{"id":145769,"date":"2018-07-10T00:56:31","date_gmt":"2018-07-10T03:56:31","guid":{"rendered":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=145769"},"modified":"2018-07-10T00:56:31","modified_gmt":"2018-07-10T03:56:31","slug":"governo-injetou-r-2335-bilhoes-na-economia-em-quase-tres-meses","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2018\/governo-injetou-r-2335-bilhoes-na-economia-em-quase-tres-meses\/145769","title":{"rendered":"Governo injetou R$ 233,5 bilh\u00f5es na economia em quase tr\u00eas meses"},"content":{"rendered":"<p> Em quase tr\u00eas meses de <strong><em>instabilidade no mercado financeiro<\/em><\/strong>, o governo injetou R$ 233,5 bilh\u00f5es na economia. O valor foi obtido pela Ag\u00eancia Brasil com base em comunicados do Banco Central (BC), que tem atuado para segurar o d\u00f3lar, e do Tesouro Nacional, que tem recomprado t\u00edtulos p\u00fablicos para garantir a estabilidade.<\/p>\n<p>Somente o BC injetou US$ 54,09 bilh\u00f5es \u2013 o equivalente a R$ 209,27 bilh\u00f5es pela cota\u00e7\u00e3o de quinta-feira (5) da moeda norte-americana (R$ 3,869) \u2013 no mercado desde 18 de maio, quando anunciou que atuaria de forma mais agressiva para conter a alta do d\u00f3lar. Desse total, US$ 43,44 bilh\u00f5es (R$ 168,07 bilh\u00f5es) decorreram de leil\u00f5es de novos contratos de swap cambial (venda de d\u00f3lares no mercado futuro) e US$ 10,65 bilh\u00f5es (R$ 41,2 bilh\u00f5es) v\u00eam de leil\u00f5es de d\u00f3lares das reservas internacionais com compromisso de recompra, ocorridos na \u00faltima semana de junho.<\/p>\n<p>Desde 28 de maio, quando iniciou os leil\u00f5es de recompra, at\u00e9 a \u00faltima quarta-feira (4), o Tesouro Nacional readquiriu US$ 24,228 bilh\u00f5es em t\u00edtulos prefixados e corrigidos pela infla\u00e7\u00e3o de m\u00e9dio e de longo prazo. O dinheiro vem do colch\u00e3o da d\u00edvida p\u00fablica, reserva financeira usada em momentos de instabilidade, que caiu de R$ 575 bilh\u00f5es para R$ 551 bilh\u00f5es desde o in\u00edcio do programa de recompras<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o aos swaps cambiais, o levantamento referente ao Banco Central inclui apenas os leil\u00f5es de novos contratos, n\u00e3o a rolagem (renova\u00e7\u00e3o) dos contratos existentes. Desde 23 de junho, a autoridade monet\u00e1ria deixou de ofertar novos lotes, apenas renovando o montante de contratos de swap em circula\u00e7\u00e3o, em que troca contratos prestes a vencer por contratos com vencimento daqui a alguns meses.<\/p>\n<p>Interven\u00e7\u00e3o cambial<\/p>\n<p>Criados em 2001, os swaps cambiais funcionam como uma venda de d\u00f3lares no mercado futuro, que permitem ao Banco Central intervir no c\u00e2mbio sem queimar reservas internacionais. Nessas opera\u00e7\u00f5es, o BC aposta que os d\u00f3lares v\u00e3o subir mais que os juros futuros. Os investidores apostam o contr\u00e1rio. No fim, ocorre uma troca de rendimentos que resulta em preju\u00edzo para a autoridade monet\u00e1ria caso o d\u00f3lar aumente mais que os juros.<\/p>\n<p>Nos leil\u00f5es com compromisso de recompra, o BC de fato leiloa dinheiro das reservas internacionais, mas compromete-se a pegar o dinheiro de volta meses mais tarde, quando o mercado financeiro estiver menos conturbado. Atualmente, as reservas internacionais do Brasil somam em torno de US$ 380 bilh\u00f5es (R$ 1,47 trilh\u00e3o, segundo o c\u00e2mbio de sexta-feira, 6).<\/p>\n<p>Tranquilidade no mercado<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o aos t\u00edtulos p\u00fablicos, o Tesouro Nacional informa que as recompras de pap\u00e9is, que come\u00e7aram durante a paralisa\u00e7\u00e3o dos caminhoneiros, t\u00eam como objetivo diminuir a instabilidade no sistema financeiro, fornecer um referencial de pre\u00e7os para o mercado e diminuir o risco de pap\u00e9is prefixados de prazo mais longo e taxas maiores em circula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Normalmente, os investidores que querem se desfazer dos t\u00edtulos p\u00fablicos e embolsar os ganhos at\u00e9 o momento os vendem no chamado mercado secund\u00e1rio, onde os pap\u00e9is j\u00e1 emitidos pelo Tesouro trocam de m\u00e3os. No entanto, em momentos de instabilidade, o excesso de vendedores no mercado secund\u00e1rio faz o pre\u00e7o dos t\u00edtulos despencar.<\/p>\n<p>Para evitar que os investidores vendam pap\u00e9is com elevado des\u00e1gio, o Tesouro Nacional entra no mercado para comprar t\u00edtulos, pagando pre\u00e7os melhores. Ao atuar no sistema financeiro, o Tesouro tamb\u00e9m fornece uma refer\u00eancia para o mercado secund\u00e1rio, que ter\u00e1 que oferecer pre\u00e7os mais atraentes para os investidores que querem se desfazer dos pap\u00e9is. Para o governo, a recompra ajuda ainda a retirar do mercado pap\u00e9is mais afetados pela turbul\u00eancia financeira, reduzindo o custo da d\u00edvida p\u00fablica para o Tesouro.<\/p>\n<p> Wellton M\u00e1ximo \u2013 Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: Gra\u00e7a Adjuto<br \/>\n10\/07\/2018<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em quase tr\u00eas meses de instabilidade no mercado financeiro, o governo injetou R$ 233,5 bilh\u00f5es na economia. O valor foi obtido pela Ag\u00eancia Brasil com base em comunicados do Banco Central (BC), que tem atuado para segurar o d\u00f3lar, e do Tesouro Nacional, que tem recomprado t\u00edtulos p\u00fablicos para garantir a estabilidade. 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