{"id":157681,"date":"2018-11-05T22:02:59","date_gmt":"2018-11-06T00:02:59","guid":{"rendered":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=157681"},"modified":"2018-11-05T22:02:59","modified_gmt":"2018-11-06T00:02:59","slug":"estado-e-empresas-devem-ajudar-a-diminuir-o-impacto-das-tecnologias-no-desemprego","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2018\/estado-e-empresas-devem-ajudar-a-diminuir-o-impacto-das-tecnologias-no-desemprego\/157681","title":{"rendered":"Estado e empresas devem ajudar a diminuir o impacto das tecnologias no desemprego"},"content":{"rendered":"<p> Andr\u00e9 Juli\u00e3o\u00a0\u00a0|\u00a0 Ag\u00eancia FAPESP\u00a0\u2013 O Brasil est\u00e1 atrasado em tecnologia, rob\u00f3tica e automa\u00e7\u00e3o da economia, mas h\u00e1 tempo para se reordenar, segundo\u00a0, professor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ci\u00eancias Humanas da Universidade de S\u00e3o Paulo (FFLCH-USP) e ex-presidente da Finep. Arbix foi um dos palestrantes do\u00a0, ocorrido nos dias 30 e 31 de outubro na sede da FAPESP e que teve como tema o trabalho e o aprendizado em um mundo digital.<\/p>\n<p>O evento, com apresenta\u00e7\u00f5es de pesquisadores do Brasil e da Alemanha, foi organizado pelo Centro Alem\u00e3o de Ci\u00eancia e Inova\u00e7\u00e3o S\u00e3o Paulo (DWIH S\u00e3o Paulo) e pela FAPESP.<\/p>\n<p>\u201cO encontro abordou o tema da digitaliza\u00e7\u00e3o. Discutimos o que pode se fazer por parte de governo, universidades e empresas na prepara\u00e7\u00e3o para essa nova era. Outro tema importante abordado foi como a educa\u00e7\u00e3o est\u00e1 se adaptando para uma gera\u00e7\u00e3o t\u00e3o acostumada com essas novas ferramentas\u201d, disse\u00a0Ronald Dauscha, diretor da Sociedade Fraunhofer no Brasil, membro da Coordena\u00e7\u00e3o de Pesquisa para Inova\u00e7\u00e3o da FAPESP e um dos organizadores do evento.<\/p>\n<p>Arbix, coordenador do Observat\u00f3rio da Inova\u00e7\u00e3o, do Instituto de Estudos Avan\u00e7ados (IEA) da USP, apresentou as conclus\u00f5es de uma pesquisa realizada por seu grupo a respeito do impacto das novas tecnologias sobre o emprego, a qualifica\u00e7\u00e3o e a renda dos trabalhadores e das fam\u00edlias.<\/p>\n<p>O trabalho foi realizado por encomenda do Minist\u00e9rio do Desenvolvimento, Ind\u00fastria e Com\u00e9rcio e da Ag\u00eancia Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI).<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 muita dificuldade para mensurar o real impacto que essas tecnologias, como intelig\u00eancia artificial, v\u00e3o provocar. Os dados s\u00e3o discrepantes. H\u00e1 desde quem preveja uma trag\u00e9dia, como a extin\u00e7\u00e3o de milh\u00f5es de postos de trabalho, at\u00e9 quem diga que vai haver a cria\u00e7\u00e3o de empregos em n\u00famero mais do que suficiente para compensar os postos de trabalho fechados\u201d, disse Arbix \u00e0\u00a0Ag\u00eancia FAPESP.<\/p>\n<p>O professor se refere a previs\u00f5es como a do pesquisador Thomas Frey, da University of Oxford, que estimou que em 2022, no mundo todo, 1 bilh\u00e3o de empregos ser\u00e3o perdidos por conta da chamada Ind\u00fastria 4.0. Em outro extremo, a Federa\u00e7\u00e3o Internacional de Rob\u00f3tica diz que nenhum posto de trabalho ser\u00e1 perdido e que entre 1,9 milh\u00e3o e 3,5 milh\u00f5es de empregos ser\u00e3o gerados em 2021.<\/p>\n<p>Valores intermedi\u00e1rios incluem as previs\u00f5es da consultoria de tecnologia Gartner, que fala da perda de 1,8 milh\u00e3o de postos de trabalho globalmente, mas da cria\u00e7\u00e3o de outros 2,3 milh\u00f5es. J\u00e1 o F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial aponta a perda de mais de 7 milh\u00f5es de empregos e a cria\u00e7\u00e3o de 2 milh\u00f5es, apenas em um conjunto de 15 pa\u00edses. Ambas as previs\u00f5es levam em conta o ano de 2020.<\/p>\n<p>Para outro palestrante do primeiro dia do evento na FAPESP, Hartmut Hirsch-Kreinsen, professor da Universidade T\u00e9cnica de Dortmund, na Alemanha, independentemente das previs\u00f5es, \u00e9 preciso preparar os profissionais para o futuro.<\/p>\n<p>Membro do conselho de pesquisa da Plataforma Ind\u00fastria 4.0 do seu pa\u00eds, Hirsch-Kreinsen disse que no cen\u00e1rio atual \u00e9 indispens\u00e1vel o papel de pol\u00edticas p\u00fablicas, principalmente as voltadas para a atualiza\u00e7\u00e3o e recapacita\u00e7\u00e3o dos trabalhadores, al\u00e9m do desenvolvimento de novas compet\u00eancias.