{"id":150431,"date":"2018-08-30T00:23:58","date_gmt":"2018-08-30T03:23:58","guid":{"rendered":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=150431"},"modified":"2018-08-30T00:23:58","modified_gmt":"2018-08-30T03:23:58","slug":"taxa-do-cheque-especial-chega-a-3032-ao-ano-em-julho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2018\/taxa-do-cheque-especial-chega-a-3032-ao-ano-em-julho\/150431","title":{"rendered":"Taxa do cheque especial chega a 303,2% ao ano em julho"},"content":{"rendered":"<p> A <strong><em>taxa de juros do cheque especial<\/em><\/strong> caiu em julho, de acordo com dados do Banco Central (BC). A taxa chegou a 303,2% ao ano, com redu\u00e7\u00e3o de 1,7 ponto percentual em rela\u00e7\u00e3o a junho. Essa \u00e9 a menor taxa desde mar\u00e7o de 2016, quando estava em 300,8% ao ano. Na compara\u00e7\u00e3o com julho de 2017, houve redu\u00e7\u00e3o de 18,1 pontos percentuais na taxa do cheque especial.<\/p>\n<p>As regras do cheque especial mudaram em julho. Segundo a Federa\u00e7\u00e3o Brasileira de Bancos (Febraban), os clientes que utilizam mais de 15% do limite do cheque durante 30 dias consecutivos passaram a receber a oferta de um parcelamento, com taxa de juros menor que a do cheque especial definida pela institui\u00e7\u00e3o financeira.<\/p>\n<p>O chefe adjunto do Departamento de Estat\u00edsticas do BC, Renato Baldini, disse que a redu\u00e7\u00e3o na taxa do cheque especial ainda n\u00e3o deve estar relacionada \u00e0s mudan\u00e7as definidas pelos bancos, mas est\u00e1 seguindo o ritmo de recuo dos \u00faltimos meses. Entretanto, para Baldini, a medida gera a certeza que \u201co saldo devedor n\u00e3o vai permanecer por muito tempo\u201d. \u201cDe fato, deve haver redu\u00e7\u00e3o do risco dessa modalidade e levar \u00e0 redu\u00e7\u00e3o da taxa de juros, mas isso deve ocorrer de forma gradual\u201d, disse.<\/p>\n<p>A taxa m\u00e9dia do rotativo do cart\u00e3o de cr\u00e9dito tamb\u00e9m caiu, chegando a 271,4% ao ano, com redu\u00e7\u00e3o de 20,4 pontos percentuais em rela\u00e7\u00e3o a junho. A taxa m\u00e9dia \u00e9 formada com base nos dados de consumidores adimplentes e inadimplentes.<\/p>\n<p>No caso do consumidor adimplente, que paga pelo menos o valor m\u00ednimo da fatura do cart\u00e3o em dia, a taxa chegou a 252,1% ao ano em julho, com redu\u00e7\u00e3o de 9 pontos percentuais em rela\u00e7\u00e3o a junho.<\/p>\n<p>J\u00e1 a taxa cobrada dos consumidores que n\u00e3o pagaram ou atrasaram o pagamento m\u00ednimo da fatura (rotativo n\u00e3o regular) caiu 28,1 pontos percentuais, chegando a 285,2% ao ano.<\/p>\n<p>O rotativo \u00e9 o cr\u00e9dito tomado pelo consumidor quando paga menos que o valor integral da fatura do cart\u00e3o. O cr\u00e9dito rotativo dura 30 dias. Ap\u00f3s esse prazo, as institui\u00e7\u00f5es financeiras parcelam a d\u00edvida.<\/p>\n<p>Em abril, o Conselho Monet\u00e1rio Nacional (CMN) definiu que clientes inadimplentes no rotativo do cart\u00e3o de cr\u00e9dito passem a pagar a mesma taxa de juros dos consumidores regulares. A regra entrou em vigor em junho deste ano.<\/p>\n<p>Mesmo assim, a taxa final cobrada de adimplentes e inadimplentes n\u00e3o ser\u00e1 igual, porque os bancos podem acrescentar \u00e0 cobran\u00e7a os juros pelo atraso e multa.<\/p>\n<p>Ao ser perguntado sobre o aumento dos juros para os clientes adimplentes em junho (subiu de 242,6% para 261,1% ao ano), Baldini disse que essa medida n\u00e3o teve o objetivo de reduzir os juros, mas seguir recomenda\u00e7\u00f5es do Minist\u00e9rio P\u00fablico de eliminar a diferen\u00e7a de juros para consumidores que pagam em dia e os que atrasam. \u201cA medida n\u00e3o foi proposta com inten\u00e7\u00e3o espec\u00edfica sobre a taxa de juros dessa modalidade, mas para seguir algumas recomenda\u00e7\u00f5es do Minist\u00e9rio P\u00fablico\u201d, destacou.