{"id":140117,"date":"2018-04-23T00:42:23","date_gmt":"2018-04-23T03:42:23","guid":{"rendered":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=140117"},"modified":"2018-04-23T00:42:23","modified_gmt":"2018-04-23T03:42:23","slug":"mudancas-nas-regras-de-financiamento-podem-aquecer-mercado-imobiliario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2018\/mudancas-nas-regras-de-financiamento-podem-aquecer-mercado-imobiliario\/140117","title":{"rendered":"Mudan\u00e7as nas regras de financiamento podem aquecer mercado imobili\u00e1rio"},"content":{"rendered":"<p> A <strong><em>redu\u00e7\u00e3o das taxas de juros do cr\u00e9dito imobili\u00e1rio<\/em><\/strong> e o aumento do percentual do valor do im\u00f3vel financiado anunciados esta semana pela Caixa Econ\u00f4mica Federal podem contribuir tanto para o pr\u00f3prio banco quanto para melhorar o cen\u00e1rio do mercado imobili\u00e1rio no Brasil. \u00c9 o que avaliam economistas entrevistados pela Ag\u00eancia Brasil. Os especialistas dizem que, apesar das condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis, compradores devem ter cautela antes de assumir d\u00edvidas e avaliar se as parcelas cabem dentro do or\u00e7amento. <\/p>\n<p>As taxas m\u00ednimas da Caixa passaram de 10,25% ao ano para 9% ao ano, no caso de im\u00f3veis do Sistema Financeiro de Habita\u00e7\u00e3o (SFH), e de 11,25% ao ano para 10% ao ano para im\u00f3veis enquadrados no Sistema de Financiamento Imobili\u00e1rio (SFI). As taxas m\u00e1ximas ca\u00edram de 11% para 10,25%, no caso do SFH, e de 12,25% 11,25%, no SFI. O banco tamb\u00e9m aumentou novamente o limite de cota de financiamento do im\u00f3vel usado, de 50% para 70%. <\/p>\n<p>De acordo com o economista da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (FGV) Alberto Ajzental, especialista no setor, a medida traz \u00e0 Caixa, que estava h\u00e1 17 meses sem mexer nas taxas, \u201cde volta para o jogo\u201d. A mudan\u00e7a equipara o banco em termos de juros para financiamento imobili\u00e1rio no SFH ao Ita\u00fa Unibanco, que at\u00e9 ent\u00e3o oferecia taxas mais vantajosas. <\/p>\n<p> A decis\u00e3o, segundo o economista, foi acertada uma vez que o cen\u00e1rio econ\u00f4mico est\u00e1 favor\u00e1vel com a queda da Selic, que \u00e9 taxa b\u00e1sica de juros da economia, para 6,5% ao ano. Al\u00e9m disso, o banco est\u00e1 em um bom momento. <\/p>\n<p>No ano passado, alegando falta de recursos, a Caixa reduziu para 50% do valor do im\u00f3vel o limite m\u00e1ximo de financiamento de im\u00f3veis usados. No m\u00eas passado, no entanto, o banco mostrou melhoras, anunciando um lucro l\u00edquido recorde de R$ 12,5 bilh\u00f5es, em 2017. O crescimento em rela\u00e7\u00e3o a 2016 chegou a 202,6%.  <\/p>\n<p>\u201cIsso ajuda a ter liquidez. Ao longo do ano passado a Caixa n\u00e3o estava se vendo em condi\u00e7\u00f5es de fazer isso. Acertadamente, olhou para a empresa e n\u00e3o para a press\u00e3o pol\u00edtica e populista.  A empresa tem que ser preservada\u201d, diz. <\/p>\n<p>O professor do Ibmec-DF Jos\u00e9 Kobori concorda com a an\u00e1lise. \u201cA Caixa estava mais cara que os bancos privados, agora n\u00e3o apenas se equiparou, como ficou pouca coisa abaixo\u201d, compara. <\/p>\n<p>Segundo Kobori, a a\u00e7\u00e3o da Caixa poder\u00e1 aquecer o mercado imobili\u00e1rio e impulsionar a constru\u00e7\u00e3o civil, mas \u00e9 poss\u00edvel que isso n\u00e3o tenha um efeito muito significativo imediatamente, devido ainda a altas taxas de desemprego e endividamento das fam\u00edlias. \u201cN\u00e3o podemos ser pessimistas, mas n\u00e3o podemos ser otimistas demais\u201d, pondera. \u201cSe