{"id":150841,"date":"2018-09-04T00:07:45","date_gmt":"2018-09-04T03:07:45","guid":{"rendered":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=150841"},"modified":"2018-09-04T00:07:45","modified_gmt":"2018-09-04T03:07:45","slug":"apos-um-ano-no-ensino-medio-1-em-cada-4-estudantes-deixa-a-escola","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2018\/apos-um-ano-no-ensino-medio-1-em-cada-4-estudantes-deixa-a-escola\/150841","title":{"rendered":"Ap\u00f3s um ano no ensino m\u00e9dio, 1 em cada 4 estudantes deixa a escola"},"content":{"rendered":"<p> O 1\u00ba ano do ensino m\u00e9dio e o 6\u00ba ano do ensino fundamental t\u00eam as maiores <strong><em>taxas de reprova\u00e7\u00e3o e abandono dos estudantes<\/em><\/strong>, de acordo com dados divulgados pelo Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o (MEC). Essas taxas diminuem ano a ano, mas na avalia\u00e7\u00e3o da pasta, ainda s\u00e3o preocupantes. No 6\u00ba ano do ensino fundamental, 15,5% dos estudantes reprovaram ou abandonaram os estudos em 2017. No 1\u00ba ano do ensino m\u00e9dio, esse \u00edndice aumenta para 23,6%, ou seja, quase um estudante a cada quatro ou repete ou deixa a escola ap\u00f3s cursar um ano do ensino m\u00e9dio.<\/p>\n<p> \u201cQuando todos os alunos aprendem, eles n\u00e3o s\u00e3o reprovados. \u00c9 simples, n\u00e3o estamos falando de coisas distintas. \u00c9 preciso olhar para a aprendizagem para permitir que meninos e meninas aprendam na escola\u201d, diz o ministro da Educa\u00e7\u00e3o, Rossieli Soares.<\/p>\n<p>Os dados, divulgados pelo MEC e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais An\u00edsio Teixeira (Inep), fazem parte do \u00cdndice de Desenvolvimento da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica, o principal indicador de qualidade da educa\u00e7\u00e3o brasileira, que mede tanto a aprendizagem quanto a aprova\u00e7\u00e3o dos estudantes. O Ideb \u00e9 calculado a cada dois anos. Os dados referem-se a 2017.<\/p>\n<p>O 6\u00ba ano do ensino fundamental e o 1\u00ba ano do ensino m\u00e9dio s\u00e3o anos que marcam mudan\u00e7as de etapa. A partir do 6\u00ba ano, os estudantes passam a ter aula com v\u00e1rios professores e, no 1\u00ba, ingressam no ensino m\u00e9dio. \u201cEssas etapas precisam de aten\u00e7\u00e3o, e os estudantes, de acompanhamento escolar, para que aprendam o esperado e possam passar de ano\u201d, disse o ministro da Educa\u00e7\u00e3o, Rossieli Soares.<\/p>\n<p>Apesar de ainda altos, os \u00edndices t\u00eam melhorado. Em 2005, a taxa de aprova\u00e7\u00e3o no 6\u00ba ano era 72,9% e, em 2017, subiu para 84,5%. No 1\u00ba ano do ensino m\u00e9dio, no mesmo per\u00edodo, passou de 65,6% para 76,4%.<\/p>\n<p>Qualidade<br \/>\nAl\u00e9m do fluxo escolar, o Ideb leva em considera\u00e7\u00e3o o aprendizado dos estudantes em portugu\u00eas e matem\u00e1tica, medido pelo Sistema Nacional de Avalia\u00e7\u00e3o da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica (Saeb). O MEC divulgou as notas das avalia\u00e7\u00f5es na semana passada. Os dados mostram que 70% dos estudantes terminam o ensino m\u00e9dio com aprendizado insuficiente em portugu\u00eas. A mesma porcentagem se repete em matem\u00e1tica.<\/p>\n<p>Levando em considera\u00e7\u00e3o as avalia\u00e7\u00f5es do Saeb e o fluxo, o Brasil ficou abaixo da meta estabelecida pelo Ideb para os anos finais do ensino fundamental e no ensino m\u00e9dio. A meta foi cumprida apenas nos anos iniciais do ensino fundamental.<\/p>\n<p>Sobre os resultados, o ministro Rossieli Soares disse que os anos finais do ensino fundamental merecem aten\u00e7\u00e3o, mas que a etapa mais cr\u00edtica \u00e9 o ensino m\u00e9dio. \u201cNovamente vemos uma estagna\u00e7\u00e3o do ensino m\u00e9dio, que cada vez mais se distancia da meta. H\u00e1 necessidade muito grande de que a gente logo fa\u00e7a mudan\u00e7as estruturantes para o ensino m\u00e9dio\u201d.<\/p>\n<p>Ensino m\u00e9dio<br \/>\nSegundo a presidente do Conselho Nacional de Secret\u00e1rios de Educa\u00e7\u00e3o (Consed), Cecilia Motta, representante dos secret\u00e1rios estaduais, respons\u00e1veis por gerir a maior parte do ensino m\u00e9dio do pa\u00eds, os resultados n\u00e3o s\u00e3o novidades e tem se repetido nos \u00faltimos anos. Ela destaca o novo ensino m\u00e9dio, aprovado em lei no ano passado e a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) como reformas que podem melhorar o ensino. Pelo novo ensino m\u00e9dio, parte da etapa passa a ser flex\u00edvel e os estudantes podem escolher se aprofundar em matem\u00e1tica, linguagens, ci\u00eancias humanas, ci\u00eancias da natureza ou ensino t\u00e9cnico. A BNCC vai orientar a parte comum a todos os estudantes.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 o momento de repensarmos porque estamos parados h\u00e1 tanto tempo, estagnados h\u00e1 tanto tempo. Professor precisa de forma\u00e7\u00e3o, o regime de parceria est\u00e1 sendo feito, estamos pensando em uma nova forma\u00e7\u00e3o, temos a BNCC, o novo ensino m\u00e9dio\u201d, disse Cecilia Motta<\/p>\n<p>\u201cVoltemos a nossos estados e partamos para um novo momento de implementa\u00e7\u00e3o dos novos curr\u00edculos, assim que a BNCC for implementada\u201d, conclamou.<\/p>\n<p>Neste ano, pela primeira vez, o Inep divulga o Ideb por escola, no ensino m\u00e9dio. At\u00e9 a \u00faltima divulga\u00e7\u00e3o, em 2015, eram apresentados apenas os \u00edndices do ensino fundamental. Assim, segundo o MEC, ser\u00e1 poss\u00edvel mapear onde est\u00e3o as maiores dificuldades e os maiores gargalos tamb\u00e9m no ensino m\u00e9dio.<\/p>\n<p>Mariana Tokarnia &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: Fernando Fraga<br \/>\n04\/09\/2018<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O 1\u00ba ano do ensino m\u00e9dio e o 6\u00ba ano do ensino fundamental t\u00eam as maiores taxas de reprova\u00e7\u00e3o e abandono dos estudantes, de acordo com dados divulgados pelo Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o (MEC). Essas taxas diminuem ano a ano, mas na avalia\u00e7\u00e3o da pasta, ainda s\u00e3o preocupantes. 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