{"id":149332,"date":"2018-08-17T00:11:17","date_gmt":"2018-08-17T03:11:17","guid":{"rendered":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=149332"},"modified":"2018-08-17T00:11:17","modified_gmt":"2018-08-17T03:11:17","slug":"subutilizacao-da-forca-de-trabalho-atinge-276-milhoes-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2018\/subutilizacao-da-forca-de-trabalho-atinge-276-milhoes-no-brasil\/149332","title":{"rendered":"Subutiliza\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho atinge 27,6 milh\u00f5es no Brasil"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/imagens\/economia-analise-1-150x112.jpg\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"112\" class=\"alignleft size-thumbnail wp-image-148165\" srcset=\"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/imagens\/economia-analise-1-150x112.jpg 150w, https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/imagens\/economia-analise-1-265x198.jpg 265w, https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/imagens\/economia-analise-1-485x360.jpg 485w\" sizes=\"auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/>A taxa de <strong><em>subutiliza\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho<\/em><\/strong> no Brasil encerrou o segundo trimestre do ano em 24,6%, o equivalente a 27,6 milh\u00f5es de pessoas que se encontram desocupadas e subocupadas por insufici\u00eancia de horas, al\u00e9m da for\u00e7a de trabalho potencial. As informa\u00e7\u00f5es constam da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlio Cont\u00ednua (Pnad Cont\u00ednua), divulgada no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n<p>Estabilidade<br \/>\nSegundo o instituto, o resultado ficou estatisticamente est\u00e1vel em rela\u00e7\u00e3o ao primeiro trimestre do ano, quando o percentual foi de 24,7%, mas registrando alta em rela\u00e7\u00e3o aos 23,8% da taxa de subutiliza\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho do segundo trimestre do ano passado.<\/p>\n<p>As maiores taxas de subutiliza\u00e7\u00e3o foram verificadas no Piau\u00ed (40,6%), Maranh\u00e3o (39,7%) e Bahia (39,7%), enquanto as menores ocorreram em Santa Catarina (10,9%), Rio Grande do Sul (15,2%) e Rond\u00f4nia (15,5%).<\/p>\n<p>J\u00e1 as maiores taxas de desocupa\u00e7\u00e3o no segundo trimestre do ano foram anotadas no Amap\u00e1 (21,3), Alagoas (17,3%), Pernambuco (16,9%), Sergipe (16,8%) e Bahia (16,5%).<\/p>\n<p>As menores taxas ficaram em Santa Catarina (6,5%), Mato Grosso do Sul (7,6%), Rio Grande do Sul (8,3%) e Mato Grosso (8,5%). No Brasil, a taxa de desocupa\u00e7\u00e3o foi de 12,4%.<\/p>\n<p>Taxa combinada de subocupa\u00e7\u00e3o<br \/>\nPelos crit\u00e9rios adotados pelo IBGE, a taxa combinada de subocupa\u00e7\u00e3o por insufici\u00eancia de horas trabalhadas e desocupa\u00e7\u00e3o (pessoas ocupadas com uma jornada de menos de 40 horas semanais, mas que gostariam de trabalhar em um per\u00edodo maior, somada \u00e0s pessoas desocupadas) foi de 18,7% no segundo trimestre do ano, o que representa 6,5 milh\u00f5es de trabalhadores subocupados por insufici\u00eancia de horas trabalhadas e 13 milh\u00f5es de desocupados.<\/p>\n<p>J\u00e1 a taxa combinada da desocupa\u00e7\u00e3o e da for\u00e7a de trabalho potencial, que abrange desocupados e pessoas que gostariam de trabalhar, mas n\u00e3o procuraram trabalho, ou que procuraram, mas n\u00e3o estavam dispon\u00edveis para trabalhar (for\u00e7a de trabalho potencial), foi de 18,8% no segundo trimestre de 2018, o que representa 21,1 milh\u00f5es de pessoas.<\/p>\n<p>Contingente de desalentados \u00e9 recorde<br \/>\nOs dados da Pnad Cont\u00ednua do segundo trimestre indicam que o total de trabalhadores desalentados fechou o per\u00edodo abril a junho em 4,8 milh\u00f5es de pessoas de 14 anos ou mais de idade, valor superior ao do primeiro trimestre, quando havia 4,6 milh\u00f5es de trabalhadores nessas condi\u00e7\u00f5es; e ao segundo trimestre do ano passado, quando os desalentados eram 4 milh\u00f5es de pessoas.<\/p>\n<p>Segundo o IBGE, o n\u00famero \u00e9 recorde porque esse foi o maior contingente de desalentados da s\u00e9rie hist\u00f3rica da Pnad Cont\u00ednua, que come\u00e7ou em 2012.