{"id":155573,"date":"2018-10-17T23:58:43","date_gmt":"2018-10-18T02:58:43","guid":{"rendered":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=155573"},"modified":"2018-10-17T22:22:43","modified_gmt":"2018-10-18T01:22:43","slug":"usuarios-sao-notificados-de-megavazamento-no-facebook-veja-o-que-fazer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2018\/usuarios-sao-notificados-de-megavazamento-no-facebook-veja-o-que-fazer\/155573","title":{"rendered":"Usu\u00e1rios s\u00e3o notificados de megavazamento no Facebook; veja o qu\u00ea fazer"},"content":{"rendered":"<p>As <strong><em>linhas do tempo de usu\u00e1rios de Facebook<\/em><\/strong> amanheceram quarta (17) com in\u00fameros perfis questionando uma notifica\u00e7\u00e3o enviada massivamente. O comunicado dizia: \u201cAlgumas de suas informa\u00e7\u00f5es foram acessadas por um terceiro n\u00e3o autorizado\u201d. Entre as informa\u00e7\u00f5es estavam nome, telefone, data de nascimento e locais visitados.<\/p>\n<p>As mensagens referiam-se ao maior incidente de seguran\u00e7a da plataforma, com 30 milh\u00f5es de pessoas atingidas.\u00a0, incluindo cidade natal, religi\u00e3o, trabalho e pesquisas mais recentes. O megavazamento foi informado pelo Facebook no dia 28 de setembro, mas apenas em 12 de outubro a empresa atualizou os dados de pessoas envolvidas no epis\u00f3dio.<\/p>\n<p>O roubo de dados de dezenas de milh\u00f5es de pessoas provocou rea\u00e7\u00f5es no Brasil. Usu\u00e1rios afetados criticaram a falta de seguran\u00e7a da plataforma. O Minist\u00e9rio P\u00fablico do Distrito Federal e Territ\u00f3rios abriu inqu\u00e9rito para investigar quem foi atingido e quais foram os preju\u00edzos. Entidades da sociedade civil envolvidas com direitos digitais e dos consumidores cobraram explica\u00e7\u00f5es e provid\u00eancias.<\/p>\n<p>Segundo o vice-presidente de Gerenciamento de Produto do Facebook, Guy Rosen, os autores do ataque exploraram a vulnerabilidade do c\u00f3digo da plataforma na ferramenta \u201cVer como\u201d, que permite ao usu\u00e1rio saber como sua p\u00e1gina de perfil ser\u00e1 visualizada por outras pessoas. Os invasores roubaram\u00a0tokens\u00a0de acesso dos usu\u00e1rios, conseguindo por meio disso roubar diversas informa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Questionado pela\u00a0Ag\u00eancia Brasil, o Facebook respondeu, por meio de sua assessoria, que as informa\u00e7\u00f5es e explica\u00e7\u00f5es foram as disponibilizadas at\u00e9 o momento em seus canais oficiais. A empresa ainda n\u00e3o comunicou quantos usu\u00e1rios brasileiros foram afetados, quem est\u00e1 por tr\u00e1s do roubo e se h\u00e1 informa\u00e7\u00f5es sobre o que foi feito com os dados.<\/p>\n<h2>Minist\u00e9rio P\u00fablico<\/h2>\n<p>O Minist\u00e9rio P\u00fablico do Distrito Federal e Territ\u00f3rios (MPDFT) abriu inqu\u00e9rito para apurar o incidente, suas circunst\u00e2ncias e as responsabilidades pelos danos causados. Por meio de sua Comiss\u00e3o Prote\u00e7\u00e3o de Dados Pessoais, o Minist\u00e9rio P\u00fablico oficiou o Facebook e comunicou outros \u00f3rg\u00e3os sobre o processo, como o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a Procuradoria-Geral Eleitoral e a Ag\u00eancia Brasileira de Intelig\u00eancia.<\/p>\n<p>No inqu\u00e9rito, o MPDFT alertou para a gravidade do roubo de dados importantes por meio da apropria\u00e7\u00e3o das chaves de acesso dos usu\u00e1rios (tokens) e destacou que o epis\u00f3dio ocorreu a menos de 10 dias da vota\u00e7\u00e3o do primeiro turno. O MPDFT j\u00e1 havia aberto procedimento de investiga\u00e7\u00e3o do uso indevido de informa\u00e7\u00f5es decorrentes do vazamento de dados do Facebook para a empresa de\u00a0marketing\u00a0digital brit\u00e2nica Cambridge Analytica, revelado no ano passado.