{"id":153060,"date":"2018-09-26T23:17:29","date_gmt":"2018-09-27T02:17:29","guid":{"rendered":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=153060"},"modified":"2018-09-26T23:20:34","modified_gmt":"2018-09-27T02:20:34","slug":"recompensa-no-prato","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2018\/recompensa-no-prato\/153060","title":{"rendered":"Recompensa no prato"},"content":{"rendered":"<p> Fabr\u00edcio Marques\u00a0 |\u00a0 Pesquisa FAPESP\u00a0\u2013 Um estudo sobre os efeitos dos <strong><em>investimentos em capital humano<\/em><\/strong> na agropecu\u00e1ria do Estado de S\u00e3o Paulo mostrou que cada R$ 1 aplicado em pesquisa e desenvolvimento (P&amp;D), educa\u00e7\u00e3o superior e extens\u00e3o rural resultou em um retorno de R$ 12 para a economia paulista, por meio de um crescimento da produtividade.<\/p>\n<p>O trabalho, liderado por pesquisadores da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), debru\u00e7ou-se sobre a contribui\u00e7\u00e3o de institui\u00e7\u00f5es que financiam, geram e disseminam conhecimento de interesse desse setor produtivo. No caso dos investimentos da FAPESP, o levantamento indicou que os recursos destinados pela Funda\u00e7\u00e3o a bolsas, projetos de pesquisa e infraestrutura nos campos da agronomia e agricultura produziram um retorno de R$ 27 para cada R$ 1 aplicado, desempenho s\u00f3 superado pelas universidades p\u00fablicas que formam m\u00e3o de obra especializada para a agricultura, com R$ 30 restitu\u00eddos para cada R$ 1 gasto.<\/p>\n<p>Os dados foram divulgados no livro rec\u00e9m-lan\u00e7ado\u00a0, que re\u00fane as conclus\u00f5es de um projeto de pesquisa realizado entre 2013 e 2018. \u201cHoje se diz com frequ\u00eancia que o agroneg\u00f3cio sustenta a economia brasileira em meio \u00e0 crise. Isso \u00e9 o resultado de investimentos em pesquisa e de pol\u00edticas p\u00fablicas de longo prazo, mantidas de forma razoavelmente consistente pelas institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas do Estado de S\u00e3o Paulo nos \u00faltimos 60 anos\u201d, afirma o economista Alexandre Chibebe Nicolella, pesquisador da Faculdade de Economia, Administra\u00e7\u00e3o e Contabilidade de Ribeir\u00e3o Preto (Fearp), da USP, que coordenou a pesquisa com o agr\u00f4nomo e economista Paulo Cidade de Ara\u00fajo, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da USP, morto em 2016 aos 84 anos.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o aos recursos aplicados pelos institutos estaduais dedicados \u00e0 pesquisa em agricultura, como o Agron\u00f4mico (IAC) e o de Tecnologia de Alimentos (Ital), e as unidades paulistas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu\u00e1ria (Embrapa), o retorno econ\u00f4mico foi de R$ 20 por real investido. Para investimentos em extens\u00e3o rural, que levam assist\u00eancia e informa\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas aos produtores, o retorno por real executado foi de R$ 11.<\/p>\n<p>O agroneg\u00f3cio paulista movimentou em 2017 R$ 267,9 bilh\u00f5es, o equivalente a 13,5% do Produto Interno Bruto (PIB) do estado. Nos \u00faltimos anos, houve uma marcante expans\u00e3o do setor sucroalcooleiro em S\u00e3o Paulo \u2013 os canaviais ocupavam, em 2013, 23% dos 24 milh\u00f5es de hectares (ha) do estado, ante 12% de 10 anos antes. A produtividade da cultura cresceu de 80 mil para 90 mil quilos por ha ao longo da primeira d\u00e9cada deste s\u00e9culo. S\u00e3o Paulo tamb\u00e9m concentra 72% da produ\u00e7\u00e3o de laranja do pa\u00eds. O suco de laranja, contudo, representa apenas cerca de 3% do PIB agroindustrial paulista, observou o agr\u00f4nomo e economista Geraldo Sant\u2019Ana de Camargo Barros, professor da Esalq-USP, que tamb\u00e9m participou do estudo. \u201cNo caso da laranja, h\u00e1 uma pequena agrega\u00e7\u00e3o de valor \u00e0 mat\u00e9ria-prima. A ind\u00fastria transforma um valor de R$ 1,66 bilh\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o da laranja em R$ 1,97 bilh\u00e3o de suco, o que representa uma agrega\u00e7\u00e3o de 18,7%. J\u00e1 a ind\u00fastria sucroalcooleira transforma R$ 4,8 bilh\u00f5es de cana em R$ 13,6 bilh\u00f5es de a\u00e7\u00facar e etanol, quase triplicando o valor da mat\u00e9ria-prima\u201d, comparou Barros, segundo a\u00a0Ag\u00eancia FAPESP.<\/p>\n<p>A agropecu\u00e1ria, no entanto, \u00e9 bastante diversificada. S\u00e3o Paulo \u00e9 respons\u00e1vel por 25% da produ\u00e7\u00e3o de madeira e celulose do pa\u00eds, 17% da de aves e 9% da de caf\u00e9. Das 25 culturas mais importantes do estado, S\u00e3o Paulo \u00e9 um dos tr\u00eas maiores produtores do pa\u00eds em 16 delas. A produtividade \u00e9 elevada. \u201cParticipando com 11,7% da \u00e1rea plantada total das lavouras brasileiras, contribuiu com 18% do valor da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola total do pa\u00eds no tri\u00eanio de 2010 a 2012\u201d, escreveu Maria Auxiliadora de Carvalho, pesquisadora aposentada do Instituto de Economia Agr\u00edcola, em um cap\u00edtulo do livro sobre o projeto que narra a evolu\u00e7\u00e3o recente da agricultura paulista.<\/p>\n<p>Leia a not\u00edcia completa em:\u00a0.<\/p>\n<p>O livro\u00a0Contribui\u00e7\u00e3o da FAPESP ao desenvolvimento da agricultura do Estado de S\u00e3o Paulo\u00a0est\u00e1 dispon\u00edvel em:\u00a0.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fabr\u00edcio Marques\u00a0 |\u00a0 Pesquisa FAPESP\u00a0\u2013 Um estudo sobre os efeitos dos investimentos em capital humano na agropecu\u00e1ria do Estado de S\u00e3o Paulo mostrou que cada R$ 1 aplicado em pesquisa e desenvolvimento (P&amp;D), educa\u00e7\u00e3o superior e extens\u00e3o rural resultou em um retorno de R$ 12 para a economia paulista, por meio de um crescimento da [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":148468,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_genesis_hide_title":false,"_genesis_hide_breadcrumbs":false,"_genesis_hide_singular_image":false,"_genesis_hide_footer_widgets":false,"_genesis_custom_body_class":"","_genesis_custom_post_class":"","_genesis_layout":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[22,388,7],"tags":[],"class_list":{"0":"post-153060","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-brasil","8":"category-destaques","9":"category-economia","10":"entry","11":"gs-1","12":"gs-odd","13":"gs-even","14":"gs-featured-content-entry"},"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/imagens\/economia-brasil.jpg","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_likes_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/153060","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=153060"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/153060\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/media\/148468"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=153060"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=153060"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=153060"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}