{"id":144550,"date":"2018-06-22T00:06:33","date_gmt":"2018-06-22T03:06:33","guid":{"rendered":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=144550"},"modified":"2018-06-21T18:29:02","modified_gmt":"2018-06-21T21:29:02","slug":"brasil-perdeu-13-milhao-de-empregos-na-industria-entre-2013-e-2016","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2018\/brasil-perdeu-13-milhao-de-empregos-na-industria-entre-2013-e-2016\/144550","title":{"rendered":"Brasil perdeu 1,3 milh\u00e3o de empregos na ind\u00fastria entre 2013 e 2016"},"content":{"rendered":"<p> A <strong><em>crise econ\u00f4mica<\/em><\/strong> em 2014, 2015 e 2016 levou a ind\u00fastria brasileira ao menor n\u00famero de empregados desde 2007. No fim de 2016, o setor empregava 7,7 milh\u00f5es de pessoas \u2013 1,3 milh\u00e3o a menos que o pico atingido em 2013, quando mais de 9 milh\u00f5es de pessoas trabalhavam nas ind\u00fastrias do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Anual Empresa (PIA Empresa), que foi divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n<p>Para o gerente da pesquisa, Jurandir Oliveira, os resultados mostram uma queda substancial no emprego em 2016. A retra\u00e7\u00e3o anual foi a terceira consecutiva no n\u00famero de vagas e teve uma intensidade menor que a de 2015. Depois do pico atingido em 2013, o Brasil perdeu 2,55% das vagas em 2014, em rela\u00e7\u00e3o a 2013; 7,46% em 2015\/2014; e 4,92% em 2016\/2015. Se comparado a 2013, 2016 soma uma queda de 14,3%.<\/p>\n<p>Em n\u00fameros absolutos, a atividade industrial que mais fechou vagas foi a fabrica\u00e7\u00e3o de produtos minerais n\u00e3o met\u00e1licos. A perda de 56,5 mil vagas foi influenciada pela queda da demanda do setor de constru\u00e7\u00e3o civil, tamb\u00e9m relacionada \u00e0 crise econ\u00f4mica, explica Jurandir Oliveira.<\/p>\n<p>Em n\u00fameros relativos, no entanto, a pesquisa informa que a ind\u00fastria naval teve uma queda de 49% do pessoal ocupado em apenas dois anos. O setor tinha 61,5 mil vagas em 2014 e fechou 2016 com 31,5 mil. Grande parte dessa queda ocorreu no estado do Rio de Janeiro, onde 23 mil vagas foram fechadas, e o contingente de 31 mil trabalhadores caiu para apenas 8 mil.<\/p>\n<p>&#8220;O pessoal ocupado hoje representa 26% do que t\u00ednhamos em 2014. \u00c9 pouco mais de um quarto do que foi medido em 2014&#8221;, disse Jurandir, que acrescentou dados sobre o valor gerado pelo setor. &#8220;A produ\u00e7\u00e3o de 2016 \u00e9 29% da produ\u00e7\u00e3o de 2014. \u00c9 uma queda de pouco mais de 70% na produ\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>A atividade da ind\u00fastria com o maior n\u00famero de empregados em 2016 continuou sendo a Fabrica\u00e7\u00e3o de Produtos Aliment\u00edcios, que tinha 1,7 milh\u00e3o de postos de trabalho em 2016, ap\u00f3s um crescimento de 0,75% sobre 2015. A ind\u00fastria de alimentos responde por 22% das vagas da ind\u00fastria, e, segundo Jurandir Oliveira, \u00e9 mais resistente a condi\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas desfavor\u00e1veis.<\/p>\n<p>&#8220;A ind\u00fastria de alimentos sofre uma influ\u00eancia muito grande do pr\u00f3prio crescimento da popula\u00e7\u00e3o. Esse setor \u00e9 mais resistente porque a demanda \u00e9 sempre crescente independentemente at\u00e9 das condi\u00e7\u00f5es mais econ\u00f4micas. Ela cresce quase que vegetativamente&#8221;.<\/p>\n<p>Em termos de valor produzido pela ind\u00fastria, a fabrica\u00e7\u00e3o de produtos aliment\u00edcios \u00e9 a que mais agrega \u00e0 economia na maior parte dos estados, incluindo S\u00e3o Paulo, onde responde por 18,2% do total. Somente no Rio de Janeiro, Esp\u00edrito Santo e Pernambuco essa atividade n\u00e3o est\u00e1 entre as tr\u00eas mais importantes da ind\u00fastria.<\/p>\n<p>Menos empresas e investimentos<br \/>\nOutro dado que mostra a crise no setor \u00e9 a queda no n\u00famero de empresas, que chegou a 323,3 mil, depois de quatro anos seguidos de retra\u00e7\u00e3o. Em 2013, o Brasil tinha 334,9 mil empresas ativas na ind\u00fastria.<\/p>\n<p>Entre 2015 e 2016, a redu\u00e7\u00e3o do n\u00famero de ind\u00fastrias de extra\u00e7\u00e3o de minerais n\u00e3o met\u00e1licos chegou a mais de um quinto (21,02%). Por outro lado, as ind\u00fastrias de manuten\u00e7\u00e3o, repara\u00e7\u00e3o e instala\u00e7\u00e3o de m\u00e1quinas e equipamentos tiveram um aumento percentual de 13,62% no n\u00famero de empresas ativas.<\/p>\n<p>Os dados gerais tamb\u00e9m mostram queda nos investimentos, que recuaram de R$ 193,3 bilh\u00f5es em 2015 para R$ 185,9 bilh\u00f5es em 2016. Dois anos antes, em 2014, a ind\u00fastria brasileira investiu R$ 245,9 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Para o ano de 2017, Jurandir explica que a expectativa dos pesquisadores \u00e9 que os resultados da pesquisa acompanhem os n\u00fameros da economia. No ano passado, o PIB interrompeu a trajet\u00f3ria de queda e cresceu 1%, mas o crescimento foi puxado pelo crescimento de 13% na agropecu\u00e1ria, que teve uma safra recorde. A ind\u00fastria ficou est\u00e1vel, sem crescimento ou queda no valor que adiciona \u00e0 economia.<\/p>\n<p>&#8220;A tend\u00eancia \u00e9 que a pesquisa de 2017 v\u00e1 refletir o que a conjuntura j\u00e1 demonstrou, tanto para o lado do PIB quanto as estat\u00edsticas setoriais da ind\u00fastria que a gente divulga mensalmente&#8221;.<\/p>\n<p>Vin\u00edcius Lisboa &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: L\u00edlian Beraldo<br \/>\n22\/06\/2018<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A crise econ\u00f4mica em 2014, 2015 e 2016 levou a ind\u00fastria brasileira ao menor n\u00famero de empregados desde 2007. No fim de 2016, o setor empregava 7,7 milh\u00f5es de pessoas \u2013 1,3 milh\u00e3o a menos que o pico atingido em 2013, quando mais de 9 milh\u00f5es de pessoas trabalhavam nas ind\u00fastrias do pa\u00eds. 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