{"id":142471,"date":"2018-05-25T15:41:25","date_gmt":"2018-05-25T18:41:25","guid":{"rendered":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=142471"},"modified":"2018-05-25T15:41:25","modified_gmt":"2018-05-25T18:41:25","slug":"fapesp-e-shell-lancam-centro-de-inovacao-em-novas-energias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2018\/fapesp-e-shell-lancam-centro-de-inovacao-em-novas-energias\/142471","title":{"rendered":"FAPESP e Shell lan\u00e7am Centro de Inova\u00e7\u00e3o em Novas Energias"},"content":{"rendered":"<p>Elton Alisson\u00a0\u00a0|\u00a0\u00a0Ag\u00eancia FAPESP\u00a0\u2013 A FAPESP, a Shell Brasil, as universidades Estadual de Campinas (Unicamp) e de S\u00e3o Paulo (USP) e o Instituto de Pesquisas Energ\u00e9ticas e Nucleares (Ipen), lan\u00e7aram nesta quarta-feira (23\/05), em um evento na sede da Funda\u00e7\u00e3o, o <strong><em>Centro de Inova\u00e7\u00e3o em Novas Energias<\/em><\/strong> (CINE). O centro receber\u00e1 investimento de R$ 110 milh\u00f5es em cinco anos, no \u00e2mbito do Programa FAPESP Centros de Pesquisa em Engenharia, para desenvolver novos dispositivos de armazenamento de energia com emiss\u00e3o zero (ou pr\u00f3ximo de zero) de gases de efeito estufa e que utilizem como combust\u00edvel fontes renov\u00e1veis, al\u00e9m de novas rotas tecnol\u00f3gicas para converter metano em produtos qu\u00edmicos, entre outros objetivos.<\/p>\n<p>A Shell aportar\u00e1 um total de at\u00e9 R$ 34,7 milh\u00f5es no novo centro, enquanto a FAPESP reservou um investimento de R$ 23,14 milh\u00f5es. Outra parcela, de R$ 53 milh\u00f5es, vir\u00e1 da Unicamp, USP e Ipen como contrapartida econ\u00f4mica, na forma de sal\u00e1rios de pesquisadores e de pessoal de apoio, infraestrutura e instala\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u201cEstou muito contente em participar desse evento de lan\u00e7amento do Centro de Inova\u00e7\u00e3o em Novas Energias porque ele abre novas fronteiras e combina as necessidades da FAPESP e da Shell em apoiar o desenvolvimento cient\u00edfico e tecnol\u00f3gico com o virtuosismo de cientistas, que querem expandir as fronteiras do conhecimento\u201d, disse Jos\u00e9 Goldemberg, presidente da FAPESP.<\/p>\n<p>\u201cFiquei muito satisfeito ao olhar as \u00e1reas de pesquisa que ser\u00e3o apoiadas no \u00e2mbito desse novo Centro nas quais tenho interesse pessoal\u201d, afirmou Goldemberg, que \u00e9 reconhecido como um dos maiores especialistas mundiais em energia.<\/p>\n<p>O CINE ter\u00e1 quatro divis\u00f5es de pesquisa, com sedes na Unicamp (Armazenamento Avan\u00e7ado de Energia e Portadores Densos de Energia), na USP (Ci\u00eancia de Materiais e Qu\u00edmicas Computacionais) e no Ipen (Rota Sustent\u00e1vel para a Convers\u00e3o de Metano com Tecnologias Qu\u00edmicas Avan\u00e7adas), e que desenvolver\u00e3o, ao todo, 20 projetos.<\/p>\n<p>A miss\u00e3o do centro ser\u00e1 produzir conhecimento na fronteira da pesquisa e, paralelamente, transferir tecnologia para o setor empresarial. As pesquisas poder\u00e3o gerar resultados que ser\u00e3o usados pela Shell para gerar\u00a0startups\u00a0ou firmar parcerias com outras empresas.<\/p>\n<p>\u201cUma das coisas que diferencia esse novo centro \u00e9 que os pesquisadores ligados a ele n\u00e3o pretendem fazer avan\u00e7os incrementais, mas realizar pesquisas avan\u00e7adas que possam ter impacto no mundo\u201d, disse Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor cient\u00edfico da FAPESP.<\/p>\n<p>\u201cTem sido um prazer trabalhar na cria\u00e7\u00e3o do CINE com a Shell, uma companhia que tem cientistas e entende a import\u00e2ncia de se fazer boa ci\u00eancia\u201d, disse.