{"id":140672,"date":"2018-05-03T00:31:57","date_gmt":"2018-05-03T03:31:57","guid":{"rendered":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=140672"},"modified":"2018-05-03T00:31:57","modified_gmt":"2018-05-03T03:31:57","slug":"estudar-diversao-e-coisa-seria-diz-o-neurocientista-michael-brecht","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2018\/estudar-diversao-e-coisa-seria-diz-o-neurocientista-michael-brecht\/140672","title":{"rendered":"&#8216;Estudar divers\u00e3o \u00e9 coisa s\u00e9ria&#8217;, diz o neurocientista Michael Brecht"},"content":{"rendered":"<p> Karina Toledo\u00a0 |\u00a0 Ag\u00eancia FAPESP\u00a0\u2013 O neurocientista alem\u00e3o Michael Brecht passa boa parte de seu tempo fazendo c\u00f3cegas em ratos. Mas n\u00e3o se trata de um passatempo ou brincadeira e sim de uma pesquisa que tem como objetvo investigar o <strong><em>comportamento de brincar<\/em><\/strong> e o apre\u00e7o pela divers\u00e3o que roedores e humanos compartilham ao longo de milh\u00f5es de anos de evolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cA maioria das pessoas acredita que \u00e9 mais importante estudar a dor, a depress\u00e3o ou o autismo. Classicamente, esses s\u00e3o os temas que recebem financiamento. A neuroci\u00eancia da divers\u00e3o \u00e9 ainda pouco explorada. Pensam que se trata de um assunto simples e pouco s\u00e9rio. Mas ambas as suposi\u00e7\u00f5es est\u00e3o erradas\u201d, disse Brecht em entrevista \u00e0\u00a0Ag\u00eancia FAPESP.<\/p>\n<p>A liberdade para coordenar uma linha de pesquisa t\u00e3o pouco usual no meio acad\u00eamico deve-se, segundo Brecht, \u00e0 sua indica\u00e7\u00e3o para o Pr\u00eamio Gottfried Wilheim Leibniz, considerado o Nobel alem\u00e3o. Os vencedores recebem at\u00e9 \u20ac 2,5 milh\u00f5es da Sociedade Alem\u00e3 de Amparo \u00e0 Pesquisa (DFG) para serem investidos em novos estudos ao longo de sete anos.<\/p>\n<p>Brecht foi premiado em 2012 pelo desenvolvimento de uma t\u00e9cnica que permite medir a atividade el\u00e9trica de neur\u00f4nios de animais em movimento \u2013 conhecida como\u00a0in vivo whole cell recording. \u201cO m\u00e9todo abriu novas possibilidade de pesquisa, como investigar os efeitos das intera\u00e7\u00f5es sociais e do toque sexual no c\u00e9rebro de ratos\u201d, disse.<\/p>\n<p>Professor do Bernstein Center for Computational Neuroscience (BCCN) e da Humboldt University, ambos em Berlim, Brecht esteve na sede da FAPESP no dia 24 de abril, onde apresentou a palestra \u201cSex, Touch &amp; Tickle \u2013 the Cortical Neurobiology of Physical Contact\u201d (Sexo, Toque e C\u00f3cegas \u2013 A Neurobiologia Cortical do Contato F\u00edsico).<\/p>\n<p>O evento integra o programa Leibniz Lecture \u2013 uma estrat\u00e9gia da DFG para estimular o di\u00e1logo entre os vencedores do Pr\u00eamio Leibniz e a comunidade cient\u00edfica.<\/p>\n<p>Na entrevista concedida \u00e0\u00a0Ag\u00eancia FAPESP\u00a0durante sua visita, Brecht falou sobre estudos que ajudam a entender a fun\u00e7\u00e3o social das c\u00f3cegas e do comportamento de brincar entre mam\u00edferos, bem como as mudan\u00e7as dram\u00e1ticas que o toque sexual na fase pr\u00e9-puberal pode induzir no c\u00e9rebro e em todo o corpo. Leia a seguir os principais trechos da conversa.<\/p>\n<p>Ag\u00eancia FAPESP\u00a0\u2013 O t\u00edtulo de sua palestra inclui as palavras sexo, toque e c\u00f3cegas. Como esses tr\u00eas elementos est\u00e3o conectados em sua linha de pesquisa?