{"id":147315,"date":"2018-07-30T00:03:23","date_gmt":"2018-07-30T03:03:23","guid":{"rendered":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=147315"},"modified":"2018-07-30T00:03:23","modified_gmt":"2018-07-30T03:03:23","slug":"com-menos-compartilhamentos-instagram-e-aposta-nas-eleicoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2018\/com-menos-compartilhamentos-instagram-e-aposta-nas-eleicoes\/147315","title":{"rendered":"Com menos compartilhamentos, Instagram \u00e9 aposta nas elei\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p> As redes sociais devem ajudar a dar uma cara nova \u00e0 <strong><em>propaganda nas elei\u00e7\u00f5es<\/em><\/strong> de 2018. De olho na oportunidade de se tornarem mais conhecidos entre os eleitores, candidatos deixam de lado santinhos, cartazes e panfletos e, agora, apostam em seguidores, likes e compartilhamentos.<\/p>\n<p>Para coordenador do Laborat\u00f3rio de Estudos sobre Imagem e Cibercultura da Universidade Federal do Esp\u00edrito Santo (Ufes), F\u00e1bio Malini, apesar de ocupar o 4\u00ba lugar no ranking das redes sociais mais utilizadas no Brasil, atr\u00e1s do Facebook, Whatsapp e YouTube, o Instagram deve ser a grande aposta dessas elei\u00e7\u00f5es no Brasil.<\/p>\n<p>\u201cExiste uma curva de crescimento dessa ferramenta. \u00c9 um ve\u00edculo n\u00e3o contaminado por links, portanto muito dif\u00edcil de colar not\u00edcia falsa. \u00c9 claro que essa caracter\u00edstica n\u00e3o exime o Instagram de conte\u00fados falsos ou distorcidos\u201d, explicou.<\/p>\n<p>Malini tamb\u00e9m aponta como uma vantagem o fato de o Instagram ser reconhecidamente uma plataforma alegre e com pouca toxidade. \u201cIsso bem trabalhado politicamente faz com que o candidato tenha uma outra perspectiva de mostrar muito mais rela\u00e7\u00f5es afetivas positivas\u201d, avaliou.<\/p>\n<p>Outra vantagem do Instagram, segundo o professor, \u00e9 que nessa rede predominam os conte\u00fados originais, que t\u00eam mais credibilidade, enquanto no Facebook e no Whatsapp s\u00e3o mais compartilhamentos.<\/p>\n<p>Capta\u00e7\u00e3o de votos<br \/>\nQuando o assunto \u00e9 atra\u00e7\u00e3o de votos, o professor diz que a televis\u00e3o, cada vez mais conectada \u00e0s redes sociais, ainda tem um papel muito importante, j\u00e1 que s\u00f3 ela \u00e9 capaz de falar para milh\u00f5es de pessoas ao mesmo tempo.<\/p>\n<p>\u201cJuntas, as duas plataformas s\u00e3o capazes de criar clima de opini\u00e3o\u201d, explica.<\/p>\n<p>De acordo com o especialista, o que conta para o eleitor n\u00e3o \u00e9 o debate, que tem perdido cada vez mais audi\u00eancia, mas a repercuss\u00e3o nas redes sociais. Atualmente, o Twitter domina as repercuss\u00f5es do que aparece na TV. Tamb\u00e9m \u00e9 importante a exposi\u00e7\u00e3o do candidato em programas fora do hor\u00e1rio gratuito e a repercuss\u00e3o dessas inser\u00e7\u00f5es nas redes sociais.<\/p>\n<p>Impulsionamento<br \/>\nAs elei\u00e7\u00f5es de 2018 ser\u00e3o as primeiras a permitir que candidatos paguem para publicar propaganda na sua timeline.<\/p>\n<p>Chamado de impulsionamento, a compra de an\u00fancios em plataformas como o Facebook, Instagram, YouTube e o Twitter foi autorizada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e d\u00e1 aos candidatos a chance de alcan\u00e7ar um n\u00famero muito maior de usu\u00e1rios do que aqueles que j\u00e1 acompanham suas p\u00e1ginas e veem seus posts.<\/p>\n<p>Os partidos n\u00e3o informam quanto pretendem investir nessa modalidade este ano, mas \u00e9 certo que a palavra \u201cpatrocinado\u201d, acompanhando mensagens pol\u00edticas e pedidos de voto, vai invadir as redes sociais, a partir de 16 de agosto.<\/p>\n<p>F\u00e1bio Malini acredita que a formaliza\u00e7\u00e3o de campanhas na internet pode trazer tamb\u00e9m como consequ\u00eancia a diminui\u00e7\u00e3o do uso de rob\u00f4s e de perfis falsos para amplificar informa\u00e7\u00f5es nas redes sociais.<\/p>\n<p>Estudo<br \/>\nLevantamento da Diretoria de An\u00e1lise de Pol\u00edticas P\u00fablicas da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (DAPP\/FGV) com 5.415.492 tu\u00edtes avaliados entre 22 de junho e 23 de julho mostrou a a\u00e7\u00e3o de rob\u00f4s na pr\u00e9-campanha presidencial.<\/p>\n<p>De acordo com o trabalho, as intera\u00e7\u00f5es motivadas pela a\u00e7\u00e3o de perfis automatizados, nesse per\u00edodo, corresponderam a 22,17% dos tu\u00edtes de perfis ligados ao campo da esquerda e que comp\u00f5em tradicionalmente a base do ex-presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva; 21,96% relacionados ao campo conservador e alinhados ao deputado Jair Bolsonaro; 16,18% ligados ao campo de centro (n\u00e3o alinhados a nenhum dos \u201cpolos\u201d tradicionais); e 3,99% ligados ao grupo de centro-esquerda (sem predom\u00ednio de nenhum ator pol\u00edtico em particular).<\/p>\n<p>Karine Melo &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: L\u00edlian Beraldo<br \/>\n30\/07\/2018<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As redes sociais devem ajudar a dar uma cara nova \u00e0 propaganda nas elei\u00e7\u00f5es de 2018. 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