{"id":147879,"date":"2018-08-06T00:03:55","date_gmt":"2018-08-06T03:03:55","guid":{"rendered":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=147860"},"modified":"2018-08-06T00:03:55","modified_gmt":"2018-08-06T03:03:55","slug":"cultura-do-faca-voce-mesmo-ganha-espaco-nas-salas-de-aula","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2018\/cultura-do-faca-voce-mesmo-ganha-espaco-nas-salas-de-aula\/147879","title":{"rendered":"Cultura do &#8220;Fa\u00e7a Voc\u00ea Mesmo&#8221; ganha espa\u00e7o nas salas de aula"},"content":{"rendered":"<p> Construir, consertar, modificar e fabricar objetos e projetos com suas pr\u00f3prias m\u00e3os. Essa \u00e9 a proposta do Movimento Maker ou Cultura Maker, mais conhecida como <strong><em>Fa\u00e7a Voc\u00ea Mesmo<\/em><\/strong> ou Do It Yourself (em ingl\u00eas ou simplesmente DIY). Amplamente difundido nos Estados Unidos, o movimento tem ganhado espa\u00e7o nas escolas brasileiras, que buscam com o m\u00e9todo tornar o aprendizado mais atrativo e estimular os estudantes a desenvolver projetos e produtos a partir dos conte\u00fados escolares, muitas vezes pouco pr\u00e1ticos.<\/p>\n<p>Embora o movimento venha crescendo na educa\u00e7\u00e3o nos \u00faltimos anos, a ideia n\u00e3o \u00e9 uma novidade, j\u00e1 existe d\u00e9cada de 1960, como explica a diretora pedag\u00f3gica da Via Maker Education, Sueli de Abreu. \u201cTodo mundo est\u00e1 recorrendo a autores daquela \u00e9poca, como Seymour Papert e Paulo Freire [que pregavam o aprender fazendo, em vez de simplesmente receber a informa\u00e7\u00e3o passivamente], e est\u00e3o trazendo isso para os nossos dias de forma reeditada\u201d. A Via Maker Education \u00e9 uma empresa brasileira que desenvolve projetos com uso de blocos de montar de pl\u00e1stico para cada fase escolar.<\/p>\n<p>A diretora de conte\u00fado da feira de educa\u00e7\u00e3o Bett Educar, Vera Cabral, destaca que a tecnologia facilita &#8220;a inclus\u00e3o de todos os alunos, apresentam solu\u00e7\u00f5es que s\u00e3o mais vi\u00e1veis para os processos de aprendizagem em cada momento, al\u00e9m de facilitarem o trabalho do professor, na medida que d\u00e1 subs\u00eddio para ele achar diferentes estrat\u00e9gias&#8221;. A feira \u00e9 maior na \u00e1rea de educa\u00e7\u00e3o e tecnologia da Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p>Tecnologia<br \/>\nIncentivador das impressoras 3D e outros instrumentos de tecnologia digital, o Movimento Maker n\u00e3o est\u00e1 restrito \u00e0s disciplinas exatas.<\/p>\n<p>\u201cProjetos makers v\u00e3o funcionar para valorizar os conhecimentos da matem\u00e1tica, ou da l\u00edngua portuguesa, porque eu posso fazer poema na cultura maker, posso fazer f\u00edsica, \u00e1lgebra, qu\u00edmica qualquer coisa. Pode-se trabalhar todas as disciplinas escolares na cultura maker\u201d, diz o mestre em psicologia cognitiva e professor de psicologia na Universidade Federal de Pernambuco, Luciano Meira.<\/p>\n<p>Ele enfatiza, no entanto, que \u00e9 importante produzir algo em fun\u00e7\u00e3o da aprendizagem. \u201cEu n\u00e3o vou fabricar copos porque \u00e9 legal, mas porque est\u00e1 dentro de uma pedagogia de aprendizagem da geometria de cilindros, por exemplo. A escola deve se preocupar com isso\u201d.<\/p>\n<p>Apesar da liga\u00e7\u00e3o com a tecnologia, a cultura maker n\u00e3o precisa de tecnologia digital e materiais caros para ser introduzida. \u201cN\u00e3o \u00e9 preciso cortador \u00e0 laser, nem impressora 3D, que s\u00e3o obviamente, instrumentos de fabrica\u00e7\u00e3o digital que voc\u00ea pode ter para valorizar certos aspectos da cultura maker, mas n\u00e3o s\u00e3o imprescind\u00edveis\u201d, diz. \u201cMuitas vezes h\u00e1 um movimento de primeiro adquirir as coisas e depois fazer a cultura acontecer\u201d, defende.<\/p>\n<p>Rede p\u00fablica<br \/>\nOs laborat\u00f3rios makers t\u00eam sido mais comuns nas escolas particulares, mas j\u00e1 existem iniciativas para que o movimento chegue \u00e0s escolas p\u00fablicas no pa\u00eds. Uma delas \u00e9 o programa Hacking the STEM (sigla em ingl\u00eas para as \u00e1reas de Ci\u00eancias, Tecnologia, Artes e Matem\u00e1tica), oferecido gratuitamente pela Microsoft.