<br \/>\nMichael Brecht\u00a0\u2013 Estamos interessados em intera\u00e7\u00f5es sociais e uma forma de abordar essa quest\u00e3o tem sido por meio do toque. No meu p\u00f3s-doutorado, estudei est\u00edmulos t\u00e1teis muito simples. Por exemplo, o que acontece quando mexemos em uma \u00fanica vibrissa de um rato. Descobri, na \u00e9poca, que com esse est\u00edmulo simples n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel ter uma ideia ampla do que ocorre no c\u00e9rebro do animal em situa\u00e7\u00f5es reais. Ultimamente, temos explorado aspectos relacionados ao toque social e como ele \u00e9 representado no c\u00e9rebro. Focamos principalmente no toque sexual e nas c\u00f3cegas.<\/p>\n<p>Ag\u00eancia FAPESP\u00a0\u2013 Que tipo de experimentos com animais t\u00eam sido feitos para explorar esse tema?<br \/>\nBrecht\u00a0\u2013 Estudamos ratos porque s\u00e3o animais muito brincalh\u00f5es. Foi uma grande surpresa para mim quando, h\u00e1 20 anos, foi publicada uma pesquisa sugerindo que ratos s\u00e3o sens\u00edveis a c\u00f3cegas e apreciam quando lhes provocamos essa sensa\u00e7\u00e3o. A comunidade cient\u00edfica se mostrou muito c\u00e9tica na \u00e9poca. A ideia de que um rato sente c\u00f3cegas e responde com sons semelhantes a gargalhadas era espantosa. Umas das primeiras coisas que notamos \u00e9 que faz toda a diferen\u00e7a isolar o animal de seu grupo por um ou dois dias antes do experimento. Eles ficam muito mais sens\u00edveis a c\u00f3cegas e receptivos ao toque. J\u00e1 quando o animal \u00e9 manipulado imediatamente ap\u00f3s ser retirado do grupo se mostra menos ansioso para ser tocado. Imaginamos que algum tipo de intera\u00e7\u00e3o entre os roedores satisfaz essa necessidade pelas c\u00f3cegas. Quando lhes fazemos c\u00f3cegas, os ratos emitem sons muito semelhantes ao que ouvimos quando eles brincam entre si. S\u00e3o sons ultrass\u00f4nicos [t\u00e3o altos que o ouvido humano n\u00e3o consegue captar] que fazem quando ficam animados e est\u00e3o de bom humor.<\/p>\n<p>Ag\u00eancia FAPESP\u00a0\u2013 Por que alguns indiv\u00edduos \u2013 ratos ou humanos \u2013 gostam que lhes fa\u00e7am c\u00f3cegas e outros n\u00e3o?<br \/>\nBrecht\u00a0\u2013 Claramente h\u00e1 uma grande diferen\u00e7a individual em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sensibilidade a c\u00f3cegas e ainda n\u00e3o entendemos bem por qu\u00ea. Tanto em ratos como em humanos \u00e9 um fen\u00f4meno extremamente dependente da idade. Crian\u00e7as s\u00e3o muito mais sens\u00edveis a c\u00f3cegas do que adultos e isso est\u00e1 correlacionado com o gosto por brincadeiras. Isso faz sentido no contexto do comportamento geral. O que n\u00e3o est\u00e1 claro para mim \u00e9 por que entre ratos da mesma idade h\u00e1 os que sentem muitas c\u00f3cegas e, outros, nada impression\u00e1veis. Os mais brincalh\u00f5es tamb\u00e9m s\u00e3o os que mais gostam de c\u00f3cegas. \u00c9 um comportamento preservado ao longo da evolu\u00e7\u00e3o por pelo menos 100 milh\u00f5es de anos, o que nos faz pensar que sentir c\u00f3cegas deve ser relevante para os mam\u00edferos.<\/p>\n<p>Ag\u00eancia FAPESP\u00a0\u2013 Qual poderia ser a fun\u00e7\u00e3o social das c\u00f3cegas?<br \/>\nBrecht\u00a0\u2013 Em rela\u00e7\u00e3o aos ratos temos algumas evid\u00eancias de que tem muito a ver com comportamento de brincadeira. As respostas que observamos no c\u00e9rebro s\u00e3o parecidas. Tendemos a pensar que a sensibilidade a c\u00f3cegas pode ser um truque do c\u00e9rebro para fazer os animais interagirem de modo l\u00fadico.