olhar da maneira racional, o endividamento ainda \u00e9 alto e a massa salarial n\u00e3o cresce de forma suficiente para retomada mais forte da economia\u201d. <\/p>\n<p>De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), h\u00e1 12,7 milh\u00f5es de pessoas desocupadas &#8211; a taxa de desemprego tem se mantido est\u00e1vel desde o ano passado. J\u00e1 o percentual de fam\u00edlias com d\u00edvidas ou contas em atraso aumentou em mar\u00e7o pela primeira vez no ano, atingindo 25,2%, uma alta de 0,3 ponto percentual, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimpl\u00eancia do Consumidor (Peic).  <\/p>\n<p>Cuidados na compra<br \/>\nAp\u00f3s per\u00edodo de baixa, o volume de im\u00f3veis vendidos no pa\u00eds cresceu 9,4% no ano passado, na compara\u00e7\u00e3o com 2016, segundo levantamento da C\u00e2mara Brasileira da Ind\u00fastria da Constru\u00e7\u00e3o (CBIC) e do Senai Nacional. Foram vendidas 94.221 unidades em 2017, contra 86.140 unidades de 2016. A aposta \u00e9 que a redu\u00e7\u00e3o de juros ajude a impulsionar ainda mais o mercado este ano. <\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o de Ajzental, ap\u00f3s a recess\u00e3o dos \u00faltimos tr\u00eas anos, o pa\u00eds est\u00e1 em um cen\u00e1rio de estabilidade. \u201cEnquanto est\u00e1 caindo n\u00e3o se sabe se vai afundar junto com o barco, se tem que pular no mar. Na hora que parou de afundar, fica claro quem est\u00e1 no barco e quem est\u00e1 no mar. Quem se manteve, volta a pensar em consumir, obviamente n\u00e3o \u00e9 o mercado consumidor que tinha pleno emprego, mas \u00e9 quem est\u00e1 pensando em trocar de carro, trocar de im\u00f3vel\u201d, diz.  <\/p>\n<p>Para aqueles que querem adquirir um im\u00f3vel, a not\u00edcia \u00e9 boa, de acordo com Kobori, pois ir\u00e3o conseguir comprar a casa pr\u00f3pria em um bom momento, com taxas baixas. Emprego fixo e estabilidade econ\u00f4mica s\u00e3o segundo ele, requisitos necess\u00e1rios por aqueles que desejam buscar um financiamento. \u00c9 necess\u00e1rio tamb\u00e9m avaliar se a parcela do financiamento cabe dentro do sal\u00e1rio.<\/p>\n<p>Apesar de ser poss\u00edvel financiar at\u00e9 70% do im\u00f3vel, a dica \u00e9 quitar o m\u00e1ximo a vista. \u201cA taxa de juros est\u00e1 sempre contra de quem precisa\u201d, diz e acrescenta: \u201cmelhor \u00e9 n\u00e3o financiar, mas se for financiar, a casa pr\u00f3pria \u00e9 melhor do que buscar cr\u00e9dito para trocar de carro, por exemplo. Para cart\u00e3o de cr\u00e9dito ent\u00e3o, nem pensar\u201d, diz.<\/p>\n<p>A Caixa \u00e9 l\u00edder no mercado imobili\u00e1rio, detendo atualmente cerca de 70% de participa\u00e7\u00e3o. O banco fechou 2017 com saldo na carteira imobili\u00e1ria de R$ 421,7 bilh\u00f5es. Segundo o presidente da Caixa, Nelson Ant\u00f4nio de Souza, o objetivo da redu\u00e7\u00e3o das taxas de juros  \u00e9 oferecer melhores condi\u00e7\u00f5es para os clientes, al\u00e9m de contribuir para o aquecimento do mercado imobili\u00e1rio e suas cadeias produtivas. <\/p>\n<p>Mariana Tokarnia &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: Amanda Cieglinski<br \/>\n23\/04\/2018<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A redu\u00e7\u00e3o das taxas de juros do cr\u00e9dito imobili\u00e1rio e o aumento do percentual do valor do im\u00f3vel financiado anunciados esta semana pela Caixa Econ\u00f4mica Federal podem contribuir tanto para o pr\u00f3prio banco quanto para melhorar o cen\u00e1rio do mercado imobili\u00e1rio no Brasil. \u00c9 o que avaliam economistas entrevistados pela Ag\u00eancia Brasil. 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