{"id":159576,"date":"2018-11-22T23:55:34","date_gmt":"2018-11-23T01:55:34","guid":{"rendered":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=159576"},"modified":"2018-11-22T22:38:15","modified_gmt":"2018-11-23T00:38:15","slug":"empresas-do-setor-de-petroleo-investem-em-pesquisa-e-desenvolvimento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2018\/empresas-do-setor-de-petroleo-investem-em-pesquisa-e-desenvolvimento\/159576","title":{"rendered":"Empresas do setor de petr\u00f3leo investem em pesquisa e desenvolvimento"},"content":{"rendered":"<p> Marcos de Oliveira\u00a0 |\u00a0 Ag\u00eancia FAPESP\u00a0\u2013 Um workshop realizado na sede da FAPESP, por proposta da Ag\u00eancia Nacional de Petr\u00f3leo (ANP), permitiu a troca de experi\u00eancias, a exposi\u00e7\u00e3o de demandas tecnol\u00f3gicas e apresenta\u00e7\u00e3o de solu\u00e7\u00f5es das \u00e1reas de <strong><em>pesquisa e desenvolvimento<\/em><\/strong> (P&amp;D) das empresas que fazem explora\u00e7\u00e3o e produzem petr\u00f3leo e g\u00e1s na regi\u00e3o do pr\u00e9-sal nas bacias de Santos e de Campos.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da Petrobras, estiveram presentes representantes da Equinor (ex-Statoil), Petrogal, Repsol, Shell e Total. Sem incluir a Petrobras, que desenvolve pesquisas desde 1966 no Brasil, as outras empresas \u2013 que passaram a ser tamb\u00e9m operadoras ou cooperadoras de po\u00e7os, com ou sem a estatal brasileira, a partir de 2016 \u2013 est\u00e3o inclu\u00eddas na obriga\u00e7\u00e3o contratual de investir em P&amp;D 1% da receita bruta da produ\u00e7\u00e3o em campos petrol\u00edferos com grande volume de produ\u00e7\u00e3o ou de maior rentabilidade, segundo a ANP. Todas s\u00e3o estrangeiras, fazem pesquisa no pa\u00eds de origem, mas, al\u00e9m desse pr\u00e9-requisito contratual, precisam se adaptar \u00e0s condi\u00e7\u00f5es de explora\u00e7\u00e3o locais.<\/p>\n<p>Grande parte desses valores relativos ao 1% obrigat\u00f3rio deve ser investida em parcerias com universidades e institutos de pesquisa para projetos de identifica\u00e7\u00e3o de problemas e obten\u00e7\u00e3o de solu\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas que facilitem o trabalho de explora\u00e7\u00e3o, extra\u00e7\u00e3o e transporte de petr\u00f3leo e g\u00e1s. Outro objetivo \u00e9 a diminui\u00e7\u00e3o de custos dessas atividades que ocorrem em locais in\u00f3spitos, como plataformas instaladas a mais de 250 quil\u00f4metros da costa, em perfura\u00e7\u00f5es realizadas com l\u00e2mina d\u2019\u00e1gua de mais de 2 mil metros (entre a superf\u00edcie e o solo marinho) e po\u00e7os com at\u00e9 3 mil metros de profundidade para atingir a camada onde existe petr\u00f3leo e g\u00e1s, abaixo da camada de sal.<\/p>\n<p>\u201cA ideia do workshop foi trazer as empresas que t\u00eam investimento em P&amp;D obrigat\u00f3rio por causa da concess\u00e3o para que apresentassem suas demandas, ideias e estrat\u00e9gias\u201d, disse Carlos Am\u00e9rico Pacheco, diretor-presidente do Conselho T\u00e9cnico-Administrativo da FAPESP.<\/p>\n<p>As empresas apresentaram problemas tecnol\u00f3gicos e necessidades muito semelhantes, como a dificuldade de trabalhar em alta press\u00e3o e baixa temperatura, situa\u00e7\u00e3o que exige, por exemplo, o desenvolvimento de novos materiais. Outros pontos em comum s\u00e3o a perspectiva de digitaliza\u00e7\u00e3o de todos os processos de controle da produ\u00e7\u00e3o e a monitora\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia, limitando ao m\u00e1ximo a presen\u00e7a de pessoas nas plataformas.<\/p>\n<p>Grande parte das empresas se mostrou favor\u00e1vel ao relacionamento com grupos de pesquisa em universidades e com startups. Empresas como a Petrobras j\u00e1 exercem relacionamento com universidades e institutos de ci\u00eancia e tecnologia no Brasil h\u00e1 muitos anos. As estrangeiras o fazem tamb\u00e9m no exterior e come\u00e7am a criar tamb\u00e9m esses v\u00ednculos no Brasil.<\/p>\n<p>Nesse sentido, a FAPESP apresentou aos representantes das empresas duas op\u00e7\u00f5es de iniciativas geradas ou que t\u00eam participa\u00e7\u00e3o da Funda\u00e7\u00e3o. Os Centros de Pesquisa em Engenharia () e quatro empresas que participam do Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (), financiadas pela FAPESP, que t\u00eam projetos e solu\u00e7\u00f5es para a ind\u00fastria do petr\u00f3leo.<\/p>\n<p>Os CPEs foram apresentados por Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor cient\u00edfico da FAPESP, que citou o exemplo da Shell, que apoia com a FAPESP um CPE na Escola Polit\u00e9cnica da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), o Research Centre for Gas Innovation (). O centro tem parceria com o Imperial College, do Reino Unido.<\/p>\n<p>Outro CPE da FAPESP que tem uma companhia petrol\u00edfera como parceira, no caso a Equinor, \u00e9 o\u00a0. Com sede na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), o centro est\u00e1 nos \u00faltimos preparativos para come\u00e7ar a executar projetos.