<\/p>\n<p>Ag\u00eancia FAPESP\u00a0\u2013 E em rela\u00e7\u00e3o ao toque sexual o que seu grupo tem investigado?<br \/>\nBrecht\u00a0\u2013 Estudos feitos nos anos 1970, com roedores, mostraram que \u00e9 poss\u00edvel acelerar o in\u00edcio da puberdade em algumas semanas ao colocar a f\u00eamea jovem em contato direto com um macho adulto. A partir de ent\u00e3o, a pesquisa na \u00e1rea ficou muito focada na quest\u00e3o dos ferom\u00f4nios sexuais. Observaram que o cheiro da urina do macho adulto tamb\u00e9m poderia acelerar a puberdade, mas de forma menos intensa do que o contato direto. Isso nos fez pensar que valeria a pena investigar os est\u00edmulos t\u00e1teis. Nosso trabalho mostrou que ao estimular os genitais da f\u00eamea jovem com um pincel era poss\u00edvel acelerar a puberdade assim como ocorria quando ela era colocada em contato direto com o macho adulto. Estudamos o c\u00e9rebro desses animais \u2013 particularmente uma regi\u00e3o conhecida como c\u00f3rtex somatossensorial, onde h\u00e1 um mapa de todo o corpo \u2013 e vimos que a parte que corresponde ao \u00f3rg\u00e3o genital aumenta mais de duas vezes ap\u00f3s o est\u00edmulo t\u00e1til. Estamos particularmente interessados em estudar essa parte do c\u00f3rtex somatossensorial que representa os genitais. Em ratos, ela apresenta uma estrutura muito interessante. Por meio de m\u00e9todos anat\u00f4micos observamos que, tanto em machos como em f\u00eameas, essa estrutura cerebral tem uma forma f\u00e1lica. Assombrosamente se parece com um \u00f3rg\u00e3o masculino sexualmente excitado. Isso foi uma descoberta muito intrigante para n\u00f3s, pois o \u00f3rg\u00e3o genital \u00e9 a parte do corpo mais diferente entre machos e f\u00eameas, mas, quando olhamos a representa\u00e7\u00e3o dessa parte do corpo no c\u00e9rebro, ela \u00e9 muito semelhante nos dois sexos. Observamos isso primeiro em ratos e depois em outras esp\u00e9cies, como coelhos.<\/p>\n<p>Ag\u00eancia FAPESP\u00a0\u2013 Machos e f\u00eameas reagem da mesma forma ao toque sexual?<br \/>\nBrecht\u00a0\u2013 Ainda n\u00e3o investigamos com cuidado o papel das experi\u00eancias sexuais nos machos. \u00c9 algo que queremos fazer. O que observamos \u00e9 que em animais castrados \u2013 tanto machos quanto f\u00eameas \u2013 essa expans\u00e3o que se observa na \u00e1rea genital do c\u00f3rtex somatossensorial durante a puberdade n\u00e3o acontece. Mas ainda n\u00e3o sabemos se machos e f\u00eameas reagem da mesma maneira ao toque. H\u00e1 diferen\u00e7as claras de comportamento entre os sexos durante a puberdade. Machos tendem a tocar muito mais nos pr\u00f3prios \u00f3rg\u00e3o genitais, por exemplo.<\/p>\n<p>Ag\u00eancia FAPESP\u00a0\u2013 Esse tipo de estudo pode ajudar a entender o que ocorre no c\u00e9rebro de crian\u00e7as que sofrem abuso sexual?<br \/>\nBrecht\u00a0\u2013 A pesquisadora Christine M. Heim [Charit\u00e9 \u2013 Universit\u00e4tsmedizin Berlin] mostrou, em estudo publicado em 2013, que essa parte do c\u00f3rtex somatossensorial que representa os genitais geralmente est\u00e1 atrofiada em mulheres com hist\u00f3rico de abuso na inf\u00e2ncia. Ocorre uma redu\u00e7\u00e3o na densidade cortical nessa \u00e1rea espec\u00edfica. Nos animais, observamos que ocorre uma expans\u00e3o quando os genitais s\u00e3o estimulados, mas parece que, em humanos, experi\u00eancias abusivas podem comprometer o desenvolvimento dessa regi\u00e3o do c\u00e9rebro. Todo esse conjunto de evid\u00eancias deixa claro que o toque sexual vai muito al\u00e9m dos efeitos sentidos na pele. Realmente transforma o c\u00e9rebro de forma dram\u00e1tica e muda o corpo como um todo. Tocar crian\u00e7as, portanto, pode ter um efeito muito negativo para o desenvolvimento.