\/16454","title":{"rendered":"Novas tecnologias para o tratamento do diabetes"},"content":{"rendered":"<p>No final de setembro e in\u00edcio do m\u00eas de outubro os maiores especialistas em <strong>diabetes<\/strong> do mundo se reuniram em um congresso em Viena, na \u00c1ustria. O objetivo do evento foi compartilhar entre os profissionais de sa\u00fade os estudos e a discuss\u00e3o sobre as <strong>novas tecnologias<\/strong> empregadas no tratamento da doen\u00e7a. Um congresso que confirmou que o Brasil est\u00e1 tra\u00e7ando o caminho certo em rela\u00e7\u00e3o ao diabetes.<\/p>\n<p>Uma das palestras de destaque foi proferida por Bruce Buckingham, endocrinologista pedi\u00e1trico de Stanford (Calif\u00f3rnia, EUA), que mostrou um sistema de predi\u00e7\u00e3o e automa\u00e7\u00e3o da preven\u00e7\u00e3o de hipoglicemia em pacientes com bombas de insulina, utilizando um programa de algoritmos de alarmes para a suspens\u00e3o da infus\u00e3o de insulina.<\/p>\n<p>O trabalho de Buckingham mostrou que cerca de 75% das hipoglicemias em crian\u00e7as ocorrem durante o sono, com uma taxa de risco de morte pr\u00f3xima a 6%. As hipoglicemias duram, em m\u00e9dia, 81 minutos por epis\u00f3dio. Em 47% das crian\u00e7as, a hipoglicemia acontece com pelo menos uma hora de dura\u00e7\u00e3o, 23% com duas horas e 11 % com tr\u00eas horas de dura\u00e7\u00e3o. Com seu algoritmo, usando tr\u00eas alarmes seguidos para determinar a suspens\u00e3o da infus\u00e3o de insulina, o endocrinologista de Stanford reduziu em cerca de 75 % os epis\u00f3dios de hipoglicemia. O sistema aguarda aprova\u00e7\u00e3o do FDA (Food and Drug Administration, ag\u00eancia reguladora do setor nos Estados Unidos), pois prev\u00ea num sistema de loop a descontinua\u00e7\u00e3o e o rein\u00edcio da infus\u00e3o da insulina de forma automatizada.<\/p>\n<p>Outro trabalho fascinante apresentado no Congresso de Viena foi o de um Bioengenheiro de Boston, Edward Damiano, que utilizou um sistema de loop fechado e completou o primeiro trabalho em humanos em setembro de 2009, infundindo insulina em uma bomba e glucagon em outra. A vantagem do sistema \u00e9 a utiliza\u00e7\u00e3o somente do peso corporal e n\u00e3o ter necessitado de interven\u00e7\u00e3o com carboidratos, demonstrando excelentes resultados com o promissor sistema de infus\u00e3o combinada. O trabalho promete e ser\u00e1 em breve publicado.<\/p>\n<p>O italiano Cl\u00e1udio Cobelli, da Universidade de P\u00e1dua, apresentou um trabalho pol\u00eamico. Ele conseguiu, junto ao FDA, a aprova\u00e7\u00e3o de um modelo de infus\u00e3o subcut\u00e2nea em um sistema de loop fechado em diab\u00e9ticos tipo 1 &#8220;in silico&#8221;, economizando anos e fases de pesquisa em modelos animais, alimentando o chip com dados amplamente conhecidos na fisiologia do diabetes. &#8220;In silico&#8221; \u00e9 um termo utilizado para se referir ao sil\u00edcio, material da intelig\u00eancia dos chips de inform\u00e1tica. Pesquisas &#8220;in silico&#8221; s\u00e3o, portanto, pesquisas que utilizam modelos desenvolvidos em chips, que simulam o corpo humano.<\/p>\n<p>O simulador foi aprovado em 18 de janeiro de 2009 pelo FDA e deve dar o que falar, pois v\u00e1rios questionamentos surgiram quanto \u00e0s in\u00fameras e incont\u00e1veis vari\u00e1veis que o programa simulador ainda precisar\u00e1 desenvolver para responder como um modelo animal. Como \u00e9 &#8220;in silico&#8221;, pode ser continuamente aperfei\u00e7oado e poder\u00e1 futuramente individualizar modelos como, por exemplo, para obesos, insulino-resistentes, dentre outros perfis. Por\u00e9m, j\u00e1 contou com a aprova\u00e7\u00e3o do FDA.