{"id":153880,"date":"2018-10-03T23:29:34","date_gmt":"2018-10-04T02:29:34","guid":{"rendered":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=153880"},"modified":"2018-10-03T23:29:34","modified_gmt":"2018-10-04T02:29:34","slug":"entrada-de-empresas-no-pais-cai-pelo-7o-ano-consecutivo-diz-ibge","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2018\/entrada-de-empresas-no-pais-cai-pelo-7o-ano-consecutivo-diz-ibge\/153880","title":{"rendered":"Entrada de empresas no pa\u00eds cai pelo 7\u00ba ano consecutivo, diz IBGE"},"content":{"rendered":"<p> A <strong><em>taxa de entrada de empresas<\/em><\/strong> vem caindo no pa\u00eds h\u00e1 sete anos consecutivos, chegando em 2016 a uma retra\u00e7\u00e3o de 14,5%, o menor valor da s\u00e9rie hist\u00f3rica iniciada em 2008. \u00c9 o que revela a pesquisa Demografia das Empresas e Estat\u00edsticas de Empreendedorismo 2016, que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) divulgou no Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>Os dados indicam que, pelo terceiro ano seguido, o saldo no total de empresas ficou negativo em 2016, com queda de 1,6%, o equivalente a menos 70,8 mil empresas.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m o n\u00famero de pessoal assalariado caiu 4,8%, o equivalente a 1,6 milh\u00e3o de pessoas a menos. Foi a segunda queda seguida.<\/p>\n<p>Dados do Cadastro Central de Empresas (Cempre) indicam que, em 2016, o Brasil tinha 4,5 milh\u00f5es de empresas ativas que ocupavam 38,5 milh\u00f5es de pessoas.<\/p>\n<p>Deste total, 32 milh\u00f5es, o equivalente a 83,1%, trabalhavam como assalariadas e 6,5 milh\u00f5es (16,9%) como s\u00f3cias ou propriet\u00e1rias.<\/p>\n<p>O estudo mostra, ainda, que os sal\u00e1rios e outras remunera\u00e7\u00f5es pagos por entidades empresariais somaram, em 2016, R$ 1 trilh\u00e3o, com um sal\u00e1rio m\u00e9dio mensal de R$ 2.328,03, o equivalente a 2,6 sal\u00e1rios m\u00ednimos mensais m\u00e9dios.<\/p>\n<p>O Cempre cobre o universo das organiza\u00e7\u00f5es inscritas no Cadastro Nacional da Pessoa Jur\u00eddica \u2013 CNPJ, da Secretaria da Receita Federal &#8211; que, no ano de refer\u00eancia, declararam informa\u00e7\u00f5es \u00e0s pesquisas estruturais por empresa do IBGE e\/ou aos registros administrativos do Minist\u00e9rio do Trabalho.<\/p>\n<p>Apesar do n\u00famero expressivo de empresas ativas no pa\u00eds, a rela\u00e7\u00e3o da taxa de entrada e sa\u00edda de empresas vem caindo. De 2015 para 2016, a taxa de entrada das empresas foi de 14,5%, o equivalente a 648,5 mil, enquanto a taxa de sa\u00edda atingiu 711,9 mil empresas (16,1%).<\/p>\n<p>Justificativa<br \/>\nA pesquisadora do IBGE Katia Carvalho disse que, embora a taxa de sa\u00edda de empresas at\u00e9 ent\u00e3o ativas em 2016 n\u00e3o seja a maior da s\u00e9rie hist\u00f3rica iniciada em 2008, as sa\u00eddas v\u00eam acontecendo sistematicamente.<\/p>\n<p>\u201cO que a gente tem observado nestes \u00faltimos anos, com rela\u00e7\u00e3o a taxas de entrada e sa\u00edda, \u00e9 que h\u00e1 v\u00e1rios anos a taxa de empresas entrando no mercado \u00e9 inferior ao n\u00famero de empresas ativas que deixam de existir. Ou seja, a gente nota a quantidade de empresas ativas caindo desde 2013, acompanhada tamb\u00e9m do total de pessoal ocupado, que tem sofrido queda, principalmente entre 2015 e 2016\u201d, ponderou.<\/p>\n<p>A exce\u00e7\u00e3o nesse cen\u00e1rio de queda, segundo a pesquisadora, se deu na atividade do com\u00e9rcio, que apresentou tanto os maiores ganhos como as maiores perdas em pessoal ocupado assalariado provenientes dos movimentos de entrada e sa\u00edda de empresas em 2016. A atividade revelou, contudo, ganho absoluto no pessoal ocupado assalariado, com um saldo positivo de 81,1 mil pessoas.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, 30,7% dos novos empregos foram criados nessa atividade, que concentrou 227,3 mil das 739,38 mil ocupa\u00e7\u00f5es assalariadas geradas pelas empresas que entraram em atividade em 2016. O com\u00e9rcio \u00e9 a atividade com o maior n\u00famero de empresas ativas (1,9 milh\u00e3o).