{"id":128839,"date":"2017-12-15T00:31:46","date_gmt":"2017-12-15T02:31:46","guid":{"rendered":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=128839"},"modified":"2017-12-15T00:31:46","modified_gmt":"2017-12-15T02:31:46","slug":"aumenta-ocupacao-de-jovens-entre-18-a-24-anos-diz-ipea","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2017\/aumenta-ocupacao-de-jovens-entre-18-a-24-anos-diz-ipea\/128839","title":{"rendered":"Aumenta ocupa\u00e7\u00e3o de jovens entre 18 a 24 anos, diz Ipea"},"content":{"rendered":"<p> A <strong><em>ocupa\u00e7\u00e3o de jovens<\/em><\/strong> entre 18 a 24 anos aumentou 3,1% no terceiro trimestre desse ano, na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo de 2016. O resultado \u00e9 o segundo melhor entre as faixas de idade, atr\u00e1s apenas, do grupo dos com mais de 60 anos, que teve alta de 9,1%. Os dados constam de estudo sobre o mercado de trabalho lan\u00e7ado pelo Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea).<\/p>\n<p>O levantamento utiliza os microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua (Pnad Cont\u00ednua), do IBGE. Com base nestes microdados, o Ipea analisa a din\u00e2mica recente do mercado de trabalho brasileiro. O instituto chamou aten\u00e7\u00e3o que, apesar desse aumento no terceiro trimestre, a taxa de desocupa\u00e7\u00e3o dos jovens entre 18 a 24 anos continua sendo a mais elevada.<\/p>\n<p>O \u00f3rg\u00e3o apontou que a redu\u00e7\u00e3o da taxa de desemprego, que ocorreu de forma generalizada entre as faixas et\u00e1rias, poderia ter sido mais expressiva, n\u00e3o fosse o aumento da popula\u00e7\u00e3o economicamente ativa (PEA), que, entre os jovens, apresentou varia\u00e7\u00e3o interanual de 4,3% no terceiro trimestre. A PEA inclui informa\u00e7\u00e3o das pessoas ocupadas no mercado de trabalho e das que est\u00e3o desocupadas, mas interessadas em encontrar emprego.<\/p>\n<p>Ritmo lento<\/p>\n<p>Para a pesquisadora do Ipea Maria Andr\u00e9ia Lameiras, uma das autoras do estudo,  a informa\u00e7\u00e3o de que mais gente encontrou ocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 boa, mas a taxa de desocupa\u00e7\u00e3o ainda diminui em ritmo lento. \u201cTem mais gente ocupada, o que \u00e9 uma boa not\u00edcia. Mas, como muita gente que n\u00e3o estava procurando emprego passou a procurar, isso tem impedido que a taxa de desocupa\u00e7\u00e3o caia mais rapidamente\u201d, disse.<\/p>\n<p> Na vis\u00e3o da pesquisadora, a sensa\u00e7\u00e3o de melhora do mercado de trabalho, por parte da popula\u00e7\u00e3o, \u00e9 o que tem provocado o aumento da PEA e isso faz com que mais pessoas voltem a procurar trabalho. \u201cAs pessoas t\u00eam a sensa\u00e7\u00e3o de que as oportunidades est\u00e3o melhores, de que h\u00e1 vagas. As que antes n\u00e3o procuravam, por achar que n\u00e3o conseguiriam uma oportunidade, come\u00e7aram a voltar \u00e0 ativa\u201d, falou.<\/p>\n<p>De acordo com o Ipea, os dados do terceiro trimestre de 2017 mostram que 23% dos jovens que estavam desempregados conseguiram uma nova coloca\u00e7\u00e3o. Nas outras categorias a taxa ficou em 35% para a faixa entre 25 e 39 anos, 33% entre 40 a 59 anos e 28% para os mais de 60 anos. Segundo o Ipea, 8% dos jovens que iniciaram o terceiro trimestre ocupados tornaram-se desempregados, um patamar bem acima do registrado pelos demais segmentos.<\/p>\n<p>Remunera\u00e7\u00f5es e expans\u00e3o<\/p>\n<p>O Ipea destacou tamb\u00e9m como resultado positivo para os mais jovens o n\u00edvel das remunera\u00e7\u00f5es. O \u00f3rg\u00e3o apontou que as estat\u00edsticas da Pnad Cont\u00ednua indicam \u201cuma melhora relativa dos sal\u00e1rios recebidos pelos ocupados com idade entre 18 e 24 anos\u201d. A varia\u00e7\u00e3o ficou em 1,4% no terceiro trimestre do ano, enquanto no per\u00edodo imediatamente anterior tinha havido queda de 0,6%. No entanto, a faixa entre 40 e 59 anos foi a que registrou maior expans\u00e3o salarial (2,2%) nos meses de julho a setembro.<\/p>\n<p>Ainda conforme o estudo, o grau de instru\u00e7\u00e3o teve uma melhora espalhada na ocupa\u00e7\u00e3o de todos os grupos, apesar de que \u00e9 mais significativa entre os de n\u00edvel superior, que registrou eleva\u00e7\u00e3o de 7,8%, em rela\u00e7\u00e3o ao terceiro trimestre de 2016.<\/p>\n<p>A avalia\u00e7\u00e3o apontou tamb\u00e9m que o aquecimento do mercado informal, que cresceu 6,9% no terceiro trimestre, provocou, na maior parte, a retomada do dinamismo do mercado de trabalho, na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo do ano passado. J\u00e1 os chamados \u201ctrabalhos por conta pr\u00f3pria\u201d, aumentaram 4,8%.<\/p>\n<p>Entre os setores da economia, o estudo indica que em 2017 h\u00e1 desempenho positivo da ocupa\u00e7\u00e3o em com\u00e9rcio, servi\u00e7os e ind\u00fastria. Para 2018 ,as expectativas apontam \u201cuma continuidade da expans\u00e3o da ocupa\u00e7\u00e3o e dos rendimentos, possibilitada pela acelera\u00e7\u00e3o do ritmo de crescimento da atividade econ\u00f4mica\u201d.<\/p>\n<p> Cristina Indio do Brasil &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: Augusto Queiroz<br \/>\n15\/12\/2017<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A ocupa\u00e7\u00e3o de jovens entre 18 a 24 anos aumentou 3,1% no terceiro trimestre desse ano, na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo de 2016. O resultado \u00e9 o segundo melhor entre as faixas de idade, atr\u00e1s apenas, do grupo dos com mais de 60 anos, que teve alta de 9,1%. 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