<\/p>\n<p>O Congresso de Viena contou com a presen\u00e7a de diversos membros da Sociedade Brasileira de Diabetes e nosso pa\u00eds j\u00e1 disponibiliza grande parte dos recursos analisados no evento, como as bombas de insulina e os monitores real time. Os principais laborat\u00f3rios brasileiros j\u00e1 t\u00eam hoje recursos completos para o diagn\u00f3stico e acompanhamento dos pacientes diab\u00e9ticos, como os exames de Hemoglobina glicada A1C (realizada por HPLC, em metodologia preconizada pelas sociedades mundiais), CGMS (Continuous Glicose Monitoring System), Glicemia de jejum e Glicemia m\u00e9dia estimada, provas e testes funcionais, Curvas para diagn\u00f3stico do diabetes gestacional, Microalbumin\u00edria, Cleareance de creatinina, insulina, anticorpos anti GAD, ICA e IA2.<\/p>\n<p>* Mauro Scharf \u00e9 endocrinologista da DASA, que \u00e9 representada em Mato Grosso pelas marcas Cedic\/Cedilab, e um dos fundadores do Centro de Diabetes de Curitiba<\/p>\n<p>Sobre a DASA<br \/>\nA DASA \u00e9 a maior empresa de medicina diagn\u00f3stica na Am\u00e9rica Latina em termos de receita bruta e popula\u00e7\u00e3o e a quinta maior rede no mundo. Com mais de 12 mil colaboradores, atende aproximadamente 55 mil pacientes por dia em 328 unidades. Processa em m\u00e9dia, 6,5 milh\u00f5es de exames por m\u00eas. Oferece mais de tr\u00eas mil tipos de exames de an\u00e1lises cl\u00ednicas e diagn\u00f3stico por imagem. Atualmente, o grupo \u00e9 formado por 20 marcas em treze estados &#8211; Delboni Auriemo, Lavoisier e Maximagem, em S\u00e3o Paulo ; Bronstein, L\u00e2mina e MedImagem, no Rio de Janeiro; Club DA, em S\u00e3o Paulo e Rio de Janeiro; Pasteur e Exame, em Bras\u00edlia; MedLabor, em Bras\u00edlia e Tocantins; Curitiba Santa Casa e Frischmann Aisengart, em Curitiba ; Laborat\u00f3rio \u00c1lvaro, em Cascavel e Foz do Igua\u00e7u; Cient\u00edficaLab, no Esp\u00edrito Santo, Minas Gerais, S\u00e3o Paulo e Rio de Janeiro; Image Memorial, em Salvador; VITA L\u00e2mina, em Florian\u00f3polis; Atalaia, em Goi\u00e1s; Cedic e Cedilab no Mato Grosso; e LabPasteur e Unimagem, em Fortaleza.<br \/>\n*Informa\u00e7\u00f5es atualizadas em maio de 2009.<\/p>\n<p>Sobre o Cedic e Cedilab Medicina Diagn\u00f3stica<br \/>\nO Cedic e Cedilab nasceram, respectivamente, h\u00e1 14 e 9 anos no Mato Grosso e s\u00e3o considerados refer\u00eancias para o segmento de medicina diagn\u00f3stica. Juntos, somam mais de 200 colaboradores em nove unidades, que atuam na capital e na regi\u00e3o metropolitana. S\u00e3o realizados mais de tr\u00eas mil tipos de exames de an\u00e1lises cl\u00ednicas e diagn\u00f3sticos por imagem que contemplam servi\u00e7os e solu\u00e7\u00f5es diferenciados com qualidade, rapidez e alto padr\u00e3o de atendimento, como a coleta domiciliar. H\u00e1 dois anos, a marca \u00e9 escolhida como o prestador de servi\u00e7os em medicina diagn\u00f3stica mais lembrado pela popula\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o por meio do pr\u00eamio Top of Mind, realizado pela revista RDM, com os institutos Newcomdates Tecnologia da informa\u00e7\u00e3o e Full Time Pesquisa de Mercado . O Cedic e Cedilab fazem parte da DASA, maior empresa de medicina diagn\u00f3stica na Am\u00e9rica Latina e quinta maior no mundo. Para mais informa\u00e7\u00f5es: www.cedic.com.br e www.cedilab.com.br .<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No final de setembro e in\u00edcio do m\u00eas de outubro os maiores especialistas em diabetes do mundo se reuniram em um congresso em Viena, na \u00c1ustria. O objetivo do evento foi compartilhar entre os profissionais de sa\u00fade os estudos e a discuss\u00e3o sobre as novas tecnologias empregadas no tratamento da doen\u00e7a. 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