<\/p>\n<p>A FAPESP apoia Centros de Pesquisa em Engenharia em parceria com as empresas GSK, com sedes na Universidade Federal de S\u00e3o Carlos (UFSCar) e no Instituto Butantan; outro com a Shell, instalado na Escola Polit\u00e9cnica da USP; com a Peugeot Citro\u00ebn, na Unicamp; e mais um com a Natura, na USP.<\/p>\n<p>Est\u00e3o em vias de serem constitu\u00eddos outros centros em parceria com: Embrapa, em mudan\u00e7as clim\u00e1ticas; Statoil, em gerenciamento de reservat\u00f3rios e produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo e g\u00e1s; Usina S\u00e3o Martinho, em medidas sustent\u00e1veis para o controle de doen\u00e7as que afetam a cana-de-a\u00e7\u00facar; Koppert, em tema controle biol\u00f3gico de pragas.<\/p>\n<p>Transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica<\/p>\n<p>O Centro de Inova\u00e7\u00e3o em Novas Energias foi composto a partir de uma\u00a0\u00a0lan\u00e7ada pela FAPESP em parceria com a Shell em abril de 2017.<\/p>\n<p>A sele\u00e7\u00e3o, conclu\u00edda no in\u00edcio de 2018, aprovou as propostas dos pesquisadores\u00a0, da Faculdade de Engenharia Qu\u00edmica da Unicamp,\u00a0, do Instituto de Qu\u00edmica da Unicamp,\u00a0, do Ipen, e\u00a0, do Instituto de Qu\u00edmica de S\u00e3o Carlos, da USP.<\/p>\n<p>O\u00a0\u00a0entre a FAPESP e a Shell foi assinado em 2013. A parceria resultou, em 2015, na cria\u00e7\u00e3o do\u00a0\u00a0(RCGI, na sigla em ingl\u00eas), sediado na Escola Polit\u00e9cnica da USP.<\/p>\n<p>\u201cPara mim, especificamente, este evento de lan\u00e7amento do Centro de Inova\u00e7\u00e3o em Novas Energias faz parte de uma fant\u00e1stica jornada, iniciada exatamente em maio do ano passado [quando a FAPESP e a Shell lan\u00e7aram uma chamada para cria\u00e7\u00e3o do novo Centro]\u201d, disse Andr\u00e9 Ara\u00fajo, presidente da Shell Brasil.<\/p>\n<p>\u201cComo organiza\u00e7\u00e3o, temos falado muito nos \u00faltimos anos sobre transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica e vemos que este momento est\u00e1 chegando e deve se tornar realidade em breve\u201d, disse.<\/p>\n<p>De acordo com proje\u00e7\u00f5es apresentadas por Joep Huijsmans, l\u00edder da divis\u00e3o de pesquisa e tecnologia de novas energias da Shell, estima-se que, em 2050, a popula\u00e7\u00e3o mundial ser\u00e1 composta por, aproximadamente, 10 bilh\u00f5es de pessoas, das quais 50% dever\u00e3o morar em cidades.<\/p>\n<p>A demanda global de energia provavelmente ser\u00e1 quase 60% maior em 2060 do que hoje, com 2 bilh\u00f5es de ve\u00edculos em circula\u00e7\u00e3o no mundo, contra a frota atual de 800 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>\u201cA produ\u00e7\u00e3o de energia renov\u00e1vel poder\u00e1 triplicar at\u00e9 2050, mas ainda precisaremos de grandes quantidades de petr\u00f3leo e g\u00e1s para fornecer toda a gama de produtos energ\u00e9ticos de que o mundo precisa\u201d, estimou Huijsmans.<\/p>\n<p>Maciel Filho, coordenador de transfer\u00eancia tecnol\u00f3gica do Centro, tamb\u00e9m destacou que, em 2050, estima-se que a demanda por energia el\u00e9trica passe dos atuais 18% para 50%. \u201cO futuro sustent\u00e1vel demandar\u00e1 mais energia renov\u00e1vel, afim de diminuir as emiss\u00f5es de gases de efeito estufa\u201d, avaliou.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m participou da abertura do evento Jane Zheng, gerente-geral de Pesquisa e Desenvolvimento da Shell no Brasil.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Elton Alisson\u00a0\u00a0|\u00a0\u00a0Ag\u00eancia FAPESP\u00a0\u2013 A FAPESP, a Shell Brasil, as universidades Estadual de Campinas (Unicamp) e de S\u00e3o Paulo (USP) e o Instituto de Pesquisas Energ\u00e9ticas e Nucleares (Ipen), lan\u00e7aram nesta quarta-feira (23\/05), em um evento na sede da Funda\u00e7\u00e3o, o Centro de Inova\u00e7\u00e3o em Novas Energias (CINE). 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