{"id":16163,"date":"2009-11-04T15:25:11","date_gmt":"2009-11-04T19:25:11","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=16163"},"modified":"2009-11-04T15:25:11","modified_gmt":"2009-11-04T19:25:11","slug":"kilimanjaro-sem-neve","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2009\/kilimanjaro-sem-neve\/16163","title":{"rendered":"Kilimanjaro sem neve"},"content":{"rendered":"<p><strong>Kilimanjaro sem neve<\/strong> &#8211;\u00a0Ernest Hemingway, Ava Gardner e Gregory Peck perderam a vez para as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas globais. Se fosse hoje, As neves do Kilimanjaro, conto escrito em 1936 pelo autor norte-americano que virou um dos maiores sucessos de bilheteria nos cinemas em 1952, teria, no m\u00ednimo, que mudar o t\u00edtulo.<\/p>\n<p>O motivo \u00e9 que as famosas neves no maior monte da \u00c1frica, com 5,8 mil metros, que sempre pareceram eternas, est\u00e3o desaparecendo. Segundo um estudo que ser\u00e1 publicado esta semana no site e em breve na edi\u00e7\u00e3o impressa da Proceedings of the National Academy of Sciences, o gelo no topo poder\u00e1 desaparecer completamente nas pr\u00f3ximas duas d\u00e9cadas.<\/p>\n<p>Lonnie Thompson, da Universidade do Estado de Ohio, nos Estados Unidos, e colegas apontam que as temperaturas mais elevadas, em conjunto com as condi\u00e7\u00f5es mais secas e com menos nuvens, est\u00e3o contribuindo para a sublima\u00e7\u00e3o e o derretimento do gelo no alto da montanha na Tanz\u00e2nia.<\/p>\n<p>Os pesquisadores combinaram medidas da \u00e1rea congelada obtidas a partir de fotografias a\u00e9reas com dados sobre altera\u00e7\u00f5es na espessura do manto para determinar em que velocidade o gelo est\u00e1 sumindo.<\/p>\n<p>Segundo eles, a \u00e1rea total coberta pelo gelo encolheu cerca de 85% entre 1912 e 2007. Se as condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas atuais persistirem, o gelo poder\u00e1 desaparecer em 2022 ou, no melhor dos cen\u00e1rios, em 2033.<\/p>\n<p>Os autores do estudo destacam que embora as neves do Kilimanjaro tenham sobrevivido por 11.700 anos, incluindo secas hist\u00f3ricas e altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, sem a\u00e7\u00f5es de mitiga\u00e7\u00e3o eficazes as condi\u00e7\u00f5es atuais poder\u00e3o n\u00e3o apenas eliminar o gelo na montanha, mas tamb\u00e9m promover um significativo impacto na vida das comunidades locais na \u00c1frica.<\/p>\n<p>O artigo Glacier loss on Kilimanjaro continues unabated, de Lonnie Thompson e outros, poder\u00e1 ser lido em breve por assinantes da Pnas em <a href=\"http:\/\/www.pnas.org\" target=\"_blank\">www.pnas.org<\/a>.<\/p>\n<p>\u00a0Ag\u00eancia FAPESP<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Kilimanjaro sem neve &#8211;\u00a0Ernest Hemingway, Ava Gardner e Gregory Peck perderam a vez para as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas globais. 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