<\/p>\n<p>O programa oferece planos de aula de ci\u00eancias, tecnologia, engenharia e matem\u00e1tica, desenvolvidos por professores para professores. Os planos de aula s\u00e3o interdisciplinares e permitem que os alunos criem uma variedade de projetos que variam desde o desenvolvimento de anem\u00f4metros (instrumento de mede a velocidade e a dire\u00e7\u00e3o do vento) \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de m\u00e3os rob\u00f3ticas a partir de materiais recicl\u00e1veis.<\/p>\n<p>Fundadas na solu\u00e7\u00e3o de problemas do mundo real, as atividades tamb\u00e9m estimulam habilidades requisitadas no s\u00e9culo 21 -mec\u00e2nicas, el\u00e9tricas e de engenharia de softwares &#8211; enquanto trazem \u00e0 tona a ci\u00eancia de dados.<\/p>\n<p>\u201cExiste muita d\u00favida quais ser\u00e3o as profiss\u00f5es do futuro, mas uma coisa \u00e9 certa, as profiss\u00f5es do futuro v\u00e3o demandar coleta e an\u00e1lise de dados, ent\u00e3o experimentos que possibilitam que os alunos comecem a se familiarizar com este tipo de ambiente de uma forma l\u00fadica e divertida \u00e9 importante para que o aluno que possa aprender e melhor se preparar para os desafios do futuro\u201d, diz o diretor de Educa\u00e7\u00e3o da Microsoft, Antonio Moraes.<\/p>\n<p>O governo federal tamb\u00e9m tem atuado para que as novas tecnologias estejam dispon\u00edveis na rede p\u00fablica de ensino. Em novembro do ano passado, lan\u00e7ou a Pol\u00edtica de Inova\u00e7\u00e3o Educa\u00e7\u00e3o Conectada, programa que pretende universalizar o acesso \u00e0 internet de alta velocidade nas escolas, a forma\u00e7\u00e3o de professores para pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas mediadas pelas novas tecnologias e o uso de conte\u00fados educacionais digitais em sala.<\/p>\n<p>Segundo o Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o (MEC), o programa prev\u00ea um plano de forma\u00e7\u00e3o continuada para professores e gestores com cursos espec\u00edficos sobre pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas mediadas por tecnologia, cultura digital e recursos educacionais como rob\u00f3tica. Ser\u00e3o oferecidas bolsas de tr\u00eas meses para 6,2 mil articuladores que atuar\u00e3o localmente, no processo de constru\u00e7\u00e3o e implementa\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es na rede de ensino.<\/p>\n<p>Renova\u00e7\u00e3o<br \/>\nN\u00e3o \u00e9 somente com tecnologia digital que as pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas est\u00e3o sendo reinventadas. A m\u00fasica, por exemplo, vem recebendo novas formas de aprendizagem. Um exemplo \u00e9 o projeto educacional M\u00fasica em Fam\u00edlia, que pretende proporcionar momentos divertidos de intera\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a com a fam\u00edlia e a escola, por meio de atividades art\u00edsticas e brincadeiras extracurriculares.<\/p>\n<p>O projeto nasceu da vontade dos m\u00fasicos Paula Satisteban e Eduardo Bologna e foi elaborado junto com educadores. \u201cFizemos esse material que, atrav\u00e9s da m\u00fasica, que \u00e9 um disparador, inspira os educadores, as crian\u00e7as e as fam\u00edlias a olharem para si e se divertirem e se encontrarem\u201d, diz Paula. O projeto re\u00fane um conjunto de CDs e livros que a crian\u00e7a preenche com colagens e textos sobre suas experi\u00eancias e hist\u00f3rias com a fam\u00edlia, e a m\u00fasica vem como pano de fundo.<\/p>\n<p>\u201cAinda n\u00e3o temos nenhum material em telas [de computadore], n\u00e3o somos contra, mas at\u00e9 agora n\u00e3o achamos necess\u00e1rio. Nosso projeto \u00e9 muito humano e proporciona esses encontros em fam\u00edlia. A m\u00fasica faz isso, toca a gente, \u00e9 um projeto de viv\u00eancia e experi\u00eancia real e n\u00e3o virtual\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p>Ludmilla Souza &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: Carolina Pimentel<br \/>\n06\/08\/2018<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Construir, consertar, modificar e fabricar objetos e projetos com suas pr\u00f3prias m\u00e3os. Essa \u00e9 a proposta do Movimento Maker ou Cultura Maker, mais conhecida como Fa\u00e7a Voc\u00ea Mesmo ou Do It Yourself (em ingl\u00eas ou simplesmente DIY). 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