{"id":145215,"date":"2018-07-02T00:03:49","date_gmt":"2018-07-02T03:03:49","guid":{"rendered":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=145215"},"modified":"2018-07-02T00:03:49","modified_gmt":"2018-07-02T03:03:49","slug":"redes-sociais-sao-aliadas-na-previsao-de-catastrofes-ambientais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2018\/redes-sociais-sao-aliadas-na-previsao-de-catastrofes-ambientais\/145215","title":{"rendered":"Redes sociais s\u00e3o aliadas na previs\u00e3o de cat\u00e1strofes ambientais"},"content":{"rendered":"<p> O potencial das redes sociais vai muito al\u00e9m dos relacionamentos interpessoais: elas podem ajudar, inclusive, a monitorar e at\u00e9 mesmo prever cat\u00e1strofes ambientais. Foi com esse prop\u00f3sito que uma equipe de cinco pesquisadores do Instituto de Ci\u00eancias Matem\u00e1ticas e de Computa\u00e7\u00e3o (ICMC) da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), em S\u00e3o Carlos, criou uma <strong><em>t\u00e9cnica computacional<\/em><\/strong> capaz de entender como publica\u00e7\u00f5es no Twitter conseguem representar fen\u00f4menos naturais, no caso, chuvas e enchentes.<\/p>\n<p>Liderada pelo professor Jo\u00e3o Porto de Albuquerque, a equipe tem como principal objetivo amplificar as \u00e1reas de monitoramento, para, no futuro, conseguir prever acidentes. Durante as pesquisas, foram analisados quase 16 milh\u00f5es de \u201ctu\u00edtes\u201d \u2013 o que permitiu descobrir que esse tipo de an\u00e1lise de dados pode ser usado como m\u00e9todo de preven\u00e7\u00e3o e melhorar os sistemas de alertas j\u00e1 existentes, como \u00e9 o caso das notifica\u00e7\u00f5es do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e do Climatempo.<\/p>\n<p>De acordo com Sidgley Camargo de Andrade, doutorando do ICMC e um dos pesquisadores do projeto, o monitoramento das chuvas \u00e9 feito por pluvi\u00f4metros, radares meteorol\u00f3gicos e sat\u00e9lites. Por serem de alto custo, esses instrumentos possuem limita\u00e7\u00f5es em sua cobertura espacial. Al\u00e9m disso, a manuten\u00e7\u00e3o desses sensores f\u00edsicos tem de ser regular.<\/p>\n<p>\u201cHoje existem cerca de cinco mil desses sensores no Brasil. Em S\u00e3o Carlos, existem tr\u00eas, mas s\u00f3 um funciona. Se chover forte em alguns desses pontos onde os sensores est\u00e3o quebrados, n\u00e3o h\u00e1 informa\u00e7\u00e3o a ser registrada. Ent\u00e3o, \u00e9 vantajoso monitorar dados de publica\u00e7\u00f5es do Twitter\u201d, esclarece Andrade. Ele tamb\u00e9m explica que as pessoas publicam de v\u00e1rios lugares, portanto, o monitoramento humano \u00e9 feito de forma distribu\u00edda \u2013 e tudo isso com um custo baix\u00edssimo.<\/p>\n<p>Um dos desafios do projeto \u00e9 encontrar uma correla\u00e7\u00e3o de dados entre os sensores f\u00edsicos e os sensores humanos, j\u00e1 que eles s\u00e3o estimulados de formas diferentes. Ou seja, a principal dificuldade \u00e9 conseguir transformar os dados qualitativos de um tu\u00edte em dados quantitativos \u2013 para isso, os pesquisadores tiveram que criar crit\u00e9rios de avalia\u00e7\u00e3o. Um dos crit\u00e9rios utilizados \u00e9 a frequ\u00eancia de palavras-chaves como chuva e tempestade. Um outro crit\u00e9rio s\u00e3o as pondera\u00e7\u00f5es de regi\u00f5es. Ou seja, notou-se que regi\u00f5es centrais \u201ctuitavam\u201d mais do que regi\u00f5es perif\u00e9ricas, o que aumentava o volume de dados.