<\/p>\n<p>Ag\u00eancia FAPESP\u00a0\u2013 Quais t\u00e9cnicas seu grupo usa para desvendar como o est\u00edmulo t\u00e1til afeta o c\u00e9rebro?<br \/>\nBrecht\u00a0\u2013 Em primeiro lugar, analisamos o comportamento dos animais. Registramos em v\u00eddeos e grava\u00e7\u00f5es de ultrassom. Tamb\u00e9m registramos a atividade de diferentes estruturas cerebrais, o que nos mostrou que a regi\u00e3o do c\u00f3rtex somatossensorial que representa o tronco (abdome), onde os animais s\u00e3o mais sens\u00edveis a c\u00f3cegas, est\u00e1 intimamente envolvida na gera\u00e7\u00e3o da sensa\u00e7\u00e3o de c\u00f3cegas. Quando tocamos os animais na barriga, vemos fortes respostas nessa regi\u00e3o e elas s\u00e3o muito dependentes do humor. Quando os animais est\u00e3o com medo, essas c\u00e9lulas n\u00e3o respondem ao toque. Tamb\u00e9m fazemos muitos estudos de anatomia e alguns truques optogen\u00e9ticos [que permitem ativar e desativar neur\u00f4nios por meio de est\u00edmulos luminosos] para manipular a atividade dessas c\u00e9lulas.<\/p>\n<p>Ag\u00eancia FAPESP\u00a0\u2013 O desenvolvimento de uma t\u00e9cnica conhecida como\u00a0in vivo whole cell recording\u00a0foi o motivo pelo qual o senhor ganhou o Pr\u00eamio Leibniz. Poderia explicar como ela funciona e que tipo de estudos tornou poss\u00edvel?<br \/>\nBrecht\u00a0\u2013 As t\u00e9cnicas\u00a0whole cell recording\u00a0e\u00a0patch clamp\u00a0t\u00eam sido usadas h\u00e1 muito tempo em culturas celulares ou em fatias de c\u00e9rebro. Basicamente consistem em inserir um eletrodo cuidadosamente no interior da c\u00e9lula com uma pipeta de vidro para registrar os eventos el\u00e9tricos em seu interior. O que fiz foi adaptar essas t\u00e9cnicas para uso\u00a0in vivo. Inicialmente, o m\u00e9todo requeria que a cabe\u00e7a do animal ficasse fixa. Depois, miniaturizamos os equipamentos de modo a tornar poss\u00edvel que se movimentassem livremente. Outro desafio foi tornar o registro das c\u00e9lulas est\u00e1vel mesmo com movimento. Usamos alguns truques. Cimentamos a pipeta uma vez que os registros s\u00e3o obtidos e isso nos permite estudar animais mesmo quando est\u00e3o correndo em arenas. Isso abriu novas \u00e1reas de pesquisa, como essa que explora o toque sexual. Tamb\u00e9m a aplicamos no estudo de estruturas cerebrais associadas \u00e0 mem\u00f3ria espacial, como o hipocampo. Observamos que algumas c\u00e9lulas do hipocampo disparam quando o animal est\u00e1 em um determinado lugar e outras, n\u00e3o. Sempre pensamos que isso era devido a diferentes informa\u00e7\u00f5es espaciais previamente recebidas, mas conseguimos mostrar que tamb\u00e9m h\u00e1 propriedades intr\u00ednsecas das c\u00e9lulas.<\/p>\n<p>Ag\u00eancia FAPESP\u00a0\u2013 O que mudou na sua vida pessoal e profissional ap\u00f3s receber o Pr\u00eamio Leibniz?