{"id":143857,"date":"2018-06-12T23:17:31","date_gmt":"2018-06-13T02:17:31","guid":{"rendered":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=143857"},"modified":"2018-06-12T23:17:31","modified_gmt":"2018-06-13T02:17:31","slug":"lucro-dos-bancos-corresponde-a-14-do-custo-do-credito","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2018\/lucro-dos-bancos-corresponde-a-14-do-custo-do-credito\/143857","title":{"rendered":"Lucro dos bancos corresponde a 14% do custo do cr\u00e9dito"},"content":{"rendered":"<p> O <strong><em>lucro dos bancos<\/em><\/strong> correspondeu a 14,04% do custo do cr\u00e9dito para fam\u00edlias e empresas, de acordo com dados divulgados pelo Banco Central (BC) no Relat\u00f3rio de Economia Banc\u00e1ria. Al\u00e9m da margem financeira (lucro) dos bancos, os custos do cr\u00e9dito s\u00e3o compostos por inadimpl\u00eancia (38,27%), despesas administrativas (25,55%) e tributos (22,13%). Esses dados s\u00e3o referentes ao ano passado.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o a 2016, o lucro respondeu por 14,41% do custo do cr\u00e9dito para o tomador, a inadimpl\u00eancia por 38,57%, as despesas administrativas, 24,23%, e os tributos, 22,79%.<\/p>\n<p> De acordo com o relat\u00f3rio, a amplia\u00e7\u00e3o da concorr\u00eancia pode tornar os empr\u00e9stimos mais baratos por meio da redu\u00e7\u00e3o dos lucros. Segundo o BC, ainda que o lucro tenha menor peso nos custos para o tomador de cr\u00e9dito, ampliar a concorr\u00eancia \u00e9 uma \u201cprioridade\u201d. \u201cA institui\u00e7\u00e3o [BC] vem tomando medidas para aumentar a disponibilidade de informa\u00e7\u00f5es \u00e0s institui\u00e7\u00f5es financeiras, adaptar a regula\u00e7\u00e3o de acordo com o porte da institui\u00e7\u00e3o financeira, fomentar a portabilidade de empr\u00e9stimos, facilitar o acesso ou mudan\u00e7a de institui\u00e7\u00e3o financeira pelos clientes e incentivar inova\u00e7\u00f5es financeiras\u201d, diz o BC.<\/p>\n<p>Para o diretor de Pol\u00edtica Econ\u00f4mica do BC, Carlos Viana, o custo do cr\u00e9dito no pa\u00eds precisa cair mais. Segundo ele, o \u201cesfor\u00e7o\u201d do Banco Central \u00e9 para que essa redu\u00e7\u00e3o seja feita de maneira \u201cestrutural e sustent\u00e1vel\u201d.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o s\u00f3 queremos como estamos trabalhando para que as taxas de juros caiam mais rapidamente\u201d, disse. Viana destacou que o peso da inadimpl\u00eancia \u00e9 elevado e para mudar isso \u00e9 preciso melhorar as garantias dos empr\u00e9stimos e investir em educa\u00e7\u00e3o financeira.<\/p>\n<p>Mudan\u00e7a na metodologia<br \/>\nO diretor explicou que houve uma mudan\u00e7a na metodologia do c\u00e1lculo do custo do cr\u00e9dito. Com isso, o peso dos custos administrativos passaram de cerca de 4% para 25% do custo do cr\u00e9dito. J\u00e1 a parcela do lucro dos bancos, que antes era de cerca de 23%, recuou para 14%.<\/p>\n<p>Segundo o diretor, anteriormente, subestimava-se o peso dos custos administrativos, ao subtrair as receitas com servi\u00e7os prestados pelos bancos. \u201cAnteriormente, a ideia era que os servi\u00e7os n\u00e3o eram nada mais do que uma atividade que ajudava a cobrir os custos\u201d, disse. Atualmente, segundo o diretor, os servi\u00e7os s\u00e3o considerados parte dos neg\u00f3cios do banco, ao lado do cr\u00e9dito.<\/p>\n<p>Concentra\u00e7\u00e3o banc\u00e1ria<br \/>\nPara o BC, maior concorr\u00eancia entre os bancos n\u00e3o requer necessariamente menor n\u00edvel de concentra\u00e7\u00e3o banc\u00e1ria (poucos bancos atuando no mercado). \u201cO Banco Central monitora a concentra\u00e7\u00e3o do Sistema Financeiro Nacional e est\u00e1 atento aos riscos para o sistema e aos poss\u00edveis efeitos sobre o spread [diferen\u00e7a entre taxa de capta\u00e7\u00e3o do dinheiro pelos bancos e a taxa cobrada dos clientes] banc\u00e1rio e outros pre\u00e7os. Entretanto, a rela\u00e7\u00e3o entre concentra\u00e7\u00e3o e spreads n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o direta quanto o senso comum pode sugerir\u201d, pondera. De acordo com o BC, outros fatores estruturais s\u00e3o importantes para se explicar o custo do cr\u00e9dito: despesas administrativas, impostos, margem financeira (lucro) e inadimpl\u00eancia.<\/p>\n<p>De acordo com o relat\u00f3rio, em 2016, o Brasil estava no grupo de pa\u00edses com os sistemas banc\u00e1rios mais concentrados, o que inclui Austr\u00e1lia, Canad\u00e1, Fran\u00e7a, Holanda e Su\u00e9cia.<\/p>\n<p>Crescimento do cr\u00e9dito<br \/>\nNo relat\u00f3rio, o BC projeta crescimento de 3% do cr\u00e9dito, este ano. Em mar\u00e7o, o BC divulgou proje\u00e7\u00e3o maior: 3,5%. O saldo do cr\u00e9dito para pessoas f\u00edsicas deve crescer 7%, enquanto para as empresas, a previs\u00e3o \u00e9 de queda de 2%.<\/p>\n<p>Kelly Oliveira \u2013 Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: Talita Cavalcante<br \/>\n12\/06\/2018<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O lucro dos bancos correspondeu a 14,04% do custo do cr\u00e9dito para fam\u00edlias e empresas, de acordo com dados divulgados pelo Banco Central (BC) no Relat\u00f3rio de Economia Banc\u00e1ria. Al\u00e9m da margem financeira (lucro) dos bancos, os custos do cr\u00e9dito s\u00e3o compostos por inadimpl\u00eancia (38,27%), despesas administrativas (25,55%) e tributos (22,13%). 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