<\/p>\n<p>\u201cEstamos enfrentando uma mudan\u00e7a disruptiva no trabalho gra\u00e7as \u00e0 introdu\u00e7\u00e3o de sistemas de tecnologia inteligente. Profissionais de todos os tipos, de advogados a motoristas de caminh\u00e3o, ser\u00e3o afetados. Tanto os trabalhos manuais como os intelectuais ser\u00e3o automatizados\u201d, disse.<\/p>\n<p>Hirsch-Kreinsen apresentou as conclus\u00f5es de uma pesquisa realizada por seu grupo, segundo a qual haver\u00e1 uma consider\u00e1vel lacuna entre o n\u00famero de empregos perdidos e as habilidades necess\u00e1rias no futuro. Para ele, isso \u00e9 uma forte justificativa para a ado\u00e7\u00e3o de medidas intensivas de treinamento e desenvolvimento de compet\u00eancias em todos os n\u00edveis.<\/p>\n<p>\u201cTemos uma perda moderada de empregos, mas tamb\u00e9m uma mudan\u00e7a estrutural de qualifica\u00e7\u00f5es e habilidades. Al\u00e9m disso, temos de entender que o desenvolvimento e a difus\u00e3o da Ind\u00fastria 4.0 s\u00e3o fortemente influenciados por pol\u00edticas sociais e fatores econ\u00f4micos e n\u00e3o apenas por condi\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas, como \u00e9 frequentemente assumido. Por fim, temos de salientar o importante papel de pol\u00edticas p\u00fablicas, principalmente voltadas \u00e0 recapacita\u00e7\u00e3o e atualiza\u00e7\u00e3o dos empregados\u201d, disse Hirsch-Kreinsen.<\/p>\n<p>A pesquisa comandada por Arbix, que envolveu cerca de 40 colaboradores, chegou a uma conclus\u00e3o similar. Embora as solu\u00e7\u00f5es levantadas at\u00e9 agora incluam a cria\u00e7\u00e3o de uma renda m\u00ednima universal e a taxa\u00e7\u00e3o de rob\u00f4s que retiram empregos, ele aposta em uma terceira, que \u00e9 a requalifica\u00e7\u00e3o, pelas empresas, dos empregados que est\u00e3o marcados para perderem seus trabalhos por conta da automa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cA conclus\u00e3o \u00e9 que Estado e governos t\u00eam um peso importante para tentar mitigar essa situa\u00e7\u00e3o, ajudando as pessoas que podem ficar desempregadas a se requalificar. Isso junto com as empresas, evidentemente. Precisamos de mais pesquisas, mais intensas, mais globais e comparativas com outros pa\u00edses para entender o que ocorre aqui em rela\u00e7\u00e3o ao que est\u00e1 acontecendo em outros lugares\u201d, disse Arbix.<\/p>\n<p>Para Hirsch-Kreinsen, uma vantagem do Brasil n\u00e3o ter avan\u00e7ado tanto na automa\u00e7\u00e3o at\u00e9 agora \u00e9 que pode evitar alguns erros cometidos por pa\u00edses que j\u00e1 passaram por esse processo. \u201cUma economia emergente como a de voc\u00eas pode pular alguns passos, em compara\u00e7\u00e3o ao que foi feito por outros pa\u00edses mais desenvolvidos e industrializados\u201d, disse.<\/p>\n<p>Mais informa\u00e7\u00f5es sobre o evento:\u00a0.<\/p>\n<p>http:\/\/agencia.fapesp.br\/estado-e-empresas-devem-ajudar-a-diminuir-o-impacto-das-novas-tecnologias-no-desemprego\/29113\/<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Andr\u00e9 Juli\u00e3o\u00a0\u00a0|\u00a0 Ag\u00eancia FAPESP\u00a0\u2013 O Brasil est\u00e1 atrasado em tecnologia, rob\u00f3tica e automa\u00e7\u00e3o da economia, mas h\u00e1 tempo para se reordenar, segundo\u00a0, professor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ci\u00eancias Humanas da Universidade de S\u00e3o Paulo (FFLCH-USP) e ex-presidente da Finep. Arbix foi um dos palestrantes do\u00a0, ocorrido nos dias 30 e 31 de outubro [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":148154,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_genesis_hide_title":false,"_genesis_hide_breadcrumbs":false,"_genesis_hide_singular_image":false,"_genesis_hide_footer_widgets":false,"_genesis_custom_body_class":"","_genesis_custom_post_class":"","_genesis_layout":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[22,7],"tags":[],"class_list":{"0":"post-157681","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-brasil","8":"category-economia","9":"entry","10":"gs-1","11":"gs-odd","12":"gs-even","13":"gs-featured-content-entry"},"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/imagens\/curso.jpg","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_likes_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/157681","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=157681"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/157681\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/media\/148154"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=157681"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=157681"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=157681"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}