{"id":14995,"date":"2009-10-23T11:44:34","date_gmt":"2009-10-23T15:44:34","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=14995"},"modified":"2009-10-23T11:44:34","modified_gmt":"2009-10-23T15:44:34","slug":"regularizar-mototaxi-e-um-grave-erro-por-eng%c2%ba-creso-peixoto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2009\/regularizar-mototaxi-e-um-grave-erro-por-eng%c2%ba-creso-peixoto\/14995","title":{"rendered":"Regularizar motot\u00e1xi \u00e9 um grave erro &#8211; por Eng\u00ba Creso Peixoto"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/imagens\/\/moto2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-14996\" title=\"moto\" src=\"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/imagens\/\/moto2-249x187.jpg\" alt=\"moto\" width=\"249\" height=\"187\" srcset=\"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/imagens\/moto2-249x187.jpg 249w, https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/imagens\/moto2-250x187.jpg 250w, https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/imagens\/moto2.jpg 400w, https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/imagens\/moto2-150x113.jpg 150w, https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/imagens\/moto2-265x198.jpg 265w, https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/imagens\/moto2-149x112.jpg 149w\" sizes=\"auto, (max-width: 249px) 100vw, 249px\" \/><\/a>O transporte com motocicleta tem sido usado como pol\u00edtica de solu\u00e7\u00e3o \u00e0s mazelas do transporte p\u00fablico, fato comum em pa\u00edses de menor riqueza. Acompanha a percep\u00e7\u00e3o urbana da cr\u00f4nica doen\u00e7a do congestionamento. Para jogar em abismo este problema, surge no meio legal a motocicleta como t\u00e1xi, por for\u00e7a da lei 12\/009. Seus defensores justificam que se regulariza o que j\u00e1 se pratica em larga escala. H\u00e1 os que enxergam custo menor, mas n\u00e3o veem os efeitos dos acidentes com este ve\u00edculo, o mais perigoso dentre os rodovi\u00e1rios. H\u00e1 absoluta necessidade do aprofundamento do debate. Que se tornem transparentes os malef\u00edcios da <strong>regulariza\u00e7\u00e3o do motot\u00e1xi<\/strong>.<\/p>\n<p>Segundo a resolu\u00e7\u00e3o Contran 80\/98, que disp\u00f5e sobre exames de aptid\u00e3o f\u00edsica e mental, aprova-se a permiss\u00e3o de guiar, mas se pro\u00edbe a atividade remunerada. No caso do motot\u00e1xi, o Estado n\u00e3o pode &#8220;repassar&#8221; o risco pessoal para terceiros, sob sua rubrica, n\u00e3o pode transform\u00e1-lo em paratransporte, como chancela de seguro em servi\u00e7o em que sobram estat\u00edsticas contr\u00e1rias.<\/p>\n<p>Esta permiss\u00e3o, para motot\u00e1xi, tem impacto mais forte na popula\u00e7\u00e3o de baixa renda. Ela precisa de transporte urbano, que ainda n\u00e3o se apresenta como solu\u00e7\u00e3o ampla, mas n\u00e3o disp\u00f5e de recursos para t\u00e1xi convencional sem gerar sensa\u00e7\u00e3o de valor excessivo. Buscou-se, ent\u00e3o, resposta na alternativa que evita o gasto do dinheiro p\u00fablico ou de empres\u00e1rios do setor. Defensores da lei justificam que j\u00e1 se tem este servi\u00e7o estabelecido, mas deixam desprotegida a popula\u00e7\u00e3o de baixa renda, diminuem recursos para \u00f4nibus mais r\u00e1pidos, confort\u00e1veis e seguros.<\/p>\n<p>Na Tail\u00e2ndia, aplicou-se panac\u00e9ia aos problemas do transporte de massa com incentivos \u00e0 aquisi\u00e7\u00e3o e uso da motocicleta. Bancoc, a antiga Veneza do Oriente, \u00e9 uma das cidades mais polu\u00eddas do mundo. Fuma\u00e7a branca do escapamento de motocicletas dois tempos, porque se adiciona \u00f3leo no combust\u00edvel, e preta, dos escapamentos de ve\u00edculos a diesel, encobrem suas belezas arquitet\u00f4nicas. Aprisionam viajantes urbanos e agentes de tr\u00e2nsito, que parecem internos de UTIs, em m\u00e1scaras cir\u00fargicas, tornando ainda mais ex\u00f3tica a lembran\u00e7a de seus perplexos turistas.<\/p>\n<p>Motocicletas s\u00e3o mais perigosas do que ve\u00edculos fechados, n\u00e3o h\u00e1 estrutura de combate ao primeiro choque. N\u00e3o t\u00eam equil\u00edbrio est\u00e1vel porque apresentam duas rodas, n\u00e3o ficam em p\u00e9. Apresentam menor porte para serem vistas e imprud\u00eancias s\u00e3o mais comuns quando conduzidas por jovens. \u00c9 o ve\u00edculo para transporte com emo\u00e7\u00e3o. O risco de vida do pedestre, ciclista ou motociclista, aqueles que n\u00e3o est\u00e3o em ve\u00edculos fechados, \u00e9 da ordem de 30% sob choque a 40 km\/h e de 92% a 60 km\/h. Em ve\u00edculo fechado e com cinto de seguran\u00e7a, o risco \u00e9 praticamente nulo a 40 km\/s e a 60 km\/h, 40%, segundo o pesquisador Svenkon (1998). A taxa de mortalidade para motocicleta \u00e9 200 vezes maior do que em \u00f4nibus e 20 vezes maior do que em carro.<\/p>\n<p>Garupa, denomina\u00e7\u00e3o do passageiro, viajando em moto de aluguel, n\u00e3o tem conhecimento do perfil do motociclista que o vai conduzir, distintamente a condutores amigos ou familiares. Contudo, ao oficializar este ve\u00edculo como t\u00e1xi, o Estado assume a posi\u00e7\u00e3o de avalista da viagem que mais facilmente se estampa em manchetes do dia seguinte. Motot\u00e1xi, um grave erro.<\/p>\n<p>Eng\u00ba Creso de Franco Peixoto \u00e9 engenheiro civil, mestre em Transportes e professor do Curso de Engenharia Civil do Centro Universit\u00e1rio da FEI ( Funda\u00e7\u00e3o Educacional Inaciana)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O transporte com motocicleta tem sido usado como pol\u00edtica de solu\u00e7\u00e3o \u00e0s mazelas do transporte p\u00fablico, fato comum em pa\u00edses de menor riqueza. 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