{"id":14175,"date":"2009-10-14T21:47:18","date_gmt":"2009-10-15T01:47:18","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=14175"},"modified":"2009-10-14T21:50:35","modified_gmt":"2009-10-15T01:50:35","slug":"protozoario-encontrado-em-piscina-e-resistente-ao-tratamento-com-cloro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2009\/protozoario-encontrado-em-piscina-e-resistente-ao-tratamento-com-cloro\/14175","title":{"rendered":"Protozo\u00e1rio encontrado em piscina \u00e9 resistente ao tratamento com cloro"},"content":{"rendered":"<p>O Cryptosporidium causa uma doen\u00e7a chamada criptosporidiose. Os sintomas s\u00e3o diarr\u00e9ia, desidrata\u00e7\u00e3o, perda de peso, dor abdominal, febre, n\u00e1useas e v\u00f4mitos. E pode se tornar um caso de infec\u00e7\u00e3o cr\u00f4nica em pacientes com baixa imunidade, principalmente as crian\u00e7as. Portanto, \u00e9 preciso cuidar bem da piscina para que os usu\u00e1rios n\u00e3o sejam contaminados pelo protozo\u00e1rio. S\u00f3 a luz ultravioleta C atua diretamente no DNA do parasito, por isso \u00e9 capaz de inativ\u00e1-lo. O Pool Clean UVC da Sibrape \u00e9 pioneiro no Brasil em descontamina\u00e7\u00e3o de \u00e1gua de piscina por meio dessa luz germicida<\/p>\n<p>O<strong> <\/strong><em>Cryptosporidium<\/em><strong> <\/strong>\u00e9 transmitido na piscina de uma pessoa para outra por meio de oocistos, formas de resist\u00eancia com formato oval ou esf\u00e9rico, bem pequenas, que s\u00e3o eliminadas nas fezes de indiv\u00edduos infectados por essa parasitose. Os oocistos, muito resistentes ao cloro, \u201cabrigam\u201d o protozo\u00e1rio que permanece protegido das condi\u00e7\u00f5es adversas do ambiente.<br \/>\nA infec\u00e7\u00e3o se d\u00e1 quando a pessoa infectada vai ao banheiro, n\u00e3o faz a higiene adequada e em seguida entra na piscina. Os res\u00edduos fecais contendo oocistos contaminam a \u00e1gua e podem infectar outros indiv\u00edduos que, acidentalmente, a ingere. Os oocistos j\u00e1 saem nas fezes na forma infectante e permanecem resistentes no ambiente at\u00e9 tr\u00eas meses.<br \/>\n<em>\u201cOs pacientes infectados podem apresentar quadros de diarr\u00e9ia que, em alguns casos, podem ser severos, assemelhando-se \u00e0 colera. O acometimento varia de acordo com o estado de imunidade de cada pessoa. O per\u00edodo de incuba\u00e7\u00e3o vai de sete a 10 dias. E n\u00e3o existe, at\u00e9 o momento, um rem\u00e9dio altamente eficaz para o tratamento\u201d<\/em>, informa a infectologista Karen Mirna Loro Morej\u00f3n, que \u00e9 m\u00e9dica do departamento de mol\u00e9stias infecciosas do Hospital das Cl\u00ednicas.<br \/>\n<em>\u201cAproximadamente 17% dos casos de diarr\u00e9ia na popula\u00e7\u00e3o infantil s\u00e3o associados com infec\u00e7\u00e3o por Cryptosporidium.<\/em><strong> <\/strong><em>E como os oocistos s\u00e3o resistentes ao cloro, n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil a inativa\u00e7\u00e3o do protozo\u00e1rio\u201d<\/em>, explica a bi\u00f3loga e presidente da Sociedade Paulista de Parasitologia, Regina Maura Bueno Franco, que \u00e9 mestre e doutora em parasitologia e coordenadora do Programa de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Parasitologia da Unicamp, Universidade Estadual de Campinas-SP.