<\/p>\n<p>Com os estudos dessa rela\u00e7\u00e3o entres os dados dos sensores, foi poss\u00edvel descobrir tamb\u00e9m que existe um tempo de rea\u00e7\u00e3o de ambos em rela\u00e7\u00e3o ao fen\u00f4meno, que pode variar de 10 minutos antes do acontecimento at\u00e9 10 minutos depois. \u201cAs pessoas costumam publicar suas expectativas em rela\u00e7\u00e3o ao clima, ent\u00e3o, elas podem postar que o tempo est\u00e1 fechando, por exemplo, e esse mecanismo ajuda a identificar poss\u00edveis ind\u00edcios de que algo vai acontecer\u201d, explica Andrade.<\/p>\n<p>De acordo com os autores, o Twitter \u00e9 a melhor rede social para esse tipo de an\u00e1lise. Segundo eles, a coleta de dados da rede \u00e9 mais simples do que a do Facebook, por exemplo. A principal fun\u00e7\u00e3o do Twitter \u00e9 publicar mensagens curtas, o que facilita esse recolhimento de informa\u00e7\u00f5es. Al\u00e9m disso, a rede possibilita que as contas de outras redes sociais sejam sincronizadas e essa ferramenta n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel no Facebook.<\/p>\n<p>Todas as ferramentas poss\u00edveis<\/p>\n<p>A fim de contribuir para esse sistema de preven\u00e7\u00e3o e alerta, pesquisadores da USP criaram no in\u00edcio deste ano o e-No\u00e9, uma rede de sensores sem fio para monitorar rios e c\u00f3rregos urbanos.<\/p>\n<p>O dispositivo, j\u00e1 em opera\u00e7\u00e3o, \u00e9 formado por um conjunto de sensores submersos instalados em v\u00e1rios pontos do rio sujeitos a alagamentos. Conectados entre si por uma rede sem fio, esses sensores detectam altera\u00e7\u00f5es na altura da coluna d\u2019\u00e1gua.<\/p>\n<p>Paralelamente, c\u00e2meras fotografam o leito do rio, registrando o n\u00edvel das \u00e1guas. As imagens e as informa\u00e7\u00f5es dos sensores s\u00e3o enviadas por sinal de celular para uma infraestrutura de nuvem, onde s\u00e3o acessadas pela Defesa Civil da cidade.<\/p>\n<p>\u201cDiferentemente da hidrometria convencional, em que os dados s\u00f3 s\u00e3o coletados quando o usu\u00e1rio vai at\u00e9 a esta\u00e7\u00e3o para extra\u00ed-los, numa rede de sensores sem fio, como a nossa, as informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o transmitidas em tempo real para os interessados. O pr\u00f3prio sistema pode emitir automaticamente alertas de enchentes\u201d, afirma o cientista da computa\u00e7\u00e3o J\u00f3 Ueyama, do Instituto de Ci\u00eancias Matem\u00e1ticas e de Computa\u00e7\u00e3o (ICMC) da USP em S\u00e3o Carlos e coordenador do projeto.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 um hardware para uso pr\u00f3prio. N\u00e3o est\u00e1 \u00e0 venda, mas comercializamos os servi\u00e7os de monitoramento, alertas e previs\u00f5es de inunda\u00e7\u00f5es\u201d, esclarece o engenheiro eletricista Flavio Conde, coordenador do Sistema de Alerta a Inunda\u00e7\u00f5es de S\u00e3o Paulo (Saisp). \u201cAssim como a nossa tecnologia, o sistema da USP pode ser interessante para a detec\u00e7\u00e3o de inunda\u00e7\u00f5es por ser de f\u00e1cil implanta\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>Do Portal do Governo SP<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O potencial das redes sociais vai muito al\u00e9m dos relacionamentos interpessoais: elas podem ajudar, inclusive, a monitorar e at\u00e9 mesmo prever cat\u00e1strofes ambientais. 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