{"id":160101,"date":"2018-11-27T23:56:34","date_gmt":"2018-11-28T01:56:34","guid":{"rendered":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=160101"},"modified":"2018-11-27T20:20:13","modified_gmt":"2018-11-27T22:20:13","slug":"parceria-internacional-permite-avancos-na-pesquisa-de-doencas-debilitantes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2018\/parceria-internacional-permite-avancos-na-pesquisa-de-doencas-debilitantes\/160101","title":{"rendered":"Parceria internacional permite avan\u00e7os na pesquisa de doen\u00e7as debilitantes"},"content":{"rendered":"<p> Maria Fernanda Ziegler, de Nova York\u00a0 | Ag\u00eancia FAPESP\u00a0\u2013 Pesquisa desenvolvida pelo\u00a0analisou o c\u00e9rebro de mais de 3,8 mil volunt\u00e1rios de diferentes pa\u00edses com o intuito de descobrir diferen\u00e7as e semelhan\u00e7as entre a anatomia cerebral e os diferentes tipos de <strong><em>epilepsia<\/em><\/strong>. O objetivo \u00e9 buscar marcadores que auxiliem no progn\u00f3stico e no tratamento.<\/p>\n<p>Outro grupo de pesquisadores busca, a partir da an\u00e1lise dos n\u00edveis de dois micro-RNAs de pacientes, marcadores gen\u00e9ticos que sirvam como indicadores de\u00a0\u00a0\u2013 doen\u00e7a que vitimou o f\u00edsico brit\u00e2nico Stephen Hawking.<\/p>\n<p>Um terceiro estudo, esse tamb\u00e9m sobre epilepsia, sugere que a\u00a0estaria relacionada com o surgimento de displasia cortical focal \u2013\u00a0malforma\u00e7\u00e3o cerebral que \u00e9 uma das causas mais comuns de epilepsia refrat\u00e1ria a medicamentos. Com a identifica\u00e7\u00e3o desse biomarcador ser\u00e1 poss\u00edvel indicar diferentes tratamentos aos pacientes epil\u00e9ticos resistentes a medicamentos, como a cirurgia, por exemplo.<\/p>\n<p>Os tr\u00eas estudos contam com a participa\u00e7\u00e3o de pesquisadores do Instituto de Pesquisa sobre Neuroci\u00eancias e Neurotecnologia (), um Centro de Pesquisa, Inova\u00e7\u00e3o e Difus\u00e3o () da FAPESP sediado na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).<\/p>\n<p>\u201cNosso objetivo \u00e9 desenvolver novos m\u00e9todos e t\u00e9cnicas para melhorar o conhecimento sobre tratamento e preven\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as debilitantes e condi\u00e7\u00f5es que afetam o c\u00e9rebro, como epilepsia e acidente vascular cerebral (AVC). Tamb\u00e9m temos interesse em estudar doen\u00e7as que causam dem\u00eancia ou problemas motores, como \u00e9 o caso da esclerose lateral amiotr\u00f3fica (ELA)\u201d, disse\u00a0, pesquisadora principal do BRAINN, em palestra na FAPESP Week New York.<\/p>\n<p>O encontro, que se realiza na City University of New York (CUNY) de 26 a 28 de novembro de 2018, re\u00fane pesquisadores brasileiros e norte-americanos com o objetivo de estreitar parcerias em pesquisa.<\/p>\n<p>\u201cO ser humano, assim como essas doen\u00e7as que estamos estudando, \u00e9 muito complexo. Por isso, acreditamos que fazer parte de cons\u00f3rcios e de parcerias seja a melhor maneira de alavancar novas descobertas\u201d, disse Cendes.<\/p>\n<p>A pesquisadora afirma que desde o in\u00edcio da cria\u00e7\u00e3o do BRAINN, em 2013, o n\u00famero de projetos de big data em neuroci\u00eancia aumentou. S\u00e3o exemplos desses projetos a iniciativa BRAIN nos Estados Unidos, a Human Brain Mapping na Europa, a Alzheimer&#8217;s Disease Neuroimaging Initiative (ADNI), a International League Against Epilepsy (ILAE) e o cons\u00f3rcio ENIGMA.<\/p>\n<p>\u201cOs esfor\u00e7os de\u00a0big data\u00a0se tornaram o\u00a0modus operandi\u00a0da neuroci\u00eancia, substituindo a ci\u00eancia baseada em hip\u00f3teses e de menor escala\u201d, disse.<\/p>\n<p>N\u00e3o por acaso, Cendes afirma que os pr\u00f3ximos projetos do BRAINN incluem avan\u00e7ar nos estudos longitudinais. \u201cEsse \u00e9 um dos nossos pontos fortes como grupo\u201d, disse.<\/p>\n<p>BIPMED<\/p>\n<p>Outro prop\u00f3sito do BRAINN \u00e9 reduzir a lacuna entra a pesquisa biol\u00f3gica fundamental e sua aplica\u00e7\u00e3o cl\u00ednica. Um dos vetores desse prop\u00f3sito \u00e9 o Brazilian Initiative on Precision Medicine (BIPMed), iniciativa criada em 2015 por cinco Centros de Pesquisa, Inova\u00e7\u00e3o e Difus\u00e3o (CEPIDs) financiados pela FAPESP.<\/p>\n<p>\u201cO primeiro produto do BIPMed foi a cria\u00e7\u00e3o de um banco de dados de genomas de pessoas saud\u00e1veis e com doen\u00e7as espec\u00edficas. Atualmente, s\u00e3o mais de 900 mil variantes gen\u00e9ticas depositadas no banco de dados\u201d, disse.<\/p>\n<p>No banco de dados est\u00e3o depositados genomas ligados a encefalopatias epil\u00e9ticas, anomalias craniofaciais, c\u00e2ncer de mama, surdez heredit\u00e1ria, neurofibromatose e em 2019 vai ganhar sequ\u00eancias ligadas ao l\u00fapus.<\/p>\n<p>http:\/\/agencia.fapesp.br\/noticias\/<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Maria Fernanda Ziegler, de Nova York\u00a0 | Ag\u00eancia FAPESP\u00a0\u2013 Pesquisa desenvolvida pelo\u00a0analisou o c\u00e9rebro de mais de 3,8 mil volunt\u00e1rios de diferentes pa\u00edses com o intuito de descobrir diferen\u00e7as e semelhan\u00e7as entre a anatomia cerebral e os diferentes tipos de epilepsia. O objetivo \u00e9 buscar marcadores que auxiliem no progn\u00f3stico e no tratamento. 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