<br \/>\nBrecht\u00a0\u2013 Com a premia\u00e7\u00e3o obtive dinheiro e liberdade para me dedicar ainda mais ao que eu queria fazer, \u00e0 pesquisa movida pela curiosidade. Sempre trabalhei com temas pouco usuais, mas o estudo das c\u00f3cegas, por exemplo, \u00e9 fora do ordin\u00e1rio e tem sido financiado por esse pr\u00eamio. A maioria das pessoas acredita que \u00e9 mais importante estudar a dor, a depress\u00e3o ou o autismo. Classicamente, esses s\u00e3o os temas que recebem financiamento. A neuroci\u00eancia da divers\u00e3o \u00e9 ainda pouco explorada. Pensam que se trata de um tema simples e pouco s\u00e9rio. Mas ambas as suposi\u00e7\u00f5es est\u00e3o erradas. Se n\u00e3o estudarmos o comportamento normal dos animais, n\u00e3o seremos capazes de curar doen\u00e7as. Al\u00e9m disso, entender a divers\u00e3o \u00e9 algo muito complicado. \u00c9 uma sensa\u00e7\u00e3o muito elusiva. \u00c9 f\u00e1cil causar dor em um indiv\u00edduo, mas n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o f\u00e1cil promover divers\u00e3o. Quando voc\u00ea conta a mesma piada pela segunda vez n\u00e3o \u00e9 mais engra\u00e7ado. Estudar o comportamento de brincar \u00e9 necess\u00e1rio. Nosso c\u00e9rebro \u00e9, de algum modo, configurado para ser brincalh\u00e3o e penso que h\u00e1 mecanismos de aprendizagem envolvidos. Dependendo do contexto educacional, pessoas mostram mais ou menos apre\u00e7o por essa capacidade de brincar. O gosto por brincadeiras tamb\u00e9m pode ser um problema quando os indiv\u00edduos n\u00e3o conseguem control\u00e1-lo. Estudos mostram que os medicamentos dados a crian\u00e7as hiperativas, como ritalina, diminuem enormemente o gosto por brincadeira e, por isso, elas se tornam capazes de ficar quietas. Se damos essas subst\u00e2ncias para ratos eles param de brincar uns com os outros. N\u00e3o estou dizendo que crian\u00e7as n\u00e3o deveriam tomar essas drogas, mas penso que precisamos entender melhor como elas funcionam. Isso pode ajudar a subsidiar nossas escolhas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Karina Toledo\u00a0 |\u00a0 Ag\u00eancia FAPESP\u00a0\u2013 O neurocientista alem\u00e3o Michael Brecht passa boa parte de seu tempo fazendo c\u00f3cegas em ratos. Mas n\u00e3o se trata de um passatempo ou brincadeira e sim de uma pesquisa que tem como objetvo investigar o comportamento de brincar e o apre\u00e7o pela divers\u00e3o que roedores e humanos compartilham ao longo [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":37376,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_genesis_hide_title":false,"_genesis_hide_breadcrumbs":false,"_genesis_hide_singular_image":false,"_genesis_hide_footer_widgets":false,"_genesis_custom_body_class":"","_genesis_custom_post_class":"","_genesis_layout":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[22,5],"tags":[],"class_list":{"0":"post-140672","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-brasil","8":"category-saude-e-vida","9":"entry","10":"gs-1","11":"gs-odd","12":"gs-even","13":"gs-featured-content-entry"},"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/imagens\/saude-doutor.jpg","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_likes_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/140672","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=140672"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/140672\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/media\/37376"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=140672"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=140672"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=140672"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}