{"id":130080,"date":"2017-12-29T00:14:24","date_gmt":"2017-12-29T02:14:24","guid":{"rendered":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=130080"},"modified":"2017-12-29T00:14:24","modified_gmt":"2017-12-29T02:14:24","slug":"contas-publicas-fecham-novembro-com-deficit-de-r-909-milhoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2017\/contas-publicas-fecham-novembro-com-deficit-de-r-909-milhoes\/130080","title":{"rendered":"Contas p\u00fablicas fecham novembro com d\u00e9ficit de R$ 909 milh\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p> O setor p\u00fablico consolidado, formado pela Uni\u00e3o, os estados e munic\u00edpios, registrou saldo negativo nas <strong><em>contas p\u00fablicas<\/em><\/strong> em novembro, de acordo com dados do Banco Central (BC), divulgados em Bras\u00edlia.<\/p>\n<p>O d\u00e9ficit prim\u00e1rio, receitas menos despesas, sem considerar os gastos com juros, ficou em R$ 909 milh\u00f5es. Apesar de n\u00e3o ter conseguido economizar para o pagamento de juros, esse foi o melhor resultado para o m\u00eas desde novembro de 2013, quando foi registrado super\u00e1vit de R$ 29,745 bilh\u00f5es. No mesmo m\u00eas de 2016, o resultado negativo foi bem maior: R$ 39,141 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>O chefe adjunto do Departamento de Estat\u00edsticas do BC, Renato Baldini, explicou que o resultado de novembro foi impactado pelas receitas extraordin\u00e1rias de R$ 12,1 bilh\u00f5es do leil\u00e3o de usinas hidrel\u00e9tricas. O resultado de novembro de 2016 \u00e9 maior porque naquele m\u00eas houve concentra\u00e7\u00e3o de pagamentos de precat\u00f3rio nos \u00faltimos dois meses do ano. Em 2017, esses pagamentos foram concentrados em maio e junho. \u201cCom isso o resultado de novembro deste ano, foi bem mais leve em termos de d\u00e9ficit\u201d, disse.<\/p>\n<p>Em novembro deste ano, o Governo Central (Previd\u00eancia, Banco Central e Tesouro Nacional) apresentou d\u00e9ficit prim\u00e1rio de R$ 366 milh\u00f5es. Os governos estaduais tiveram super\u00e1vit prim\u00e1rio de R$ 128 milh\u00f5es, e os municipais, d\u00e9ficit de R$ 915 milh\u00f5es. As empresas estatais federais, estaduais e municipais, exclu\u00eddas as empresas dos grupos Petrobras e Eletrobras, tiveram super\u00e1vit prim\u00e1rio de R$ 245 milh\u00f5es no m\u00eas passado.<\/p>\n<p>No caso dos estados e munic\u00edpios, Baldini disse que o resultado foi impactado pelo pagamento do 13\u00ba sal\u00e1rio. \u201cNos governos regionais, a gente vinha tendo super\u00e1vit at\u00e9 o outubro. H\u00e1 aumento sazonal das despesas no final do ano\u201d, afirmou.<\/p>\n<p> Nos 11 meses do ano, as contas p\u00fablicas est\u00e3o com saldo negativo de R$ 78,261 bilh\u00f5es, contra R$ 85,053 bilh\u00f5es no mesmo per\u00edodo de 2016. Em 12 meses encerrados em novembro, o d\u00e9ficit prim\u00e1rio ficou em R$ 148,999 bilh\u00f5es, o que corresponde a 2,29% do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e servi\u00e7os produzidos no pa\u00eds.<\/p>\n<p>A meta para o setor p\u00fablico consolidado \u00e9 de um d\u00e9ficit de R$ 163,1 bilh\u00f5es neste ano.<\/p>\n<p>Os gastos com juros ficaram em R$ 29,129 bilh\u00f5es em novembro, contra R$ 41,287 bilh\u00f5es no mesmo m\u00eas de 2016. No acumulado do ano at\u00e9 novembro, essas despesas chegaram a R$ 367,507 bilh\u00f5es, contra R$ 372,525 bilh\u00f5es de igual per\u00edodo de 2016. Em 12 meses encerrados em novembro, os gastos com juros somaram R$ 402,006 bilh\u00f5es, o que corresponde a 6,17% do PIB.<\/p>\n<p>De acordo com Baldini, o resultado de gasto com juros foi influenciado pela taxa b\u00e1sica de juros, a Selic, e a infla\u00e7\u00e3o menores e tamb\u00e9m por menores ganhos com opera\u00e7\u00f5es no mercado de c\u00e2mbio (swap cambial), que passou de R$ 71,7 bilh\u00f5es, nos 11 meses de 2016, para R$ 8,5 bilh\u00f5es, de janeiro a novembro deste ano.<\/p>\n<p>O d\u00e9ficit nominal, formado pelo resultado prim\u00e1rio e os resultados dos juros, atingiu R$ 30,038 bilh\u00f5es no m\u00eas passado ante R$ 80,428 bilh\u00f5es de novembro de 2016. Nos 11 meses deste ano, o d\u00e9ficit chegou a R$ 445,768 bilh\u00f5es. Em 12 meses encerrados em novembro, o d\u00e9ficit nominal ficou em R$ 551,005 bilh\u00f5es, o que corresponde a 8,45% do PIB.<\/p>\n<p>D\u00edvida p\u00fablica<\/p>\n<p>A d\u00edvida l\u00edquida do setor p\u00fablico (balan\u00e7o entre o total de cr\u00e9ditos e d\u00e9bitos dos governos federal, estaduais e municipais) chegou a R$ 3,333 trilh\u00f5es em novembro, o que corresponde a 51,1% do PIB, com aumento de 0,4 ponto percentual em rela\u00e7\u00e3o a outubro.<\/p>\n<p>A d\u00edvida bruta \u2013 que contabiliza apenas os passivos dos governos federal, estaduais e municipais &#8211; chegou a R$ 4,852 trilh\u00f5es ou 74,4% do PIB, est\u00e1vel em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior.<\/p>\n<p> Kelly Oliveira \u2013 Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: Gra\u00e7a Adjuto<br \/>\n29\/12\/2017<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O setor p\u00fablico consolidado, formado pela Uni\u00e3o, os estados e munic\u00edpios, registrou saldo negativo nas contas p\u00fablicas em novembro, de acordo com dados do Banco Central (BC), divulgados em Bras\u00edlia. 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