{"id":136595,"date":"2018-03-07T00:09:44","date_gmt":"2018-03-07T03:09:44","guid":{"rendered":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=136595"},"modified":"2018-03-06T19:09:12","modified_gmt":"2018-03-06T22:09:12","slug":"brasileiros-mudam-habitos-financeiros-devido-a-crise-diz-pesquisa-do-spc-e-cndl","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2018\/brasileiros-mudam-habitos-financeiros-devido-a-crise-diz-pesquisa-do-spc-e-cndl\/136595","title":{"rendered":"Brasileiros mudam h\u00e1bitos financeiros devido \u00e0 crise, diz pesquisa do SPC e CNDL"},"content":{"rendered":"<p> A maioria dos brasileiros (72%) mudou a rotina financeira por causa da <strong><em>crise econ\u00f4mica<\/em><\/strong>, segundo pesquisa do Servi\u00e7o de Prote\u00e7\u00e3o ao Cr\u00e9dito (SPC Brasil) e da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). Oito em cada dez consumidores pretendem manter os h\u00e1bitos caso a crise seja resolvida em 2018. Somente 19% garantem n\u00e3o ter feito mudan\u00e7as.<\/p>\n<p>Segundo as entidades, o or\u00e7amento mais curto fez com que muitas fam\u00edlias modificassem a rotina de compras, al\u00e9m de repensar algumas de suas prioridades. Mais da metade (55%) usam de cautela extra, evitando o consumo de produtos sup\u00e9rfluos. Esse percentual aumenta para 68% entre os mais velhos e 69% entre os pertencentes \u00e0s classes A e B. Outros 55% reduziram os gastos com lazer, enquanto 54% passaram a fazer pesquisas de pre\u00e7o antes de adquirir um produto e 52% ficaram mais atentos \u00e0s promo\u00e7\u00f5es, buscando pre\u00e7os menores.<\/p>\n<p>Estabelecer estrat\u00e9gias a fim de diminuir as despesas em casa passou a ser comum para boa parte dos entrevistados: entre os consumidores que afirmaram ter mudado seus h\u00e1bitos financeiros, 51% buscaram economizar nos servi\u00e7os de luz, \u00e1gua e telefone, pensando no valor da conta; 46% adotaram a substitui\u00e7\u00e3o de produtos por marcas similares mais baratas; 44% passaram a controlar os gastos pessoais e\/ou da fam\u00edlia; e 43% passaram a evitar parcelamentos muito longos.<\/p>\n<p>A atitude menos adotada a partir da crise econ\u00f4mica foi o h\u00e1bito de poupar ao menos uma parte dos rendimentos, mencionada por apenas 26%.<\/p>\n<p>\u201cCada fam\u00edlia encontrou um jeito de lidar com a situa\u00e7\u00e3o, fazendo as despesas caberem no or\u00e7amento. Em momentos de sufoco financeiro, \u00e9 importante os consumidores ficarem mais atentos aos gastos com itens sup\u00e9rfluos ou desnecess\u00e1rios e controlarem os gastos pessoais, mas atitudes como essas s\u00e3o recomend\u00e1veis em qualquer contexto para uma prosperidade financeira. Al\u00e9m disso, ter uma reserva financeira te ajuda a passar por momentos de crise com seguran\u00e7a e tranquilidade\u201d, destaca a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.<\/p>\n<p>Manuten\u00e7\u00e3o dos novos h\u00e1bitos<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o aos sentimentos vivenciados com a mudan\u00e7a de h\u00e1bitos decorrente da crise, a pesquisa indica que quatro em cada dez entrevistados sentiram al\u00edvio e tranquilidade por n\u00e3o estourar o or\u00e7amento (42%), enquanto 36% relatam alegria por conseguir manter pelo menos o essencial. Em contrapartida, 32% mencionam frustra\u00e7\u00e3o por deixar de comprar certos produtos de que gostam e 31% fazem refer\u00eancia \u00e0 limita\u00e7\u00e3o de querer comprar e n\u00e3o poder. Al\u00e9m disso, um em cada cinco consumidores se sente constrangido por n\u00e3o poder dar para fam\u00edlia o que eles desejam (21%).<\/p>\n<p>Ainda assim, as mudan\u00e7as parecem ter sido bem assimiladas pela grande maioria dos entrevistados: supondo que a situa\u00e7\u00e3o do pa\u00eds melhore em 2018, 83% pretendem manter os h\u00e1bitos que adquiriram durante a crise e somente 8% pretendem abandon\u00e1-los.<\/p>\n<p>Para o SPC Brasil e CNDL, essa disposi\u00e7\u00e3o para manter atitudes adotadas no per\u00edodo de adversidades est\u00e1 relacionada aos efeitos positivos nas finan\u00e7as pessoais: 52% poderiam dar continuidade aos h\u00e1bitos adotados por terem conseguido administrar melhor o or\u00e7amento, enquanto 51% dizem ter aprendido a economizar dinheiro, 50% passaram a controlar o impulso por compras e 47% aprenderam a fazer compras melhores.<\/p>\n<p>Por outro lado, o desejo de recuperar o antigo padr\u00e3o de consumo levaria parte dos entrevistados a abandonar as pr\u00e1ticas adquiridas no per\u00edodo de adversidades. Dentre aqueles que mudaram seus h\u00e1bitos em rela\u00e7\u00e3o ao dinheiro durante a crise, mas voltariam ao antigo padr\u00e3o de comportamento em caso de melhora do cen\u00e1rio econ\u00f4mico, 44% fariam isso porque querem voltar ao tipo de vida que tinham antes, ao passo em que 26% n\u00e3o se sentiriam mais inseguros em rela\u00e7\u00e3o ao futuro e por isso n\u00e3o precisariam mais se controlar.<\/p>\n<p>\u201cForam quase tr\u00eas anos consecutivos de recess\u00e3o, que se estendeu de meados de 2014 ao final de 2016, mas a economia brasileira voltou a crescer em 2017, ainda que em ritmo bastante lento. Por outro lado, o quadro geral da economia ainda \u00e9 ruim, com poucos reflexos positivos diretos no dia a dia do consumidor. Portanto, \u00e9 importante que as pessoas mantenham a prud\u00eancia nos gastos e priorizem o planejamento e o controle do or\u00e7amento\u201d, indica a economista Marcela Kawauti.<\/p>\n<p>Ludmilla Souza \u2013 Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: Lidia Neves<br \/>\n07\/03\/2018<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A maioria dos brasileiros (72%) mudou a rotina financeira por causa da crise econ\u00f4mica, segundo pesquisa do Servi\u00e7o de Prote\u00e7\u00e3o ao Cr\u00e9dito (SPC Brasil) e da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). Oito em cada dez consumidores pretendem manter os h\u00e1bitos caso a crise seja resolvida em 2018. Somente 19% garantem n\u00e3o ter feito mudan\u00e7as. 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