<\/p>\n<p>Modalidades caras<br \/>\nApesar da redu\u00e7\u00e3o das taxas do rotativo do cart\u00e3o e do cheque especial, essas modalidades de cr\u00e9dito s\u00e3o as mais caras entre as oferecidas pelos bancos. A taxa do cr\u00e9dito pessoal, por exemplo, \u00e9 mais baixa: chegou a 118,5% ao ano, em julho, com aumento de 3,8 pontos percentuais em rela\u00e7\u00e3oa junho. A taxa do cr\u00e9dito consignado (com desconto em folha de pagamento) ficou praticamente est\u00e1vel, com a redu\u00e7\u00e3o de 0,1 ponto percentual, chegando a 24,9% ao ano, em julho.<\/p>\n<p>A taxa m\u00e9dia de juros para as fam\u00edlias caiu 1,1 ponto percentual para 52% ao ano, em julho. A taxa m\u00e9dia das empresas subiu 0,4 ponto percentual: agora \u00e9 de 20,6% ao ano.<\/p>\n<p>Inadimpl\u00eancia<br \/>\nA inadimpl\u00eancia do cr\u00e9dito, considerados atrasos acima de 90 dias, para pessoas f\u00edsicas, permaneceu em 5%. No caso das pessoas jur\u00eddicas, houve queda de 0,3 ponto percentual para 3,4%. Esses dados s\u00e3o do cr\u00e9dito livre em que os bancos t\u00eam autonomia para aplicar dinheiro captado no mercado.<\/p>\n<p>No caso do cr\u00e9dito direcionado (empr\u00e9stimos com regras definidas pelo governo, destinados, basicamente, aos setores habitacional, rural e de infraestrutura) os juros para as pessoas f\u00edsicas ca\u00edram 0,2 ponto percentual para 7,8% ao ano. A taxa cobrada das empresas subiu 0,3 ponto percentual para 9,2% ao ano. A inadimpl\u00eancia das pessoas f\u00edsicas permaneceu em 1,9% e das empresas chegou a 1,4%, com redu\u00e7\u00e3o de 0,2 ponto percentual.<\/p>\n<p>Em julho, o saldo de todas as opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito concedidas pelos bancos ficou em R$ 3,125 trilh\u00f5es, com recuo de 0,2%, no m\u00eas e crescimento de 1,1%, no ano. Em 12 meses, a expans\u00e3o chegou a 2,4%. Esse estoque do cr\u00e9dito corresponde a 46,4% de tudo o que o pa\u00eds produz \u2013 Produto Interno Bruto (PIB), com redu\u00e7\u00e3o de 0,4 ponto percentual em rela\u00e7\u00e3o a junho.<\/p>\n<p>Baldini avalia que o cr\u00e9dito manteve a tend\u00eancia de recupera\u00e7\u00e3o, em julho, embora tenha havido redu\u00e7\u00e3o no saldo no m\u00eas. Segundo ele, esse recuo \u00e9 caracter\u00edstico do per\u00edodo (sazonal), gerado pela redu\u00e7\u00e3o de empr\u00e9stimos \u00e0s empresas, como antecipa\u00e7\u00e3o de faturas de cart\u00e3o de cr\u00e9dito, receb\u00edveis e duplicatas.<\/p>\n<p>Para Baldini, \u201co mercado de cr\u00e9dito tem apresentado condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o\u201d, com taxas de juros em \u201cpatamares relativamente baixos\u201d, acompanhando as redu\u00e7\u00f5es da taxa b\u00e1sica de juros, a Selic. Outros fatores citados por ele foram os \u201cn\u00edveis de inadimpl\u00eancias historicamente baixos\u201d, redu\u00e7\u00e3o do endividamento das fam\u00edlias e recupera\u00e7\u00e3o gradual da economia. \u201cPor\u00e9m existem fatores de incertezas no pa\u00eds e o fator eleitoral \u00e9 o mais importante nesse momento.\u201d<\/p>\n<p>Kelly Oliveira \u2013 Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: Maria Claudia<br \/>\n30\/08\/2018<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A taxa de juros do cheque especial caiu em julho, de acordo com dados do Banco Central (BC). A taxa chegou a 303,2% ao ano, com redu\u00e7\u00e3o de 1,7 ponto percentual em rela\u00e7\u00e3o a junho. Essa \u00e9 a menor taxa desde mar\u00e7o de 2016, quando estava em 300,8% ao ano. 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