{"id":134454,"date":"2018-02-14T00:38:59","date_gmt":"2018-02-14T02:38:59","guid":{"rendered":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=134454"},"modified":"2018-02-13T20:41:00","modified_gmt":"2018-02-13T22:41:00","slug":"inadimplencia-do-consumidor-abre-o-ano-com-alta-de-210","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2018\/inadimplencia-do-consumidor-abre-o-ano-com-alta-de-210\/134454","title":{"rendered":"Inadimpl\u00eancia do consumidor abre o ano com alta de 2,10%"},"content":{"rendered":"<p> A <strong><em>inadimpl\u00eancia do consumidor<\/em><\/strong> aumentou 2,10% em janeiro de 2018 ante o mesmo m\u00eas do ano passado. Esse foi o maior crescimento desde junho de 2016, quando a eleva\u00e7\u00e3o foi de 2,78%. Na compara\u00e7\u00e3o mensal com dezembro de 2017 o aumento foi de 0,96%, o maior desde maio de 2017. Segundo os dados do Indicador de Inadimpl\u00eancia do Servi\u00e7o de Prote\u00e7\u00e3o ao Cr\u00e9dito (SPC Brasil) e da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), s\u00e3o mais de 60,7 milh\u00f5es de consumidores brasileiros inscritos em cadastros de inadimplentes, n\u00famero que representa aproximadamente 40% da popula\u00e7\u00e3o adulta do pa\u00eds.<\/p>\n<p>O presidente da CNDL, Jos\u00e9 Cesar da Costa, disse que para os primeiros meses a expectativa \u00e9 a de um processo lento de recuo no volume de atrasos nos pagamentos, caso as proje\u00e7\u00f5es de infla\u00e7\u00e3o controlada, juros baixos e melhora dos indicadores se confirmem. \u201cAinda assim, o que mais favorecer\u00e1 um ciclo de queda da inadimpl\u00eancia ser\u00e1 uma recupera\u00e7\u00e3o mais acentuada do mercado de trabalho e a volta de ganhos na renda real do consumidor, que ainda n\u00e3o se recuperou das quedas dos \u00faltimos anos\u201d, disse.<\/p>\n<p>Regi\u00e3o<\/p>\n<p>A pesquisa da CNDL aponta que o maior n\u00famero de consumidores negativados est\u00e1 o Sudeste. S\u00e3o 25,7 milh\u00f5es de pessoas, o que representa 39% da popula\u00e7\u00e3o adulta da regi\u00e3o. Em seguida aparece o Nordeste, com 16,5 milh\u00f5es de negativados (41% da popula\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o); o Sul, com 8,2 milh\u00f5es de inadimplentes (37% da popula\u00e7\u00e3o adulta); o Norte, com 5,4 milh\u00f5es de devedores (45% do total da popula\u00e7\u00e3o residente, a maior entre as cinco regi\u00f5es); e o Centro-Oeste, com um total de 4,9 milh\u00f5es de inadimplentes, ou 42% da sua popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Quando analisada a faixa et\u00e1ria, o que os dados revelam \u00e9 que 50% da popula\u00e7\u00e3o entre 30 anos e 39 anos iniciou o ano com o nome em alguma lista de devedores. S\u00e3o 17,3 milh\u00f5es de consumidores nessa situa\u00e7\u00e3o. Entre aqueles que t\u00eam entre 40 anos e 49 anos, 13,4 milh\u00f5es, ou 48%, t\u00eam alguma d\u00edvida n\u00e3o paga, o que pode ser explicado pelo fato de que nessa fase da vida muitos j\u00e1 t\u00eam fam\u00edlia e filhos. \u201cPor isso assumem mais compromissos financeiros. Em um momento de crise, pode ser dif\u00edcil equilibrar o or\u00e7amento se n\u00e3o houver controle e disciplina\u201d, explicou a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.<\/p>\n<p>Entre os consumidores com idade entre 18 anos e 24 anos a propor\u00e7\u00e3o de inadimplentes cai para 20%, ou seja, 4,8 milh\u00f5es. J\u00e1 a popula\u00e7\u00e3o idosa, considerando-se a faixa et\u00e1ria entre 65 anos e 84 anos, a propor\u00e7\u00e3o \u00e9 de 31%, o que representa cinco milh\u00f5es de pessoas com o CPF inscritos em cadastros de inadimplentes. Nas outras faixas et\u00e1rias s\u00e3o 7,8 milh\u00f5es de inadimplentes entre 25 anos e 29 anos; 12,2 milh\u00f5es entre os que t\u00eam 50 anos e 64 anos e aproximadamente 232 mil idosos acima dos 85 anos que est\u00e3o com o CPF restritos.<\/p>\n<p>D\u00edvidas atrasadas<\/p>\n<p>O SPC Brasil e a CNDL apuraram ainda que houve varia\u00e7\u00e3o negativa de 1,94% em janeiro de 2018 ante o mesmo per\u00edodo do ano passado no volume de d\u00edvidas atrasadas. J\u00e1 na compara\u00e7\u00e3o mensal, com dezembro de 2017 houve alta de 0,87%. Os atrasos com empresas concession\u00e1rias de servi\u00e7os de \u00e1gua e luz foi o que mostrou a maior queda de d\u00edvidas em janeiro na compara\u00e7\u00e3o anual, de 7,12%. Os atrasos no com\u00e9rcio tiveram queda de 6,97%.<\/p>\n<p>Os atrasos com as d\u00edvidas banc\u00e1rias (cart\u00e3o de cr\u00e9dito, financiamentos, empr\u00e9stimos e seguros) aumentaram 1,69% no per\u00edodo. No caso do setor de comunica\u00e7\u00e3o (telefonia, internet e TV por assinatura) apresentaram a alta mais elevada, com 9,01% a mais de atrasos na compara\u00e7\u00e3o com janeiro do ano passado.<\/p>\n<p>\u201cA quantidade de d\u00edvidas em atraso desacelera de forma mais intensa do que o n\u00famero de devedores negativados. Isso quer dizer que o consumidor inadimplente tem iniciado o pagamento de d\u00edvidas em atraso aos poucos. Como consumidor inadimplente tem em m\u00e9dias, duas d\u00edvidas em atraso, ainda que ele quite uma, seu CPF continua restrito por causa da outra d\u00edvida\u201d, explicou Kawauti.<\/p>\n<p>De acordo com o indicador, cinco em cada dez d\u00edvidas pendentes (51%) de pessoas f\u00edsicas no pa\u00eds t\u00eam como credor algum banco ou institui\u00e7\u00e3o financeira. A segunda maior representatividade fica por conta do com\u00e9rcio, que concentra 18% do total de d\u00edvidas n\u00e3o pagas, seguido pelo setor de comunica\u00e7\u00e3o (14%). Os d\u00e9bitos com as empresas concession\u00e1rias de servi\u00e7os b\u00e1sicos como \u00e1gua e luz representam 8% das d\u00edvidas n\u00e3o pagas no Brasil.<\/p>\n<p>Fl\u00e1via Albuquerque &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: Fernando Fraga<br \/>\n14\/02\/2018<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A inadimpl\u00eancia do consumidor aumentou 2,10% em janeiro de 2018 ante o mesmo m\u00eas do ano passado. Esse foi o maior crescimento desde junho de 2016, quando a eleva\u00e7\u00e3o foi de 2,78%. Na compara\u00e7\u00e3o mensal com dezembro de 2017 o aumento foi de 0,96%, o maior desde maio de 2017. 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