<\/p>\n<h2>Recomenda\u00e7\u00f5es<\/h2>\n<p>O Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) divulgou um tutorial com recomenda\u00e7\u00f5es aos usu\u00e1rios da plataforma. Para quem foi afetado, a primeira provid\u00eancia \u00e9 tirar uma foto ou fazer uma captura de tela (recurso em que a tela \u00e9 gravada como imagem) da notifica\u00e7\u00e3o do Facebook para ter o registro deste informe. Caso a pessoa n\u00e3o tenha recebido, \u00e9 importante verificar se a conta foi atingida. Isso pode ser feito por meio da\u00a0\u00a0do Facebook.<\/p>\n<p>Ao acessar a central, se a pessoa visualizar a mensagem confirmando que foi afetada deve salv\u00e1-la em PDF. Esta \u00e9 uma medida de prote\u00e7\u00e3o se seus dados forem usados por terceiros. Tamb\u00e9m \u00e9 v\u00e1lida caso a pessoa queira fazer algum tipo de demanda judicial por problemas causados pelo roubo dos dados ou pelo seu uso.<\/p>\n<p>O Idec recomenda ainda que as pessoas afetadas cobrem explica\u00e7\u00f5es do Facebook. Como a plataforma n\u00e3o tem um canal de atendimento telef\u00f4nico, as reclama\u00e7\u00f5es podem ser enviadas por meio da\u00a0<\/p>\n<p>Embora a plataforma seja gratuita, j\u00e1 h\u00e1 entendimento na Justi\u00e7a brasileira de que seus usu\u00e1rios t\u00eam os mesmos direitos de consumidores. Neste sentido, podem tamb\u00e9m denunciar a empresa junto \u00e0s Procuradorias do Consumidor (Procons) de seus estados.<\/p>\n<h2>Provid\u00eancias<\/h2>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o do coordenador da \u00e1rea de Direitos Digitais do Idec, Rafael Zanatta, o caso \u00e9 grave, uma vez que foi o maior vazamento da hist\u00f3ria do Facebook. Para Zanatta, o epis\u00f3dio foi mais problem\u00e1tico do que o esc\u00e2ndalo envolvendo a empresa Cambridge Analytica, j\u00e1 que, desta vez, a empresa admitiu falha de seguran\u00e7a em seu c\u00f3digo.<\/p>\n<p>\u201cO Facebook pode \u2013 e deve \u2013 antecipar os par\u00e2metros da Lei de Dados Pessoais [Lei 13.709\/2018]. Precisa informar as pessoas n\u00e3o somente quais informa\u00e7\u00f5es foram afetadas, mas tamb\u00e9m quais s\u00e3o os riscos que podem decorrer do incidente, como fraudes e manipula\u00e7\u00e3o por t\u00e9cnicas de engenharia social\u201d, afirmou Zanatta. Ele disse que a empresa precisa ter uma a\u00e7\u00e3o de comunica\u00e7\u00e3o mais efetiva para explicar aos usu\u00e1rios o que ocorreu e os impactos disso.<\/p>\n<p>Para a advogada especialista em internet e integrante do Comit\u00ea Gestor da Internet no Brasil (CGI Br) Fl\u00e1via Lef\u00e9vre, o caso \u00e9 grave, pelo fato de ter sido o terceiro vazamento envolvendo o Facebook no ano, pelo fato de ser a maior rede social do mundo (com 2,3 bilh\u00f5es de usu\u00e1rios) e pelos riscos de danos n\u00e3o apenas individuais, mas de um poss\u00edvel uso desses dados na disputa pol\u00edtica, como no processo eleitoral em curso no Brasil.<\/p>\n<p>Segundo a advogada, \u00f3rg\u00e3os como a Secretaria Nacional do Consumidor, o Minist\u00e9rio P\u00fablico e o TSE deveriam acionar o Facebook para cobrar esclarecimentos e responsabilidades no ocorrido pelos danos coletivos. J\u00e1 os usu\u00e1rios podem entrar individualmente na Justi\u00e7a por anos materiais, caso seus dados sejam usados em alguma fraude, ou requerendo danos morais, pela inseguran\u00e7a provocada pelo roubo das informa\u00e7\u00f5es pessoais.<\/p>\n<p>Jonas Valente &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: N\u00e1dia Franco<br \/>\n17\/10\/2018<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As linhas do tempo de usu\u00e1rios de Facebook amanheceram quarta (17) com in\u00fameros perfis questionando uma notifica\u00e7\u00e3o enviada massivamente. O comunicado dizia: \u201cAlgumas de suas informa\u00e7\u00f5es foram acessadas por um terceiro n\u00e3o autorizado\u201d. Entre as informa\u00e7\u00f5es estavam nome, telefone, data de nascimento e locais visitados. 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