{"id":155257,"date":"2018-10-15T23:53:51","date_gmt":"2018-10-16T02:53:51","guid":{"rendered":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=155257"},"modified":"2018-10-15T21:56:12","modified_gmt":"2018-10-16T00:56:12","slug":"redes-de-sensores-monitoram-poluicao-sonora-nas-cidades","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2018\/redes-de-sensores-monitoram-poluicao-sonora-nas-cidades\/155257","title":{"rendered":"Redes de sensores monitoram polui\u00e7\u00e3o sonora nas cidades"},"content":{"rendered":"<p> Elton Alisson, de Bruxelas (B\u00e9lgica)\u00a0|\u00a0Ag\u00eancia FAPESP\u2013 O tr\u00e1fego rodovi\u00e1rio \u00e9 a fonte mais importante de emiss\u00f5es de <strong><em>ru\u00eddo em ambientes urbanos<\/em><\/strong>, afirma Dick Botteldoren, professor da Ghent University. Por meio de redes de sensores, o pesquisador e seu grupo na universidade belga t\u00eam medido e modelado nos \u00faltimos anos as emiss\u00f5es de ru\u00eddo pelo tr\u00e1fego rodovi\u00e1rio em diferentes lugares no mundo com o objetivo de avaliar e reduzir seu impacto ambiental nas cidades.<\/p>\n<p>Alguns dos resultados das pesquisas do grupo foram apresentados em palestra na ter\u00e7a-feira (09\/10) na\u00a0. O encontro, realizado em Bruxelas at\u00e9 o dia 9 de outubro, e em Li\u00e8ge e Leuven, no dia 10, reuniu pesquisadores brasileiros e belgas com o objetivo de estreitar parcerias em pesquisa.<\/p>\n<p>\u201cDesenvolvemos nos \u00faltimos anos modelos din\u00e2micos de previs\u00e3o de ru\u00eddo, que combinam simula\u00e7\u00e3o de tr\u00e1fego com n\u00edveis de ru\u00eddo e modelos de propaga\u00e7\u00e3o e difus\u00e3o\u201d, disse Botteldoren.<\/p>\n<p>Por meio desses modelos matem\u00e1ticos, os pesquisadores pretendem fornecer subs\u00eddios para que cidades possam projetar ruas com n\u00edveis mais reduzidos de ru\u00eddo para os pedestres, por meio do plantio de \u00e1rvores, por exemplo. E, dessa forma, melhorar a qualidade de vida da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cAs \u00e1rvores s\u00e3o um meio natural para o controle de ru\u00eddo nas cidades, uma vez que contribuem para diminui\u00e7\u00e3o da propaga\u00e7\u00e3o do som\u201d, explicou o pesquisador. \u201cA redu\u00e7\u00e3o do ru\u00eddo por meio do plantio de vegeta\u00e7\u00e3o traz benef\u00edcios adicionais para as cidades\u201d, avaliou.<\/p>\n<p>Os pesquisadores j\u00e1 implantaram esta\u00e7\u00f5es de monitoramento de som na B\u00e9lgica nas cidades de Ghent, Antu\u00e9rpia e Bruxelas, al\u00e9m de Roterd\u00e3, na Holanda, e Paris, na Fran\u00e7a.<\/p>\n<p>\u201cA ideia \u00e9 monitorar o som nessas cidades de modo que seja poss\u00edvel diminuir os n\u00edveis de polui\u00e7\u00e3o sonora e torn\u00e1-las mais inteligentes no controle das emiss\u00f5es de ru\u00eddos\u201d, afirmou Boltteldoren.<\/p>\n<p>Smart grid<\/p>\n<p>Outro projeto voltado a cidades inteligentes foi apresentando por Fernando Pinhanez Maraf\u00e3o, professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Sorocaba.<\/p>\n<p>O grupo do pesquisador tem estudado t\u00e9cnicas de monitoramento e controle de sistemas de gera\u00e7\u00e3o distribu\u00edda de energia e de outros dispositivos eletr\u00f4nicos para viabilizar a constru\u00e7\u00e3o de microrredes inteligentes de energia de baixa tens\u00e3o nas cidades.<\/p>\n<p>Nessas microrredes inteligentes, chamadas\u00a0smart grids, um sistema de gera\u00e7\u00e3o distribu\u00edda de energia de pequeno porte \u00e9 conectado \u00e0 rede principal atrav\u00e9s de um sistema eletr\u00f4nico autom\u00e1tico, composto por conversores eletr\u00f4nicos chaveados e dispositivos de prote\u00e7\u00e3o, medi\u00e7\u00e3o e processamento.<\/p>\n<p>Esses dispositivos s\u00e3o respons\u00e1veis por possibilitar o fornecimento de energia em corrente alternada para as cargas conectadas, tomar decis\u00f5es baseadas na demanda de energia das cargas, desempenhar fun\u00e7\u00f5es de monitoramento e condicionamento da qualidade das tens\u00f5es e correntes no ponto de acoplamento comum e detectar falhas e atuar em condi\u00e7\u00f5es extremas, explicou Maraf\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cA ideia \u00e9 colocar automa\u00e7\u00e3o nas redes de distribui\u00e7\u00e3o de energia de baixa tens\u00e3o existentes nos centros urbanos, que t\u00eam muito pouca automa\u00e7\u00e3o\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Os desafios para viabilizar essas redes inteligentes de energia, segundo ele, s\u00e3o muito mais de ordem regulat\u00f3ria do que tecnol\u00f3gica.<\/p>\n<p>\u201cOs dispositivos necess\u00e1rios e as tecnologias para a constru\u00e7\u00e3o dessas microrredes inteligentes de energia j\u00e1 foram criados. O que falta, agora, \u00e9 criar metodologias de controle e legisla\u00e7\u00e3o que permitam que as redes possam operar dessa forma\u201d, avaliou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Elton Alisson, de Bruxelas (B\u00e9lgica)\u00a0|\u00a0Ag\u00eancia FAPESP\u2013 O tr\u00e1fego rodovi\u00e1rio \u00e9 a fonte mais importante de emiss\u00f5es de ru\u00eddo em ambientes urbanos, afirma Dick Botteldoren, professor da Ghent University. 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