{"id":133307,"date":"2018-02-01T00:32:35","date_gmt":"2018-02-01T02:32:35","guid":{"rendered":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=133307"},"modified":"2018-01-31T22:16:09","modified_gmt":"2018-02-01T00:16:09","slug":"setor-publico-registra-deficit-de-r-1106-bilhoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2018\/setor-publico-registra-deficit-de-r-1106-bilhoes\/133307","title":{"rendered":"Setor p\u00fablico registra d\u00e9ficit de R$ 110,6 bilh\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p> O setor p\u00fablico consolidado, formado pela Uni\u00e3o, os estados e munic\u00edpios, registrou saldo negativo de R$ 110,6 bilh\u00f5es nas contas p\u00fablicas em 2017, de acordo com dados do Banco Central (BC), divulgados em Bras\u00edlia. O valor foi inferior \u00e0 previs\u00e3o do BC e o menor desde 2014. O valor corresponde ao <strong><em>d\u00e9ficit prim\u00e1rio<\/em><\/strong> \u2013 receitas menos despesas, sem considerar os gastos com juros \u2013 e equivale a 1,69% do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e servi\u00e7os produzidos no pa\u00eds.<\/p>\n<p>O resultado \u00e9 o menor desde 2014, quando foi registrado d\u00e9ficit prim\u00e1rio de R$ 32,5 bilh\u00f5es. Em 2016, o valor ficou em R$ 155,8 bilh\u00f5es. A meta para o setor p\u00fablico consolidado era de um d\u00e9ficit de R$ 163,1 bilh\u00f5es em 2017.<\/p>\n<p>Apenas no m\u00eas de dezembro, o d\u00e9ficit prim\u00e1rio registrado foi de R$ 32,3 bilh\u00f5es. J\u00e1 no mesmo m\u00eas de 2016, o resultado negativo foi de R$ 70,737 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>&#8220;A arrecada\u00e7\u00e3o est\u00e1 tendo movimento de crescimento, estamos tendo crescimento comparado com 2016 e 2017, mais constante, o que leva a d\u00e9ficits prim\u00e1rios menores. Tamb\u00e9m temos redu\u00e7\u00e3o do aumento das despesas discricion\u00e1rias, que da mesma forma leva a d\u00e9ficits prim\u00e1rios menores&#8221;, disse o chefe do Departamento de Estat\u00edsticas do BC, Fernando Rocha. Gastos discricion\u00e1rios s\u00e3o aqueles n\u00e3o obrigat\u00f3rios, que s\u00e3o feitos caso haja recursos no or\u00e7amento. Entre os gastos discricion\u00e1rios est\u00e3o o financiamento de pesquisas cient\u00edficas, a melhoria do ensino, a moderniza\u00e7\u00e3o de hospitais e a constru\u00e7\u00e3o de estradas.<\/p>\n<p>Detalhamento<\/p>\n<p>Em 2017, o Governo Central (Previd\u00eancia, Banco Central e Tesouro Nacional) apresentou d\u00e9ficit prim\u00e1rio de R$ 118,4 bilh\u00f5es, segundo o Banco Central. O d\u00e9ficit calculado pelo Banco Central foi menor do que o calculado pelo Tesouro devido a uma metodologia diferente, que inclui outras receitas. Os governos estaduais tiveram super\u00e1vit prim\u00e1rio de R$ 6,9 bilh\u00f5es e os municipais, super\u00e1vit de R$ 601 milh\u00f5es. Em 2016, os munic\u00edpios haviam registrado d\u00e9ficit prim\u00e1rio de R$ 2,1 bilh\u00f5es. As empresas estatais federais, estaduais e municipais, exclu\u00eddas as empresas dos grupos Petrobras e Eletrobras, tiveram super\u00e1vit prim\u00e1rio de R$ 362 milh\u00f5es no ano passado.<\/p>\n<p>Somente em dezembro, o Governo Central (Previd\u00eancia, Banco Central e Tesouro Nacional) apresentou d\u00e9ficit prim\u00e1rio de R$ 22,2 bilh\u00f5es. Os governos estaduais tiveram d\u00e9ficit prim\u00e1rio de R$ 7,3 bilh\u00f5es, e os municipais, d\u00e9ficit de R$ 2,4 bilh\u00f5es. As empresas estatais federais, estaduais e municipais, exclu\u00eddas as empresas dos grupos Petrobras e Eletrobras, tiveram d\u00e9ficit prim\u00e1rio de R$ 467 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>Os gastos com juros nominais ficaram em R$ 400,8 bilh\u00f5es em 2017, contra R$ 407 bilh\u00f5es em 2016. Em 2017, esses gastos corresponderam a 6,11% do PIB. Em 2016 eram 6,5%. <\/p>\n<p>O d\u00e9ficit nominal, formado pelo resultado prim\u00e1rio e os resultados dos juros, atingiu R$ 511,4 bilh\u00f5es,o que corresponde a 7,8 % do PIB.<\/p>\n<p>D\u00edvida p\u00fablica<\/p>\n<p>A d\u00edvida l\u00edquida do setor p\u00fablico (balan\u00e7o entre o total de cr\u00e9ditos e d\u00e9bitos dos governos federal, estaduais e municipais) chegou a R$ 3,38 trilh\u00f5es em dezembro, o que corresponde a 51,6% do PIB. Em 2016, o ano fechou com uma d\u00edvida de R$ 2,89 trilh\u00f5es, o equivalente a 46,2% do PIB.<\/p>\n<p>A d\u00edvida bruta \u2013 que contabiliza apenas os passivos dos governos federal, estaduais e municipais &#8211; chegou a R$ 4,85 trilh\u00f5es ou 74% do PIB em 2017. Em 2016 a d\u00edvida era de R$ 4,38 trilh\u00f5es, o equivalente a 70% do PIB.<\/p>\n<p>Mariana Tokarnia &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: Lidia Neves<br \/>\n01\/02\/2018<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O setor p\u00fablico consolidado, formado pela Uni\u00e3o, os estados e munic\u00edpios, registrou saldo negativo de R$ 110,6 bilh\u00f5es nas contas p\u00fablicas em 2017, de acordo com dados do Banco Central (BC), divulgados em Bras\u00edlia. O valor foi inferior \u00e0 previs\u00e3o do BC e o menor desde 2014. 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