{"id":147058,"date":"2018-07-26T00:37:51","date_gmt":"2018-07-26T03:37:51","guid":{"rendered":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=147058"},"modified":"2018-07-26T00:37:51","modified_gmt":"2018-07-26T03:37:51","slug":"confianca-no-agronegocio-cai-86-pontos-no-trimestre-diz-fiesp","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2018\/confianca-no-agronegocio-cai-86-pontos-no-trimestre-diz-fiesp\/147058","title":{"rendered":"Confian\u00e7a no agroneg\u00f3cio cai 8,6 pontos no trimestre, diz Fiesp"},"content":{"rendered":"<p> A <strong><em>confian\u00e7a dos empres\u00e1rios do setor do agroneg\u00f3cio<\/em><\/strong> brasileiro caiu 8,6 pontos no segundo trimestre de 2018, na compara\u00e7\u00e3o com os primeiros tr\u00eas meses do ano. Segundo dados divulgados pelo Departamento do Agroneg\u00f3cio (Deagro) da Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado de S\u00e3o Paulo (Fiesp) e pela Organiza\u00e7\u00e3o das Cooperativas Brasileiras (OCB), o \u00cdndice de Confian\u00e7a do Agroneg\u00f3cio (IC Agro) marcou 98,5 pontos no per\u00edodo, contra 107,1 no trimestre anterior. O resultado abaixo dos 100 pontos indica pessimismo moderado.<\/p>\n<p>A pesquisa foi feita com 645 produtores e industriais do agroneg\u00f3cio, logo depois da greve dos caminhoneiros, no final de maio e in\u00edcio de junho. Segundo o diretor titular do Deagro da Fiesp, Roberto Ign\u00e1cio Betancourt, o movimento colocou em evid\u00eancia a perda de f\u00f4lego da recupera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e as d\u00favidas quanto aos projetos que v\u00e3o surgir ap\u00f3s as elei\u00e7\u00f5es. \u201cA principal contribui\u00e7\u00e3o para a perda de confian\u00e7a se deve \u00e0 piora significativa na percep\u00e7\u00e3o quanto \u00e0 situa\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, que caiu bruscamente em todos os elos pesquisados da cadeia&#8221;, disse.<\/p>\n<p>Todos os segmentos pesquisados tiveram recuo na confian\u00e7a. A ind\u00fastria de insumos agropecu\u00e1rios atingiu os 99,2 pontos, o que representa uma queda de 16,9 pontos ante o trimestre anterior, sendo a maior queda registrada desde o in\u00edcio da pesquisa. Betancourt ressaltou que o resultado \u00e9 reflexo da turbul\u00eancia gerada pela paralisa\u00e7\u00e3o. \u201cNo caso dos fertilizantes, por exemplo, al\u00e9m da deteriora\u00e7\u00e3o na avalia\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es gerais da economia, o setor foi fortemente impactado pela paralisa\u00e7\u00e3o e posterior indefini\u00e7\u00e3o sobre o tabelamento dos fretes m\u00ednimos. O m\u00eas de maio fechou com entregas de apenas 1,8 milh\u00e3o de toneladas, cerca de 700 mil toneladas abaixo do volume que seria considerado normal para o m\u00eas.\u201d<\/p>\n<p>No caso da ind\u00fastria de alimentos e tradings houve queda de 7,9 pontos, resultando na marca de 98,2 para a confian\u00e7a. Segundo os dados, a pontua\u00e7\u00e3o \u00e9 decorrente da piora dos \u00e2nimos quanto \u00e0s condi\u00e7\u00f5es atuais e expectativas para o futuro. Mesmo assim, as empresas mostram que confiam mais nas condi\u00e7\u00f5es de seus pr\u00f3prios neg\u00f3cios e menos nas condi\u00e7\u00f5es da economia.<\/p>\n<p>Para o produtor agropecu\u00e1rio, houve recuo de 6 pontos em rela\u00e7\u00e3o ao trimestre anterior, passando para 98,5 pontos. Para o produtor agr\u00edcola, a retra\u00e7\u00e3o foi de 4,3 pontos, chegando aos 102,0. &#8220;Ainda assim, \u00e9 importante destacar a interrup\u00e7\u00e3o de uma trajet\u00f3ria de tr\u00eas altas consecutivas, iniciada no 3\u00ba trimestre do ano passado. A percep\u00e7\u00e3o a respeito da economia brasileira pesou sensivelmente para a queda&#8221;, disse o presidente da Organiza\u00e7\u00e3o das Cooperativas Brasileiras (OCB), M\u00e1rcio Lopes de Freitas.<\/p>\n<p>O indicador apontou ainda que os custos alcan\u00e7aram 49 pontos, sendo o mais baixo desde o primeiro trimestre de 2016. O item foi pressionado principalmente pelas expectativas. Segundo Freitas, muitos agricultores anteveem que ter\u00e3o de pagar mais pelos insumos, diante do esperado aumento nos fretes e repasse da alta do d\u00f3lar observado nos \u00faltimos meses. \u201cO fato de os produtores agr\u00edcolas sustentarem uma certa confian\u00e7a pode ser explicado principalmente pelo momento no mercado de gr\u00e3os, cujos pre\u00e7os permanecem em bom patamar, apesar de uma relativa desvaloriza\u00e7\u00e3o no fim do segundo trimestre\u201d, disse Freitas.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m houve recuo na confian\u00e7a dos pecuaristas, que baixou 11 pontos, atingindo 85,3, sendo os pecuaristas de corte, os mais desanimados. \u201cOs pre\u00e7os do boi gordo est\u00e3o em queda desde janeiro. Os produtores de gado leiteiro, por sua vez, impediram uma perda de confian\u00e7a ainda maior, tendo em vista a recupera\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os do leite nos \u00faltimos meses&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>Outra vari\u00e1vel que pesou para a percep\u00e7\u00e3o pessimista do produtor pecu\u00e1rio foi o custo de produ\u00e7\u00e3o (48,9 pontos), que recuou para n\u00edveis similares ao observado em meados de 2015 e in\u00edcio de 2016.<\/p>\n<p>Fl\u00e1via Albuquerque \u2013 Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: Maria Claudia<br \/>\n26\/07\/2018<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A confian\u00e7a dos empres\u00e1rios do setor do agroneg\u00f3cio brasileiro caiu 8,6 pontos no segundo trimestre de 2018, na compara\u00e7\u00e3o com os primeiros tr\u00eas meses do ano. 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