{"id":14621,"date":"2009-10-20T18:12:08","date_gmt":"2009-10-20T22:12:08","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=14621"},"modified":"2009-10-20T18:12:08","modified_gmt":"2009-10-20T22:12:08","slug":"estudo-mostra-que-cura-da-hepatite-c-atinge-66-dos-tratamentos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2009\/estudo-mostra-que-cura-da-hepatite-c-atinge-66-dos-tratamentos\/14621","title":{"rendered":"Estudo mostra que cura da hepatite C atinge 66% dos tratamentos"},"content":{"rendered":"<p>Publica\u00e7\u00f5es internacionais e estudos apresentados em Congresso Brasileiro trazem nova esperan\u00e7a a pacientes portadores do v\u00edrus da <strong>hepatite C<\/strong>. No Pa\u00eds, doen\u00e7a ainda \u00e9 subdiagnosticada. Ao longo dos \u00faltimos anos, muitos avan\u00e7os mostraram que a cura para a hepatite C, uma doen\u00e7a que atinge mais de 3 milh\u00f5es de brasileiros, \u00e9 poss\u00edvel. A pr\u00f3xima edi\u00e7\u00e3o da revista m\u00e9dica Gastroenterology traz os resultados de um estudo que refor\u00e7a justamente este avan\u00e7o na luta contra a doen\u00e7a e renova as esperan\u00e7as dos pacientes com o <strong>v\u00edrus HCV<\/strong>.<\/p>\n<p>Realizado em Mil\u00e3o, na It\u00e1lia, com cerca de 450 pacientes, o estudo MIST (Milan Safety Tolerability Study) avaliou taxas de cura de pacientes com diferentes tipos de hepatite C e comparou a efic\u00e1cia dos tratamentos dispon\u00edveis atualmente &#8211; os interferons peguilados &#8211; Pegasys (peginterferon alfa-2a) e PegIntron (alfapeginterferona 2b).<\/p>\n<p>Resultados do MIST mostram que a chance de cura pode chegar a 66% nos pacientes analisados. Al\u00e9m disso, o estudo comprovou que pessoas com cirrose tamb\u00e9m apresentaram taxas de cura pr\u00f3ximas a 50%, consideradas altas.<\/p>\n<p>Ao comparar os dois interferons peguilados dispon\u00edveis para o tratamento da doen\u00e7a, o MIST concluiu que o tratamento com o interferon peguilado alfa 2a \u00e9 superior ao alfapeginterferona 2b. Os dois medicamentos s\u00e3o injet\u00e1veis e representam uma evolu\u00e7\u00e3o do interferon convencional, com uma dose semanal e mais efic\u00e1cia no tratamento da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>Estudos brasileiros<\/p>\n<p>No Brasil, os medicamentos para tratamento da hepatite C est\u00e3o dispon\u00edveis e as taxas de cura tamb\u00e9m s\u00e3o significativas. Hepatologistas, gastroenterologistas e outros especialistas de todo o Pa\u00eds se reuniram na \u00faltima semana para o Congresso Brasileiro de Hepatologia, em Gramado (RS). O evento apresentou estudos em torno das terapias e perspectivas de cura para a hepatite cr\u00f4nica C.<\/p>\n<p>Em Minas Gerais, um estudo do Ambulat\u00f3rio de Hepatites Virais da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) encontrou taxas satisfat\u00f3rias de cura cl\u00ednica da hepatite C &#8211; cerca de 54% dos pacientes tratados com Pegasys (peginterferon alfa-2a) alcan\u00e7aram resposta e 35,8% das pessoas que receberam PegIntron (alfapeginterferona 2b). Em S\u00e3o Paulo, o especialista Hoel Sette tamb\u00e9m identificou respostas satisfat\u00f3rias. Um de seus estudos alcan\u00e7ou resultados de mais de 60% de taxa de cura com Pegasys (peginterferon alfa-2a). O Congresso trouxe tamb\u00e9m resultados de estudos com novos medicamentos que podem elevar a chance de cura da hepatite C para mais de 75%.<\/p>\n<p>&#8220;Os resultados s\u00e3o uma boa not\u00edcia para os pacientes com o v\u00edrus. No entanto, o tratamento da doen\u00e7a esbarra em um fator ainda mais importante &#8211; a subnotifica\u00e7\u00e3o de novos casos&#8221;, explica o especialista Dr. Hoel Sette, dono de um dos estudos sobre o tratamento da hepatite C. De acordo com estimativas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, cerca de 3 milh\u00f5es de brasileiros est\u00e3o infectados com o v\u00edrus e n\u00e3o sabem de sua situa\u00e7\u00e3o. Sem o diagn\u00f3stico, as chances de resposta podem diminuir com a progress\u00e3o da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>Sobre a Hepatite C<\/p>\n<p>A hepatite C atinge cerca de 180 milh\u00f5es de indiv\u00edduos em todo o mundo e pode ser fatal se n\u00e3o for diagnosticada e tratada precocemente. Como age de maneira silenciosa, sem apresentar sintomas, cerca de 90% dos infectados n\u00e3o sabem que est\u00e3o com a doen\u00e7a.<\/p>\n<p>A enfermidade pode evoluir para quadros graves, como cirrose ou c\u00e2ncer, sem que o paciente perceba o risco que ela representa para sua sa\u00fade e isso a torna a principal causa de transplante de f\u00edgado no pa\u00eds.<\/p>\n<p>De acordo com estimativas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, cerca de 3 milh\u00f5es de brasileiros podem estar infectados pelo v\u00edrus da hepatite C, ou seja, 1,5% da popula\u00e7\u00e3o. As estat\u00edsticas tamb\u00e9m mostram que a hepatite C infecta hoje cinco vezes mais brasileiros que a Aids.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Publica\u00e7\u00f5es internacionais e estudos apresentados em Congresso Brasileiro trazem nova esperan\u00e7a a pacientes portadores do v\u00edrus da hepatite C. No Pa\u00eds, doen\u00e7a ainda \u00e9 subdiagnosticada. 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