{"id":161995,"date":"2018-12-14T00:02:55","date_gmt":"2018-12-14T02:02:55","guid":{"rendered":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=161995"},"modified":"2018-12-14T00:02:55","modified_gmt":"2018-12-14T02:02:55","slug":"superavit-da-balanca-comercial-em-2019-deve-ser-38-maior-que-em-2018","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2018\/superavit-da-balanca-comercial-em-2019-deve-ser-38-maior-que-em-2018\/161995","title":{"rendered":"Super\u00e1vit da balan\u00e7a comercial em 2019 deve ser 38% maior que em 2018"},"content":{"rendered":"<p> As exporta\u00e7\u00f5es brasileiras dever\u00e3o atingir US$ 220,117 bilh\u00f5es em 2019, que representa recuo de 7,7% em compara\u00e7\u00e3o aos US$ 237,485 bilh\u00f5es estimados para 2018. O dado consta da previs\u00e3o da <strong><em>balan\u00e7a comercial<\/em><\/strong> para 2019, divulgada no Rio de Janeiro, pela Associa\u00e7\u00e3o de Com\u00e9rcio Exterior do Brasil (AEB). Para as importa\u00e7\u00f5es, a entidade prev\u00ea aumento de 2,1% para o pr\u00f3ximo ano, totalizando US$ 186,360 bilh\u00f5es, contra US$ 182,534 bilh\u00f5es programados para o ano em curso. Segundo os dados, super\u00e1vit da balan\u00e7a comercial ser\u00e1 de U$ 33,757 bilh\u00f5es no pr\u00f3ximo ano, mostrando retra\u00e7\u00e3o de 38,6% em rela\u00e7\u00e3o aos US$ 54,951 bilh\u00f5es esperados para 2018.<\/p>\n<p>O presidente da AEB, Jos\u00e9 Augusto de Castro, disse que o principal motivo para a queda das exporta\u00e7\u00f5es ser\u00e1 causado pelas commodities (produtos agr\u00edcolas e minerais comercializados no mercado exterior), que j\u00e1 sinalizam que as cota\u00e7\u00f5es ser\u00e3o menores do que foram neste ano. Outro fator de destaque para o resultado das exporta\u00e7\u00f5es em 2019 ser\u00e1 a soja. Em 2018, o Brasil teve um volume de exporta\u00e7\u00e3o desse gr\u00e3o de 82 milh\u00f5es de toneladas. \u201c\u00c9 recorde absoluto porque, no ano anterior, n\u00f3s exportamos 68 milh\u00f5es de toneladas\u201d, disse Castro.<\/p>\n<p>Commodities<br \/>\nCastro lembrou que a Argentina teve, em 2018, uma queda na safra de soja de 17 milh\u00f5es de toneladas e o Brasil teve que suprir a car\u00eancia argentina. Dever\u00e1 afetar tamb\u00e9m as exporta\u00e7\u00f5es brasileiras a guerra comercial no mercado mundial. Isto porque a China deixou de comprar soja dos Estados Unidos e passou a comprar do Brasil, adquirindo inclusive o que havia em estoque. \u201cRaspou o tacho\u201d, disse o presidente da AEB.<\/p>\n<p>Segundo Jos\u00e9 Augusto de Castro, mesmo que o Brasil tenha, em 2019, uma superprodu\u00e7\u00e3o de soja, a Argentina voltar\u00e1 a produzir, bem como os Estados Unidos, e a tend\u00eancia \u00e9 de o pre\u00e7o cair no mercado internacional. Analisou que a crise na Argentina vai fazer com que o Brasil tenha uma forte redu\u00e7\u00e3o das exporta\u00e7\u00f5es para aquele mercado, o que ajuda a diminuir ainda mais o \u2018super\u00e1vit\u2019 brasileiro.<\/p>\n<p>\u201cO super\u00e1vit \u00e9 consequ\u00eancia. H\u00e1 uma previs\u00e3o de crescimento do Produto Interno Bruto [PIB \u2013 soma de todos os produtos e servi\u00e7os produzidos no pa\u00eds] no Brasil em torno de 2,5%, o que vai demandar importa\u00e7\u00f5es. Ent\u00e3o, n\u00f3s vamos ter queda nas exporta\u00e7\u00f5es por causa das commodities e aumento das importa\u00e7\u00f5es, por conta do crescimento do PIB interno. Isso provoca redu\u00e7\u00e3o no super\u00e1vit comercial\u201d, apontou.