{"id":140605,"date":"2018-05-02T00:35:58","date_gmt":"2018-05-02T03:35:58","guid":{"rendered":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=140605"},"modified":"2018-05-02T00:35:58","modified_gmt":"2018-05-02T03:35:58","slug":"contas-publicas-tem-saldo-negativo-recorde-para-marco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2018\/contas-publicas-tem-saldo-negativo-recorde-para-marco\/140605","title":{"rendered":"Contas p\u00fablicas t\u00eam saldo negativo recorde para mar\u00e7o"},"content":{"rendered":"<p> O setor p\u00fablico consolidado, formado pela Uni\u00e3o,  estados e munic\u00edpios, registrou saldo negativo nas <strong><em>contas p\u00fablicas<\/em><\/strong> em mar\u00e7o, segundo dados do Banco Central (BC), divulgados em Bras\u00edlia. O d\u00e9ficit prim\u00e1rio, receitas menos despesas, sem considerar os gastos com juros, ficou em R$ 25,135 bilh\u00f5es. No mesmo m\u00eas de 2017, o resultado negativo foi de R$ 11,047 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p> O resultado do m\u00eas passado foi pior para mar\u00e7o na s\u00e9rie hist\u00f3rica do BC, iniciada em dezembro de 2001.<\/p>\n<p>O Governo Central (Previd\u00eancia, Banco Central e Tesouro Nacional) foi o respons\u00e1vel pelo saldo negativo, ao registrar d\u00e9ficit prim\u00e1rio de R$ 25,531 bilh\u00f5es em mar\u00e7o. Segundo o chefe do Departamento de Estat\u00edsticas do BC, Fernando Rocha, o resultado de mar\u00e7o foi impactado pela antecipa\u00e7\u00e3o do pagamento de precat\u00f3rios, no total de R$ 9,4 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>No ano passado, esses pagamentos foram realizados em maio e em junho. Entretanto, mesmo com a exclus\u00e3o desses pagamentos o d\u00e9ficit prim\u00e1rio seria recorde para mar\u00e7o. Al\u00e9m desses pagamentos, as contas p\u00fablicas foram impactadas pelos resultados negativos recordes na Previd\u00eancia. Em mar\u00e7o, o d\u00e9ficit do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ficou em R$ 20,127 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>J\u00e1 os governos estaduais tiveram super\u00e1vit prim\u00e1rio de R$ 291 milh\u00f5es, e os municipais, saldo tamb\u00e9m positivo de R$ 261 milh\u00f5es. Rocha explicou que os governos regionais (estados e munic\u00edpios), apesar de registrar resultado menor em rela\u00e7\u00e3o a 2017 (R$ 437 milh\u00f5es e R$ 465 milh\u00f5es, respectivamente), ainda apresentam super\u00e1vits devido ao aumento na arrecada\u00e7\u00e3o de Imposto sobre Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os (ICMS) e ao aumento das transfer\u00eancias do governo federal.<\/p>\n<p>As empresas estatais federais, estaduais e municipais, exclu\u00eddas as dos grupos Petrobras e Eletrobras, acusaram d\u00e9ficit prim\u00e1rio de R$ 156 milh\u00f5es no m\u00eas passado.<\/p>\n<p>Super\u00e1vit prim\u00e1rio<br \/>\nNo primeiro trimestre, houve super\u00e1vit prim\u00e1rio de R$ 4,391 bilh\u00f5es contra o resultado positivo de R$ 2,197 bilh\u00f5es em igual per\u00edodo de 2017. Esse o maior resultado para o per\u00edodo, desde o primeiro trimestre de 2015 (R$ 19 bilh\u00f5es). Segundo Rocha, o resultado acumulado do ano ainda tem a influ\u00eancia do super\u00e1vit recorde registrado em janeiro (R$ 46,940 bilh\u00f5es).<\/p>\n<p>Em 12 meses encerrados em mar\u00e7o, as contas p\u00fablicas est\u00e3o com saldo negativo de R$ 108,389 bilh\u00f5es, o que corresponde a 1,64% do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e servi\u00e7os produzidos no pa\u00eds. A meta para o setor p\u00fablico consolidado \u00e9 de um d\u00e9ficit de R$ 161,3 bilh\u00f5es neste ano.<\/p>\n<p>Os gastos com juros ficaram em R$ 32,496 bilh\u00f5es em mar\u00e7o, contra R$ 43,302 bilh\u00f5es no mesmo m\u00eas de 2017. No primeiro trimestre, essas despesas chegaram a R$ 89,202 bilh\u00f5es, contra R$ 110,490 bilh\u00f5es de igual per\u00edodo de 2017. Em 12 meses encerrados em mar\u00e7o, os gastos com juros somaram R$ 379,538 bilh\u00f5es, o que corresponde a 5,73% do PIB.<\/p>\n<p>De acordo com Rocha, os gastos com juros est\u00e3o menores porque os principais indexadores da d\u00edvida p\u00fablica, taxa Selic e infla\u00e7\u00e3o, est\u00e3o mais baixos.<\/p>\n<p>O d\u00e9ficit nominal, formado pelo resultado prim\u00e1rio e os resultados dos juros, atingiu R$ 57,631 bilh\u00f5es no m\u00eas passado ante R$ 54,349 bilh\u00f5es de mar\u00e7o de 2017. De janeiro a mar\u00e7o, o resultado ficou negativo em R$ 84,811 bilh\u00f5es, ante R$ 108,293 bilh\u00f5es de igual per\u00edodo do ano passado. Em 12 meses encerrados em mar\u00e7o, o d\u00e9ficit nominal foi de R$ 487,927 bilh\u00f5es, o que corresponde a 7,37% do PIB.<\/p>\n<p>D\u00edvida p\u00fablica<br \/>\nA d\u00edvida l\u00edquida do setor p\u00fablico (balan\u00e7o entre o total de cr\u00e9ditos e d\u00e9bitos dos governos federal, estaduais e municipais) chegou a R$ 3,463 trilh\u00f5es em mar\u00e7o, o que corresponde 52,3% do PIB, com aumento de 0,3 ponto percentual em rela\u00e7\u00e3o a fevereiro.<\/p>\n<p>A d\u00edvida bruta \u2013 que contabiliza apenas os passivos dos governos federal, estaduais e municipais &#8211; atingiu R$ 4,984 trilh\u00f5es ou 75,3% do PIB, contra 75,1% registrados em fevereiro.<\/p>\n<p>Kelly Oliveira &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: Kleber Sampaio<br \/>\n02\/05\/2018<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O setor p\u00fablico consolidado, formado pela Uni\u00e3o, estados e munic\u00edpios, registrou saldo negativo nas contas p\u00fablicas em mar\u00e7o, segundo dados do Banco Central (BC), divulgados em Bras\u00edlia. O d\u00e9ficit prim\u00e1rio, receitas menos despesas, sem considerar os gastos com juros, ficou em R$ 25,135 bilh\u00f5es. No mesmo m\u00eas de 2017, o resultado negativo foi de R$ [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":38938,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_genesis_hide_title":false,"_genesis_hide_breadcrumbs":false,"_genesis_hide_singular_image":false,"_genesis_hide_footer_widgets":false,"_genesis_custom_body_class":"","_genesis_custom_post_class":"","_genesis_layout":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[22,7],"tags":[],"class_list":{"0":"post-140605","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-brasil","8":"category-economia","9":"entry","10":"gs-1","11":"gs-odd","12":"gs-even","13":"gs-featured-content-entry"},"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/imagens\/economia1.jpg","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_likes_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/140605","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=140605"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/140605\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/media\/38938"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=140605"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=140605"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=140605"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}