<\/p>\n<p>Startups inovadoras<\/p>\n<p>A apresenta\u00e7\u00e3o das empresas no workshop na FAPESP mostrou tamb\u00e9m que todas est\u00e3o abertas a parcerias para o desenvolvimento de tecnologias em conjunto ou mesmo na obten\u00e7\u00e3o de inova\u00e7\u00f5es para o setor entre equipamentos, softwares e outros insumos que melhorem o desempenho de suas atividades no pr\u00e9-sal.<\/p>\n<p>A integra\u00e7\u00e3o com startups tamb\u00e9m foi apontada como uma oportunidade para P&amp;D de tecnologias criadas nas universidades e que precisam ganhar formato de produto para serem aplicadas pelas empresas.<\/p>\n<p>A ANP e a FAPESP convidaram algumas empresas para, em curtas apresenta\u00e7\u00f5es, mostrar as poss\u00edveis contribui\u00e7\u00f5es que podem fornecer \u00e0 ind\u00fastria de explora\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo e g\u00e1s. Das nove empresas, quatro t\u00eam projetos dentro do Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE):\u00a0\u00a0e\u00a0, de S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos,\u00a0, de Campinas, e\u00a0, de Sorocaba.<\/p>\n<p>A\u00a0\u00a0desenvolve bal\u00f5es que ficam suspensos entre 50 e 200 metros e presos ao solo por cabos. Eles carregam c\u00e2meras para monitoramento e aparelhos de telecomunica\u00e7\u00f5es para prover acesso \u00e0 telefonia m\u00f3vel e internet.<\/p>\n<p>Produzir diamantes sint\u00e9ticos que servem para recobrir pe\u00e7as met\u00e1licas e equipamentos \u00e9 a compet\u00eancia da Clorovale, que desenvolveu uma\u00a0\u00a0em po\u00e7os de petr\u00f3leo com esse material. S\u00e3o equipamentos que podem se tornar mais dur\u00e1veis e mais resistentes \u00e0 corros\u00e3o e ao desgaste por atrito.<\/p>\n<p>A Solpe desenvolve solu\u00e7\u00f5es computacionais para gerir reservat\u00f3rios de petr\u00f3leo, oferecendo resultados para melhor tomada de decis\u00e3o. Os softwares fazem simula\u00e7\u00f5es de reservat\u00f3rios, an\u00e1lises geof\u00edsicas e avalia\u00e7\u00f5es de riscos.<\/p>\n<p>A Seip 7, que tamb\u00e9m tem apoio do PIPE-FAPESP, desenvolve sensores para detectar vazamentos de \u00f3leo e g\u00e1s e sistemas de monitoramento ambiental.<\/p>\n<p>Entre as outras empresas que participaram estiveram a Pix Force, de Porto Alegre (RS), que faz sensoriamento remoto com drones e cruzamento de dados com sensores de sat\u00e9lites, e a\u00a0, que come\u00e7ou no Rio de Janeiro e atualmente tem sede em Houston, nos Estados Unidos, especializada em produzir softwares para prever falhas estruturais e fazer manuten\u00e7\u00e3o de plataformas de explora\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo.<\/p>\n<p>Outra empresa que se apresentou aos representantes de P&amp;D das empresas petrol\u00edferas foi a Teia Lab, de Porto Alegre. Ela trabalha com intelig\u00eancia artificial e desenvolve plataformas computacionais para an\u00e1lise de dados em tempo real com o objetivo de identificar falhas nos sistemas de explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo e g\u00e1s em \u00e1guas profundas.<\/p>\n<p>As duas \u00faltimas empresas que se apresentaram s\u00e3o paulistas. A CBP Perfuratrizes do Brasil, de S\u00e3o Carlos, produz m\u00e1quinas hidr\u00e1ulicas e sondas para v\u00e1rios segmentos, inclusive produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo. A Argon\u00e1utica, da capital, produz sistemas computacionais para an\u00e1lise de embarca\u00e7\u00f5es em portos, avalia\u00e7\u00e3o de cabos e softwares customizados para a \u00e1rea de petr\u00f3leo e g\u00e1s.<\/p>\n<p>http:\/\/agencia.fapesp.br\/noticias\/<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Marcos de Oliveira\u00a0 |\u00a0 Ag\u00eancia FAPESP\u00a0\u2013 Um workshop realizado na sede da FAPESP, por proposta da Ag\u00eancia Nacional de Petr\u00f3leo (ANP), permitiu a troca de experi\u00eancias, a exposi\u00e7\u00e3o de demandas tecnol\u00f3gicas e apresenta\u00e7\u00e3o de solu\u00e7\u00f5es das \u00e1reas de pesquisa e desenvolvimento (P&amp;D) das empresas que fazem explora\u00e7\u00e3o e produzem petr\u00f3leo e g\u00e1s na regi\u00e3o do [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":148625,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_genesis_hide_title":false,"_genesis_hide_breadcrumbs":false,"_genesis_hide_singular_image":false,"_genesis_hide_footer_widgets":false,"_genesis_custom_body_class":"","_genesis_custom_post_class":"","_genesis_layout":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[22,388,7],"tags":[],"class_list":{"0":"post-159576","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-brasil","8":"category-destaques","9":"category-economia","10":"entry","11":"gs-1","12":"gs-odd","13":"gs-even","14":"gs-featured-content-entry"},"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/imagens\/economia-combustivel-1.jpg","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_likes_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/159576","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=159576"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/159576\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/media\/148625"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=159576"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=159576"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=159576"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}