<\/p>\n<p>O Brasil continuar\u00e1 um forte exportador de commodities, deixando a desejar ainda como exportador de produtos manufaturados, de maior valor agregado. Em torno de 43% dos manufaturados brasileiros s\u00e3o exportados para a Am\u00e9rica do Sul. Mas a maioria dos pa\u00edses sul-americanos \u00e9 exportador tamb\u00e9m de commodities. \u201cCom a queda das commodities, eles v\u00e3o reduzir as importa\u00e7\u00f5es do Brasil\u201d.<\/p>\n<p>C\u00e2mbio<br \/>\nOutro aspecto que pode contribuir para a redu\u00e7\u00e3o das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras no ano que vem \u00e9 a possibilidade de haver uma redu\u00e7\u00e3o unilateral das tarifas de importa\u00e7\u00e3o pelo atual governo. \u201cIsso na pr\u00e1tica significa que o Brasil est\u00e1 saindo do Mercosul, e abre espa\u00e7o para a China e outros pa\u00edses ocuparem esse nicho\u201d.<\/p>\n<p>Castro informou que n\u00e3o houve ainda decis\u00e3o final da Secretaria-Executiva da C\u00e2mara de Com\u00e9rcio Exterior (Camex) sobre o tema, mas existe uma tend\u00eancia de aprova\u00e7\u00e3o. A AEB \u00e9 contr\u00e1ria \u00e0 ado\u00e7\u00e3o de uma tarifa espec\u00edfica pelo Brasil, porque considera que o pa\u00eds estaria indo contra os princ\u00edpios do Mercosul. \u201c\u00c9 como se ele estivesse saindo [do bloco]\u201d. Oficialmente, por\u00e9m, n\u00e3o h\u00e1 ainda nada decidido sobre essa quest\u00e3o, destacou.<\/p>\n<p>Castro indicou que a taxa de c\u00e2mbio, com o d\u00f3lar oscilando entre R$ 3,50 e R$ 3,90 ajuda a exporta\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o h\u00e1 garantia de que a taxa vai permanecer nesse patamar, advertiu. A tend\u00eancia \u00e9 de que o novo governo adote medidas de interesse da economia para o c\u00e2mbio ficar menos flutuante, com tend\u00eancia \u00e0 estabiliza\u00e7\u00e3o em um patamar baixo. \u201cO c\u00e2mbio, por si s\u00f3, n\u00e3o gera competitividade. O que n\u00f3s temos [de entrave] \u00e9 o chamado custo Brasil, que representa 30% das exporta\u00e7\u00f5es\u201d.<\/p>\n<p>Petr\u00f3leo<br \/>\nPara o petr\u00f3leo, a previs\u00e3o da AEB \u00e9 de que haver\u00e1 aumento das exporta\u00e7\u00f5es em termos de quantidade, mas o pre\u00e7o vai cair. \u201cPorque este ano havia um pensamento quase un\u00e2nime de que o pre\u00e7o do petr\u00f3leo n\u00e3o passaria de US$ 55 o barril e ele alcan\u00e7ou US$ 82\u201d.<\/p>\n<p>Para 2019, a previs\u00e3o da AEB \u00e9 de que o pre\u00e7o do barril fique em torno de US$ 62, como est\u00e1 agora, porque os Estados Unidos assumiram o posto de maior produtor de petr\u00f3leo e ele n\u00e3o tem interesse de que o pre\u00e7o suba e deva for\u00e7ar a cota\u00e7\u00e3o para baixo. Por isso, a proje\u00e7\u00e3o \u00e9 de que os pre\u00e7os caiam em rela\u00e7\u00e3o a 2018.<\/p>\n<p>14\/12\/2018<br \/>\nAlana Gandra \u2013 Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: Denise Griesinger<br \/>\nhttp:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As exporta\u00e7\u00f5es brasileiras dever\u00e3o atingir US$ 220,117 bilh\u00f5es em 2019, que representa recuo de 7,7% em compara\u00e7\u00e3o aos US$ 237,485 bilh\u00f5es estimados para 2018. O dado consta da previs\u00e3o da balan\u00e7a comercial para 2019, divulgada no Rio de Janeiro, pela Associa\u00e7\u00e3o de Com\u00e9rcio Exterior do Brasil (AEB). 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