{"id":146228,"date":"2018-07-16T00:06:50","date_gmt":"2018-07-16T03:06:50","guid":{"rendered":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=146228"},"modified":"2018-07-16T00:06:50","modified_gmt":"2018-07-16T03:06:50","slug":"investimento-em-ciencia-e-tecnologia-cresce-abaixo-do-pib-global","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2018\/investimento-em-ciencia-e-tecnologia-cresce-abaixo-do-pib-global\/146228","title":{"rendered":"Investimento em ci\u00eancia e tecnologia cresce abaixo do PIB global"},"content":{"rendered":"<p> O <strong><em>investimento em pesquisa e desenvolvimento<\/em><\/strong> cresceu 3% em 2016 no mundo. O aporte de recursos nesta \u00e1rea mais do que dobrou nos \u00faltimos 20 anos (1996-2016). Contudo, ainda est\u00e1 abaixo do patamar anterior \u00e0 crise de 2007-2008, quando o crescimento chegou a 6,7%. Al\u00e9m disso, o n\u00edvel anual de crescimento vem caindo desde 2013, quando esteve em quase 5%.<\/p>\n<p>A informa\u00e7\u00e3o \u00e9 do estudo \u00cdndice Global de Inova\u00e7\u00e3o, uma iniciativa da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Propriedade Intelectual, com participa\u00e7\u00e3o do Brasil por meio da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI).<\/p>\n<p>O \u00edndice (3%) foi menor do que o registrado para o total de riqueza, em que \u00e9 usado o indicador do Produto Interno Bruto (PIB) global acumulado, que ficou em 3,3% em 2016.<\/p>\n<p>Quando considerado o investimento em Pesquisa e Desenvolvimento de empresas, o desempenho melhora um pouco, chegando a 4,2% no mesmo ano. Mas tamb\u00e9m neste caso, o percentual \u00e9 quase a metade dos patamares no momento pr\u00e9-crise de 2007-2008, quando o crescimento da aplica\u00e7\u00e3o de recursos por empresas chegou a 8,1%.<\/p>\n<p>Desigualdade na inova\u00e7\u00e3o<br \/>\nUm primeiro desafio \u00e9 a supera\u00e7\u00e3o da desigualdade nos investimentos entre pa\u00edses ricos e pobres. \u201cA diferen\u00e7a na inova\u00e7\u00e3o global permanece ampla, com economias mais ricas liderando o cen\u00e1rio de inova\u00e7\u00e3o e grandes hiatos em termos de praticamente todos os indicadores de inova\u00e7\u00e3o entre esses l\u00edderes e outras na\u00e7\u00f5es menos desenvolvidas\u201d, pontua o relat\u00f3rio.<\/p>\n<p>Na\u00e7\u00f5es da Am\u00e9rica Latina, da \u00c1frica e da \u00c1sia Central ainda precisam, na avalia\u00e7\u00e3o dos autores, seguir exemplos de experi\u00eancias bem-sucedidas como a da China. O pa\u00eds figura na 17\u00aa posi\u00e7\u00e3o no ranking do \u00cdndice Global de Inova\u00e7\u00e3o, mas j\u00e1 ocupa a lideran\u00e7a em volume de investimento em Pesquisa e Desenvolvimento, publica\u00e7\u00f5es e patentes. O estudo destaca pa\u00edses de renda m\u00e9dia com bons desempenhos em inova\u00e7\u00e3o, como Col\u00f4mbia, S\u00e9rvia, Tail\u00e2ndia, Costa Rica e Mong\u00f3lia.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o dos autores, um caminho seria um esfor\u00e7o de redu\u00e7\u00e3o dos protecionismos que permita uma din\u00e2mica de gera\u00e7\u00e3o de novos conhecimentos e de inova\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, defendem pol\u00edticas p\u00fablicas na melhoria dos diversos aspectos analisados para a qualifica\u00e7\u00e3o da inova\u00e7\u00e3o, como a educa\u00e7\u00e3o, a melhoria do ambiente de neg\u00f3cios, a melhoria da pesquisa cient\u00edfica e produ\u00e7\u00e3o de patentes, mais investimentos em Pesquisa e Desenvolvimento e o est\u00edmulo \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o de produtos de alta tecnologia.<\/p>\n<p>Energia renov\u00e1vel<br \/>\nO mesmo estudo aponta que os pa\u00edses devem investir mais na prioriza\u00e7\u00e3o de fontes alternativas de energia. Segundo as estimativas dos autores, at\u00e9 2040 o mundo estar\u00e1 usando 30% mais eletricidade do que atualmente. E as matrizes atuais s\u00e3o consideradas insustent\u00e1veis frente ao cen\u00e1rio das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/p>\n<p>O fortalecimento das fontes alternativas passa sobretudo pela inova\u00e7\u00e3o. Mas as novidades tecnol\u00f3gicas neste campo est\u00e3o sendo produzidas com diferentes objetivos entre os pa\u00edses. Para avan\u00e7ar rumo a uma transi\u00e7\u00e3o da matriz energ\u00e9tica, as pol\u00edticas p\u00fablicas conduzidas pelos Estados \u00e9 apontada como frente central.<\/p>\n<p>Para os especialistas, a inova\u00e7\u00e3o j\u00e1 avan\u00e7a para a redu\u00e7\u00e3o de custos de energias renov\u00e1veis, como solar e e\u00f3lica, e medidas de efici\u00eancia energ\u00e9tica (que reduzem o consumo). Mas, al\u00e9m de fontes mais limpas, novas tecnologias podem contribuir no consumo regulado de forma eficiente em cidades inteligentes e na otimiza\u00e7\u00e3o do armazenamento e distribui\u00e7\u00e3o de redes el\u00e9tricas inteligentes.<\/p>\n<p>Um exemplo positivo mencionado no relat\u00f3rio \u00e9 a aplica\u00e7\u00e3o de patentes em tecnologia verde. Entre 2007 e 2013, o n\u00famero dobrou, saindo de nove para 18 mil. Em seguida, houve uma queda de at\u00e9 15 mil pedidos anuais em 2016, com um leve aumento em 2017.<\/p>\n<p>Contudo, os investimentos em fontes renov\u00e1veis de energia entraram em uma fase de estagna\u00e7\u00e3o a partir de 2011, ap\u00f3s crescerem em m\u00e9dia 32% ao ano desde 2004. Em 2017, o crescimento em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior foi de 2%.<\/p>\n<p>Jonas Valente \u2013 Rep\u00f3rter Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: Carolina Pimentel<br \/>\n16\/07\/2018<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O investimento em pesquisa e desenvolvimento cresceu 3% em 2016 no mundo. O aporte de recursos nesta \u00e1rea mais do que dobrou nos \u00faltimos 20 anos (1996-2016). Contudo, ainda est\u00e1 abaixo do patamar anterior \u00e0 crise de 2007-2008, quando o crescimento chegou a 6,7%. 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