<\/p>\n<p>Para o IBGE, a popula\u00e7\u00e3o desalentada \u00e9 definida como \u201caquela que estava fora da for\u00e7a de trabalho porque n\u00e3o conseguiu trabalho adequado ou n\u00e3o tinha experi\u00eancia ou qualifica\u00e7\u00e3o, ou era considerada muito jovem ou idosa, ou n\u00e3o havia trabalho na localidade em que residia \u2013 e que, se tivesse conseguido trabalho, estaria dispon\u00edvel para assumir a vaga. Ela faz parte da for\u00e7a de trabalho potencial\u201d.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros indicam que o percentual de pessoas desalentadas (em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 popula\u00e7\u00e3o na for\u00e7a de trabalho ou desalentada) no segundo trimestre de 2018 ficou em 4,4%, tamb\u00e9m o maior da s\u00e9rie hist\u00f3rica.<\/p>\n<p>Alagoas, com 16,6%, e Maranh\u00e3o, 16,2%, apresentaram a maior taxa de desalento e Rio de Janeiro, com 1,2% e Santa Catarina, com 0,7%, a menor.<\/p>\n<p>Trabalho com carteira assinada<br \/>\nOutra constata\u00e7\u00e3o da pesquisa \u00e9 que a popula\u00e7\u00e3o ocupada no segundo trimestre do ano somava 91,2 milh\u00f5es de pessoas, das quais 67,6% integravam o contingente de empregados (incluindo dom\u00e9sticos), 4,8% eram empregadores, 25,3% pessoas que trabalharam por conta pr\u00f3pria e 2,3% eram trabalhadores familiares auxiliares.<\/p>\n<p>As regi\u00f5es Norte, com 31,7%, e Nordeste, com 28,9% apresentaram os maiores percentuais de trabalhadores por conta pr\u00f3pria.<\/p>\n<p>A pesquisa constatou, ainda, que o percentual de trabalhadores com carteira assinada continua em queda, o que significa que o trabalho informal cont\u00ednua sendo a principal v\u00e1lvula de escape para quem n\u00e3o consegue um trabalho formal.<\/p>\n<p>Os dados do estudo indicam que, no segundo trimestre, 74,9% dos empregados no setor privado tinham carteira de trabalho assinada, uma queda de 0,9 ponto percentual em rela\u00e7\u00e3o ao segundo trimestre do ano passado.<\/p>\n<p>O maior percentual de empregados com carteira estava na Regi\u00e3o Sul, onde 82,9% das pessoas tinham carteira assinada, e o menor estava no Nordeste (59,9%).<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o aos estados, os maiores percentuais de carteira assinada foram registrados em Santa Catarina (88,4%), Rio de Janeiro (82,3%) e Rio Grande do Sul (82,0%).<\/p>\n<p>J\u00e1 os menores percentuais estavam no Maranh\u00e3o (50,2%), Par\u00e1 (55,4%) e Para\u00edba (55,9%). Entre os trabalhadores dom\u00e9sticos, 29,4% tinham carteira de trabalho assinada. No segundo trimestre do ano passado esta propor\u00e7\u00e3o era de 30,6%.<\/p>\n<p>Mulheres t\u00eam menor n\u00edvel de ocupa\u00e7\u00e3o<br \/>\nA Pnad Cont\u00ednua revelou, tamb\u00e9m, que, no segundo trimestre do ano, embora as mulheres fossem maioria entre a popula\u00e7\u00e3o em idade de trabalhar, com 52,4% da for\u00e7a de trabalho em potencial, eram os homens que predominavam entre as pessoas ocupadas em todas as regi\u00f5es do pa\u00eds, com 56,3% do total \u2013 percentual que era ainda maior no Norte, onde os homens representavam 60,2% da for\u00e7a de trabalho.<\/p>\n<p>O n\u00edvel da ocupa\u00e7\u00e3o dos homens no Brasil foi de 63,6% e o das mulheres de 44,8% no segundo trimestre. Este comportamento diferenciado do indicador entre homens e mulheres foi verificado nas cinco grandes regi\u00f5es, com destaque para a Norte, onde a diferen\u00e7a entre homens e mulheres foi a maior (22,6 pontos percentuais), e para o Sudeste, com a menor diferen\u00e7a (18,0 pontos percentuais).<\/p>\n<p>Rendimento m\u00e9dio<br \/>\nNo segundo trimestre de 2018, o rendimento m\u00e9dio real de todos os trabalhos, habitualmente recebido por m\u00eas, pelas pessoas de 14 anos ou mais de idade, ocupadas na semana de refer\u00eancia, com rendimento de trabalho, foi estimado em R$ 2.198.<\/p>\n<p>Ainda segundo a pesquisa, houve estabilidade tanto em rela\u00e7\u00e3o ao trimestre imediatamente anterior (R$ 2.192) como em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo trimestre do ano anterior (R$ 2.174).<\/p>\n<p> Nielmar de Oliveira &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: Kleber Sampaio<br \/>\n17\/08\/2018<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A taxa de subutiliza\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho no Brasil encerrou o segundo trimestre do ano em 24,6%, o equivalente a 27,6 milh\u00f5es de pessoas que se encontram desocupadas e subocupadas por insufici\u00eancia de horas, al\u00e9m da for\u00e7a de trabalho potencial. 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