<\/p>\n<p>Gera\u00e7\u00e3o de empregos \u00e9 maior no com\u00e9rcio<br \/>\n\u201cPor atividade, a gente observa o com\u00e9rcio como o maior gerador de empregos, assim como de empresas, tanto entrando como saindo. Mas, ainda assim, o saldo l\u00edquido \u00e9 positivo do ponto de vista de pessoal\u201d, disse a pesquisadora.<\/p>\n<p>Em 2016, as 4,5 milh\u00f5es de empresas ativas tinham 4,9 milh\u00f5es de unidades locais (filiais), das quais 50,1% situadas na Regi\u00e3o Sudeste; 22,5% no Sul; 15,4% no Nordeste; 8,2% no Centro-Oeste e 3,7% na Regi\u00e3o Norte.<\/p>\n<p>Empresas de alto crescimento<br \/>\nEm rela\u00e7\u00e3o ao empreendedorismo, em 2016 havia 20.998 empresas de alto crescimento, que ocupavam 2,7 milh\u00f5es de assalariados. As companhias de alto crescimento s\u00e3o aquelas que aumentaram o n\u00famero de empregados pelo menos 20% ao ano, em m\u00e9dia, por tr\u00eas anos consecutivos, e tinham 10 ou mais assalariados no ano inicial de observa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em 2016, existiam no Brasil 20.998 empresas de alto crescimento ocupando 2,7 milh\u00f5es de pessoas, que receberam R$ 70,7 bilh\u00f5es em sal\u00e1rios e remunera\u00e7\u00e3o m\u00e9dia mensal de tr\u00eas sal\u00e1rios m\u00ednimos.<\/p>\n<p>Essas empresas representaram 0,5% das companhias ativas, 0,9% das empresas com pessoas ocupadas assalariadas e 4,6% das empresas com 10 ou mais pessoas ocupadas. Elas foram respons\u00e1veis pela absor\u00e7\u00e3o de 8,3% das pessoas assalariadas e pelo pagamento de 7,1% dos sal\u00e1rios e outras remunera\u00e7\u00f5es no universo das empresas.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, houve uma redu\u00e7\u00e3o de 18,6% no n\u00famero de companhias de alto crescimento, de 23,6% no pessoal ocupado assalariado e de 21,8% nos sal\u00e1rios e outras remunera\u00e7\u00f5es pagos em valores nominais.<\/p>\n<p>Foram redu\u00e7\u00f5es ainda mais expressivas do que as de 2015 em rela\u00e7\u00e3o a 2014, quando houve decr\u00e9scimos de 17,4% no total de empresas, 21,6% no pessoal assalariado e 12,5% nos sal\u00e1rios e outras remunera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>As 20.998 empresas de alto crescimento em 2016 representam o menor n\u00famero da s\u00e9rie iniciada em 2008, que teve seu valor mais elevado em 2012, com 35.206 companhias, o que significa uma diferen\u00e7a de 67,7%.<\/p>\n<p> Nielmar de Oliveira &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: Kleber Sampaio<br \/>\n03\/10\/2018<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A taxa de entrada de empresas vem caindo no pa\u00eds h\u00e1 sete anos consecutivos, chegando em 2016 a uma retra\u00e7\u00e3o de 14,5%, o menor valor da s\u00e9rie hist\u00f3rica iniciada em 2008. \u00c9 o que revela a pesquisa Demografia das Empresas e Estat\u00edsticas de Empreendedorismo 2016, que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) divulgou [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":148317,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_genesis_hide_title":false,"_genesis_hide_breadcrumbs":false,"_genesis_hide_singular_image":false,"_genesis_hide_footer_widgets":false,"_genesis_custom_body_class":"","_genesis_custom_post_class":"","_genesis_layout":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[22,388,7],"tags":[],"class_list":{"0":"post-153880","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-brasil","8":"category-destaques","9":"category-economia","10":"entry","11":"gs-1","12":"gs-odd","13":"gs-even","14":"gs-featured-content-entry"},"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/imagens\/economia-reuniao.jpg","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_likes_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/153880","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=153880"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/153880\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/media\/148317"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=153880"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=153880"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=153880"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}