{"id":136157,"date":"2018-03-01T00:08:47","date_gmt":"2018-03-01T03:08:47","guid":{"rendered":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=136157"},"modified":"2018-02-28T21:45:30","modified_gmt":"2018-03-01T00:45:30","slug":"trabalho-formal-tem-queda-de-17-no-brasil-diz-ibge","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2018\/trabalho-formal-tem-queda-de-17-no-brasil-diz-ibge\/136157","title":{"rendered":"Trabalho formal tem queda de 1,7% no Brasil, diz IBGE"},"content":{"rendered":"<p> O <strong><em>n\u00edvel de formalidade no mercado<\/em><\/strong> est\u00e1 caindo e a quantidade de trabalhadores com carteira assinada chegou a 33,296 milh\u00f5es no trimestre m\u00f3vel terminado em janeiro de 2018. O n\u00famero \u00e9 est\u00e1vel em rela\u00e7\u00e3o ao trimestre m\u00f3vel anterior &#8211; de agosto a outubro de 2017 -, mas apresenta queda de 1,7% em rela\u00e7\u00e3o ao per\u00edodo de novembro de 2016 a janeiro de 2017. Os dados est\u00e3o na Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua (Pnad Cont\u00ednua) e foram divulgados no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n<p>Os n\u00fameros apontam estabilidade do desemprego na compara\u00e7\u00e3o trimestral, com taxa de 12,2% no trimestre m\u00f3vel e 12,7 milh\u00f5es de pessoas desocupadas no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Segundo o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo, a estabilidade na taxa de desocupa\u00e7\u00e3o do mercado de trabalho brasileiro \u00e9 normal para o per\u00edodo por conta da sazonalidade referente \u00e0s festas de fim de ano, quando ocorre a dispensa de trabalhadores tempor\u00e1rios. Ele destaca que, na compara\u00e7\u00e3o anual, houve redu\u00e7\u00e3o de 562 mil trabalhadores com carteira assinada, o que corresponde a 1,7%.<\/p>\n<p>Carteira de trabalho<\/p>\n<p>\u201cEmbora essa redu\u00e7\u00e3o na carteira tenha acontecido, o percentual de trabalhadores perdendo a carteira assinada \u00e9 inferior ao que est\u00e1vamos observando nos trimestres anteriores. Isso nos leva a constatar que n\u00f3s temos uma desacelera\u00e7\u00e3o na queda da carteira de trabalho assinada. N\u00e3o temos ainda gera\u00e7\u00e3o de carteira, mas temos desacelera\u00e7\u00e3o na queda\u201d, argumenta.<\/p>\n<p>Azeredo explica que a baixa no n\u00famero de trabalhadores com carteira assinada n\u00e3o \u00e9 o recorde da s\u00e9rie hist\u00f3rica, iniciada em 2012. A maior baixa ocorreu no trimestre m\u00f3vel terminado em abril de 2017, com 33,286 milh\u00f5es de pessoas. Essa diferen\u00e7a de 10 mil trabalhadores, segundo o coordenador, n\u00e3o \u00e9 relevante estatisticamente. Ele salienta que, em tr\u00eas anos, foram perdidos 3,5 milh\u00f5es de postos de trabalho com carteira assinada, n\u00famero ainda n\u00e3o foi recuperado.<\/p>\n<p>Com isso, Azeredo diz que houve um \u201cavan\u00e7o expressivo\u201d da informalidade na compara\u00e7\u00e3o anual. \u201cOu seja, aumentou o n\u00famero de pessoas trabalhando sem carteira no servi\u00e7o dom\u00e9stico, como trabalhador familiar auxiliar, como pequeno empregador e, o principal deles, que gerou aproximadamente um milh\u00e3o de postos de trabalho, que s\u00e3o aquelas pessoas que trabalham como conta pr\u00f3pria\u201d.