{"id":146593,"date":"2018-07-20T00:17:16","date_gmt":"2018-07-20T03:17:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=146593"},"modified":"2018-07-20T00:20:55","modified_gmt":"2018-07-20T03:20:55","slug":"quase-20-da-populacao-ainda-guarda-moedas-em-casa-diz-banco-central","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2018\/quase-20-da-populacao-ainda-guarda-moedas-em-casa-diz-banco-central\/146593","title":{"rendered":"Quase 20% da popula\u00e7\u00e3o ainda guarda moedas em casa, diz Banco Central"},"content":{"rendered":"<p> Parte da popula\u00e7\u00e3o brasileira ainda tem o h\u00e1bito de <strong><em>guardar moedas em casa<\/em><\/strong>. Estudo divulgado pelo Banco Central (BC) mostra que 19,3% da popula\u00e7\u00e3o guarda moedas por mais de seis meses. Al\u00e9m disso, 56,2% usam o dinheiro guardado no cofrinho para compras e pagamentos, mostra o BC, no estudo &#8220;O brasileiro e sua rela\u00e7\u00e3o com o dinheiro&#8221;.<\/p>\n<p>De acordo com o chefe do Departamento do Meio Circulante do BC, Felipe Frenkel, 8 bilh\u00f5es de moedas est\u00e3o guardadas &#8220;em algum lugar&#8221;. Ele destacou que quanto mais moedas ficarem em circula\u00e7\u00e3o, menor ser\u00e1 o gasto de recursos p\u00fablicos com a produ\u00e7\u00e3o do dinheiro.<\/p>\n<p>O chefe-adjunto do Departamento do Meio Circulante do BC, F\u00e1bio Bollmann, disse que o BC considera positivo que a popula\u00e7\u00e3o fa\u00e7a poupan\u00e7a com as moedas. Entretanto, ele orienta a trocar as moedas por c\u00e9dulas sempre que atingir um valor maior, no com\u00e9rcio ou no banco, para ajudar na circula\u00e7\u00e3o de dinheiro.<\/p>\n<p>Segundo o BC, o dinheiro vivo ainda \u00e9 o meio de pagamento mais utilizado pela popula\u00e7\u00e3o: 96,1% responderam que, al\u00e9m de outros meios, tamb\u00e9m fazem pagamentos em esp\u00e9cie. Na quest\u00e3o, os entrevistados podiam marcar mais de uma op\u00e7\u00e3o \u2013 51,5% mencionaram cart\u00e3o de d\u00e9bito e 45,5%, cart\u00e3o de cr\u00e9dito.<\/p>\n<p>Frenkel acrescentou que a pesquisa \u00e9 importante para saber qual \u00e9 a demanda atual por dinheiro no pa\u00eds. \u201cO Banco Central faz a pequisa para atender a demanda da popula\u00e7\u00e3o. Ainda \u00e9 muito necess\u00e1rio o dinheiro no dia a dia\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>Para compras de at\u00e9 R$ 10, 87,9% dos entrevistados preferem utilizar dinheiro. Esse \u00edndice diminui com pagamentos de maior valor. Para desembolsos de mais de R$ 500, a maior parte (42,6%) prefere cart\u00e3o de cr\u00e9dito. No com\u00e9rcio, 75,8% dos estabelecimentos aceitam pagamentos no d\u00e9bito e 74,1% no cr\u00e9dito. Apenas 16,3% aceitam cheques.<\/p>\n<p>Sal\u00e1rios<br \/>\nBollmann destacou que \u201cuma parcela significativa da popula\u00e7\u00e3o ainda recebe o pagamento de sal\u00e1rios em esp\u00e9cie. Segundo a pesquisa, esse percentual chegou a 29%, embora a maioria receba por meio de conta corrente ou de pagamento e poupan\u00e7a (48%). Outros 22% disseram que n\u00e3o t\u00eam renda, 1% n\u00e3o responderam como recebem o sal\u00e1rio e 0,4% por cheque. Em 2013, o percentual dos que recebiam sal\u00e1rio em dinheiro era maior: 51%.<\/p>\n<p>Faturamento do com\u00e9rcio<br \/>\nSegundo o com\u00e9rcio, os pagamentos em dinheiro representam 50% do faturamento, contra 55% registrados em pesquisa de 2013. O cart\u00e3o de d\u00e9bito aumentou de 14% para 20% sua fatia no fluxo de caixa dos estabelecimentos. J\u00e1 o uso de cheques diminuiu 2 pontos percentuais, passando para apenas 1%. As vendas feitas em cart\u00e3o de cr\u00e9dito ficaram est\u00e1veis no per\u00edodo, com 25%.<\/p>\n<p>Seguran\u00e7a da c\u00e9dula<br \/>\nSegundo o BC, entre a popula\u00e7\u00e3o, a marca-d&#8217;\u00e1gua \u00e9 o item de seguran\u00e7a mais conhecido, seguido do fio de seguran\u00e7a e da textura da nota. No com\u00e9rcio, a textura ou espessura do papel foi o item mais utilizado para reconhecimento de nota verdadeira, com 48%, seguido pela marca d\u2019\u00e1gua e o fio de seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>A pesquisa mostra que 23% dos entrevistados declararam j\u00e1 ter recebido uma c\u00e9dula falsa, o que representa uma redu\u00e7\u00e3o de 5 pontos percentuais em rela\u00e7\u00e3o a 2013, que registrou 28%. Daqueles que receberam notas falsas, apenas 28,3% entregaram para an\u00e1lise do BC.<\/p>\n<p>De acordo com o BC, o h\u00e1bito de verificar a autenticidade das notas est\u00e1 relacionado ao seu valor. Apenas 8,5% declararam verificar sempre as notas de R$ 2,00. J\u00e1 para as notas de R$100, o percentual passa para 43,4%. Mesmo para as notas de maior valor, um percentual expressivo n\u00e3o verifica nunca: 39,2% para as de R$50 e 37,7% para as de R$100.<\/p>\n<p>Por ser menos utilizada, a c\u00e9dula de R$ 100 \u00e9 considerada a mais bem conservada tanto pelo com\u00e9rcio quanto pela popula\u00e7\u00e3o, diz o BC.<\/p>\n<p>A abrangeu a popula\u00e7\u00e3o de adultos residentes nas capitais e munic\u00edpios com 100 mil ou mais habitantes e caixas de com\u00e9rcio e servi\u00e7os. Para cada dos dois p\u00fablicos-alvos foram realizadas mil entrevistas, em abril deste ano.<\/p>\n<p>Kelly Oliveira \u2013 Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: Maria Claudia<br \/>\n20\/07\/2018 <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Parte da popula\u00e7\u00e3o brasileira ainda tem o h\u00e1bito de guardar moedas em casa. Estudo divulgado pelo Banco Central (BC) mostra que 19,3% da popula\u00e7\u00e3o guarda moedas por mais de seis meses. 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