<br \/>\nEm artigo cient\u00edfico publicado em revistas nacionais e internacionais, a bi\u00f3loga fala sobre a preocupa\u00e7\u00e3o que se deve ter com as \u00e1guas de recrea\u00e7\u00e3o, que constituem um risco de aquisi\u00e7\u00e3o desses agentes parasit\u00e1rios.<em>\u201cAs formas de resist\u00eancia desses protozo\u00e1rios s\u00e3o capazes de sobreviver aos processos de clora\u00e7\u00e3o da \u00e1gua e apresentam elevada persist\u00eancia \u00e0s condi\u00e7\u00f5es adversas ambientais\u201d,<\/em><strong> <\/strong>esclarece a bi\u00f3loga.<strong> <\/strong><em>A composi\u00e7\u00e3o da parede do oocisto faz com que ele seja imperme\u00e1vel a maior parte dos desinfectantes, inclusive o cloro. \u201cO parasito sobrevive longos per\u00edodos em ambientes \u00famidos e frios, sendo resistente n\u00e3o s\u00f3 \u00e0 clora\u00e7\u00e3o, como tamb\u00e9m \u00e0 ozoniza\u00e7\u00e3o\u201d<\/em>, completa a infectologista do HC.<br \/>\nAgora temos uma doen\u00e7a que \u00e9 resistente \u00e0 principal barreira usada para exterminar a maioria dos germes transmitidos na piscina, o que gera grande preocupa\u00e7\u00e3o. Muito h\u00e1 de se evoluir a respeito da preven\u00e7\u00e3o, mas a boa not\u00edcia \u00e9 que j\u00e1 existe um m\u00e9todo indicado para esse fim, que \u00e9 a luz ultravioleta.<strong> <\/strong><em>\u201cA luz ultravioleta atua diretamente no DNA do parasito e, dessa forma, ele n\u00e3o pode se multiplicar. Isso significa que o usu\u00e1rio da piscina pode at\u00e9 ingerir o oocisto presente em \u00e1guas que passam pela tecnologia de desinfec\u00e7\u00e3o por luz ultravioleta, mas n\u00e3o ir\u00e1 desenvolver a doen\u00e7a (criptospodiriose) porque a a\u00e7\u00e3o infectante do oocisto \u00e9 inativada pela luz, n\u00e3o sendo mais capaz de complementar seu ciclo biol\u00f3gico\u201d,<\/em><strong> <\/strong>acrescenta a coordenadora do Programa de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Parasitologia da Unicamp.<strong> <\/strong><br \/>\nO<strong> <\/strong><strong>Pool Clean UVC da Sibrape<\/strong>, sistema de descontamina\u00e7\u00e3o de \u00e1gua de piscinas por meio da luz ultravioleta, \u00e9 pioneiro no Brasil no oferecimento dessa tecnologia avan\u00e7ada.<strong> <\/strong><em>\u201cO equipamento combate todos os tipos de micro-organismos presentes na piscina, como o Cryptosporidium e tamb\u00e9m a Gi\u00e1rdia, que \u00e9 outro protozo\u00e1rio resistente ao cloro. O UVC \u00e9 o \u00fanico m\u00e9todo de descontamina\u00e7\u00e3o de \u00e1gua de piscinas que reduz a aplica\u00e7\u00e3o de processos qu\u00edmicos\u201d,<\/em><strong> <\/strong>informa o gerente de neg\u00f3cios da Sibrape UVC, Marcelo Sorrilha.<br \/>\nAo recircular, a \u00e1gua passa pelo filtro da piscina e, depois, pela poderosa luz germicida ultravioleta C do Pool Clean. Instantaneamente, os micro-organismos s\u00e3o eliminados. N\u00e3o existem riscos de alta dosagem, pois quanto mais a \u00e1gua passa pelo equipamento, mais descontaminada retorna \u00e0 piscina.<br \/>\nO Pool Clean est\u00e1 presente n\u00e3o s\u00f3 em resid\u00eancias, como tamb\u00e9m em hot\u00e9is, cl\u00ednicas, clubes e academias.