<\/p>\n<p>Trabalho por conta pr\u00f3pria abrange 23,18 milh\u00f5es de pessoas<\/p>\n<p>O n\u00famero de pessoas trabalhando por conta pr\u00f3pria chegou ao maior n\u00edvel da s\u00e9rie hist\u00f3rica, passando de 22,19 milh\u00f5es para 23,18 milh\u00f5es, um aumento de 4,4%, o que corresponde a 986 mil pessoas. O empregado do setor privado sem carteira assinada teve acr\u00e9scimo de 581 mil pessoas, ou 5,6%, chegando a 10,98 milh\u00f5es de trabalhadores.<\/p>\n<p>O trabalho dom\u00e9stico aumentou 4,4%, com acr\u00e9scimo de 267 mil pessoas, indo para 6,3 milh\u00f5es. E o setor p\u00fablico teve acr\u00e9scimo de 317 mil trabalhadores, o que corresponde a 2,9%, chegando a 11,3 milh\u00f5es de pessoas.<\/p>\n<p>Quanto aos setores da economia, houve crescimento de 5% nos empregos na ind\u00fastria, de 6,4% em alojamento e alimenta\u00e7\u00e3o e de 8,7% em outros servi\u00e7os. Na outra ponta, a compara\u00e7\u00e3o anual apresentou queda de 4% da constru\u00e7\u00e3o e de 3,9% na agricultura.<\/p>\n<p>\u201cFazendo a compara\u00e7\u00e3o anual, tivemos o crescimento na ind\u00fastria, isso \u00e9 um ponto positivo, e fechamos o trimestre m\u00f3vel com um n\u00famero maior de pessoas trabalhando na ind\u00fastria. H\u00e1 mais pessoas trabalhando no [setor de] alojamento e alimenta\u00e7\u00e3o, essa parte na informalidade. Agora, constru\u00e7\u00e3o e agricultura fecham a compara\u00e7\u00e3o anual em baixa\u201d, explica Azeredo.<\/p>\n<p>A massa de rendimento real habitual aumentou 3,6% em um ano, chegando a R$ 193,8 bilh\u00f5es. De acordo com Azeredo, o aumento se deu pelo ingresso de 1,8 milh\u00e3o de pessoas no mercado de trabalho, e n\u00e3o pelo aumento dos sal\u00e1rios. O rendimento m\u00e9dio no pa\u00eds no trimestre foi de R$ 2.169, 1,6% a mais do que no mesmo per\u00edodo do ano passado.<\/p>\n<p>O n\u00famero de pessoas ocupadas no pa\u00eds ficou em 91,7 milh\u00f5es, enquanto a for\u00e7a de trabalho conta com 104,4 milh\u00f5es de pessoas. O total de pessoas em idade de trabalhar, considerando a condi\u00e7\u00e3o de menor aprendiz a partir dos 14 anos, est\u00e1 em 169,1 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>Expectativa sobre os resultados do carnaval<\/p>\n<p>Para Azeredo, os n\u00fameros geram uma expectativa para a influ\u00eancia da sazonalidade na pr\u00f3xima amostra, terminada em abril, que inclui fevereiro com o carnaval.<\/p>\n<p>\u201cIsso \u00e9 um dado importante porque a gente precisa saber o que esse carnaval trouxe para a gente, al\u00e9m de bastante divers\u00e3o, muita folia, muita gente viajando. Mas a gente tem que estar antenada agora no que esse carnaval traz para o mercado de trabalho, uma vez que essa festa movimenta um quantitativo expressivo do contingente de setores da atividade como o com\u00e9rcio, principalmente o ambulante, os servi\u00e7os, hospedagem, alimenta\u00e7\u00e3o, transporte\u201d, diz.<\/p>\n<p>A Pnad Cont\u00ednua \u00e9 um estudo feito pelo IBGE que apresenta informa\u00e7\u00f5es sobre o mercado de trabalho brasileiro a curto prazo. O levantamento \u00e9 feito em 3.465 munic\u00edpios, com uma amostra de 70 mil domic\u00edlios por m\u00eas e 211 mil no trimestre. Cada domic\u00edlio recebe a visita do pesquisador uma vez por trimestre, por tr\u00eas trimestres seguidos.<\/p>\n<p>Akemi Nitahara \u2013 Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: Kleber Sampaio<br \/>\n29\/02\/2018<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O n\u00edvel de formalidade no mercado est\u00e1 caindo e a quantidade de trabalhadores com carteira assinada chegou a 33,296 milh\u00f5es no trimestre m\u00f3vel terminado em janeiro de 2018. 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