{"id":131921,"date":"2018-01-18T00:09:13","date_gmt":"2018-01-18T02:09:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=131921"},"modified":"2018-01-17T22:09:29","modified_gmt":"2018-01-18T00:09:29","slug":"balanca-comercial-tem-superavit-recorde-em-2017-e-atinge-us-67-bilhoes-diz-fgv","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2018\/balanca-comercial-tem-superavit-recorde-em-2017-e-atinge-us-67-bilhoes-diz-fgv\/131921","title":{"rendered":"Balan\u00e7a comercial tem super\u00e1vit recorde em 2017 e atinge US$ 67 bilh\u00f5es, diz FGV"},"content":{"rendered":"<p> O Brasil registrou em 2017 super\u00e1vit recorde de US$ 67 bilh\u00f5es na <strong><em>balan\u00e7a comercial<\/em><\/strong>, de acordo com o Indicador do Com\u00e9rcio Exterior (Icomex), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Economia de Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (Ibre\/FGV). O resultado foi puxado por um aumento de 17,6% nas exporta\u00e7\u00f5es; acima dos 9,6% das importa\u00e7\u00f5es. De acordo com a FGV, por\u00e9m, em 2018, o super\u00e1vit deve ser menor, \u201ccom aumento das importa\u00e7\u00f5es e menor crescimento das exporta\u00e7\u00f5es\u201d.<\/p>\n<p>Em volume, as exporta\u00e7\u00f5es aumentaram 9,4%, lideradas pelo setor agropecu\u00e1rio, com expans\u00e3o de 24,3%. Os pre\u00e7os, de maneira geral, cresceram 9,5%, com destaque para a ind\u00fastria extrativa, que aumentou de 34%.<\/p>\n<p>Segundo o estudo, as 23 principais commodities exportadas pelo pa\u00eds responderam por 77% do aumento das exporta\u00e7\u00f5es de 2016 para 2017 e representaram 52% do total exportado no ano passado. J\u00e1 as exporta\u00e7\u00f5es de n\u00e3o commodities experimentam crescimento inferior ao das commodities atingindo 8,8%, em valor.<\/p>\n<p>O bom desempenho das commodities \u00e9 explicado tanto pelo aumento de 13,8% nos pre\u00e7os quanto pelos 10,5% relativos \u00e0 expans\u00e3o em volume, entre 2016 e 2017. J\u00e1 as importa\u00e7\u00f5es de bens de capital da ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o continuam a trajet\u00f3ria de queda iniciada em 2014. O setor agropecu\u00e1rio que seguia a mesma tend\u00eancia, aumenta suas importa\u00e7\u00f5es de bens de capital em 2017 em 39,7%, neste caso, puxado pela safra recorde de gr\u00e3os do ano passado.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m as importa\u00e7\u00f5es de bens intermedi\u00e1rios pela ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o, que estavam em queda desde 2013, voltaram a crescer fechando 2017 com expans\u00e3o de 7,4% \u2013 o que, na avalia\u00e7\u00e3o dos economistas da FGV, \u201cconfirmam a recupera\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria\u201d.<\/p>\n<p>Na pesquisa do ano passado, a FGV introduziu o \u00edndice de petr\u00f3leo e derivados. Em 2017, os pre\u00e7os aumentaram 32% e o volume, 19,6%. Segundo a FGV, desde 2010, n\u00e3o era registrada varia\u00e7\u00e3o positiva conjunta destes dois \u00edndices.<\/p>\n<p>A pesquisadora da \u00e1rea de Economia Aplicada do Ibre, Lia Valls, confirma a proje\u00e7\u00e3o de um aumento menor no super\u00e1vit para 2018. \u201c[Em 2017], a recupera\u00e7\u00e3o se deu em compara\u00e7\u00e3o aos n\u00edveis baixos de 2015\/2016, em especial para o min\u00e9rio de ferro e o petr\u00f3leo\u201d, destacou.<\/p>\n<p>Lia Valls diz que o aumento no volume depende do crescimento do com\u00e9rcio mundial, que dever\u00e1 ser menor em 2018, devendo ficar em 3,5%. A avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 de que a expans\u00e3o do ano passado partiu de uma base baixa, uma vez que o crescimento 2015\/2016 foi de apenas 1,3%.<\/p>\n<p>\u201cLogo, para assegurar expans\u00e3o no valor exportado, as manufaturas deveriam crescer acima do percentual de 9% ocorrido em 2016\/2017. Pouco prov\u00e1vel, pois o aumento nas exporta\u00e7\u00f5es de manufaturas liderada pelo setor automotivo foi beneficiada pela recupera\u00e7\u00e3o da economia argentina e pela amplia\u00e7\u00e3o de cotas em acordos assinados em 2016\/2017. E n\u00e3o \u00e9 esperado que o crescimento de 2018 supere o de 2017 na Argentina\u201d, explicou.<\/p>\n<p>Corrente de com\u00e9rcio<\/p>\n<p>Ao interromperem trajet\u00f3ria de queda e cresceram 17,6% e 9,6%, respectivamente de 2016 para 2017, as exporta\u00e7\u00f5es e as importa\u00e7\u00f5es fizeram com que a corrente de com\u00e9rcio aumentasse entre esses dois \u00faltimos anos de US$ 23 bilh\u00f5es para US$ 369 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>A FGV ressalta, no entanto, que, apesar desse crescimento, a corrente de com\u00e9rcio ainda est\u00e1 longe do pico de 2013, quando alcan\u00e7ou o valor de US$ 482 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>\u201cNo caso das exporta\u00e7\u00f5es, esperamos aumento inferior ao do ano de 2017. O super\u00e1vit de 2018 ser\u00e1, portanto, inferior ao de 2017, ao redor de US$ 50 bilh\u00f5es. Observa-se, por\u00e9m, que essa \u00e9 uma estimativa preliminar e que dever\u00e1 mudar ao longo do ano\u201d, informa a FGV.<\/p>\n<p>Nielmar Oliveira &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: Talita Cavalcante<br \/>\n18\/01\/2018<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil registrou em 2017 super\u00e1vit recorde de US$ 67 bilh\u00f5es na balan\u00e7a comercial, de acordo com o Indicador do Com\u00e9rcio Exterior (Icomex), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Economia de Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (Ibre\/FGV). O resultado foi puxado por um aumento de 17,6% nas exporta\u00e7\u00f5es; acima dos 9,6% das importa\u00e7\u00f5es. De acordo com a FGV, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":57583,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_genesis_hide_title":false,"_genesis_hide_breadcrumbs":false,"_genesis_hide_singular_image":false,"_genesis_hide_footer_widgets":false,"_genesis_custom_body_class":"","_genesis_custom_post_class":"","_genesis_layout":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[22,7],"tags":[],"class_list":{"0":"post-131921","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-brasil","8":"category-economia","9":"entry","10":"gs-1","11":"gs-odd","12":"gs-even","13":"gs-featured-content-entry"},"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/imagens\/economia-grafico.jpg","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_likes_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/131921","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=131921"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/131921\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/media\/57583"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=131921"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=131921"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=131921"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}