<em>\u201cHoje, mais pessoas buscam alternativas de bem-estar e sa\u00fade, e uma piscina bem tratada, com baixa quantidade de cloro, \u00e9 uma delas. Os alunos ficam mais dispostos e as m\u00e3es notam a diferen\u00e7a\u201d<\/em>, comenta a propriet\u00e1ria da Belaqua Academia, de Ribeir\u00e3o Preto-SP, Rosana Vanzella. Essa nova \u00e1gua n\u00e3o resseca a pele, os cabelos e nem irrita os olhos.<strong> <\/strong><em>\u201cO cheiro de cloro sumiu, a \u00e1gua ficou leve e o rendimento nas aulas se tornou mais vis\u00edvel\u201d<\/em>, acrescenta o presidente do clube Associa\u00e7\u00e3o Atl\u00e9tica Botucatuense, de Botucatu-SP, Carlos Bonaldo.<br \/>\nExistem modelos de Pool Clean para cada tamanho de piscina. Todos v\u00eam com uma caixa de monitoramento inteligente para controlar a vida \u00fatil da l\u00e2mpada, uma at\u00e9 avisa quando a luz vai chegando ao fim.<br \/>\n<strong>Protozo\u00e1rio tamb\u00e9m contamina rios, lagos, mares e oceanos<\/strong><strong> <\/strong><br \/>\nQuando os oocistos do<strong> <\/strong><em>Cryptosporidium<\/em><strong> <\/strong>s\u00e3o direcionados para os esgotos juntamente com as fezes, os processos de tratamento (aer\u00f3bio ou anaer\u00f3bio: com ou sem oxig\u00eanio) n\u00e3o s\u00e3o totalmente eficazes na remo\u00e7\u00e3o desses protozo\u00e1rios. Pelo menos 20% permanecer\u00e3o no efluente e novamente ser\u00e3o lan\u00e7ados nos rios, lagos, mares e oceanos. Portanto, o grande potencial de veicula\u00e7\u00e3o h\u00eddrica do protozo\u00e1rio tamb\u00e9m tem despertado a aten\u00e7\u00e3o da Sa\u00fade P\u00fablica e tornou-se uma constante preocupa\u00e7\u00e3o para as empresas de saneamento que captam \u00e1gua dos mananciais e a tratam para distribuir \u00e0 popula\u00e7\u00e3o \u2014 o problema preocupa, ainda, a ind\u00fastria de alimentos pela ingest\u00e3o dos que s\u00e3o mal cozidos e contaminados pelo<strong> <\/strong><em>Cryptosporidium.<\/em><strong> <\/strong><br \/>\n<em>\u201cO protozo\u00e1rio j\u00e1 foi detectado no Rio Tiet\u00ea, em S\u00e3o Paulo-SP. Ele tamb\u00e9m aparece em serras e matas, onde passam \u00e1guas l\u00edmpidas e cristalinas. Isso \u00e9 v\u00e1lido, inclusive, como argumento para o uso do UV, quando pessoas querem simplesmente canalizar essas \u00e1guas para uma cisterna usando apenas cloro\u201d,<\/em><strong> <\/strong>alerta Roberto Santos, diretor da Technolamp, empresa especializada em tecnologias de ponta com aplica\u00e7\u00f5es em purifica\u00e7\u00e3o de \u00e1gua, desinfec\u00e7\u00e3o de efluentes e ambientes em geral.<br \/>\nO Centro de Vigil\u00e2ncia Epidemiol\u00f3gica mant\u00e9m um registro dos surtos da doen\u00e7a no estado de S\u00e3o Paulo. Os primeiros casos de criptosporidiose em ser humano aconteceram em 1976. Posteriormente, no in\u00edcio da d\u00e9cada de 80, uma s\u00e9rie de 21 registros chamou a aten\u00e7\u00e3o de especialistas em virtude dos fatores epidemiol\u00f3gicos em comum: as v\u00edtimas eram jovens, saud\u00e1veis e do sexo masculino.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Cryptosporidium causa uma doen\u00e7a chamada criptosporidiose. 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