{"id":126333,"date":"2017-11-20T22:26:17","date_gmt":"2017-11-21T00:26:17","guid":{"rendered":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=126333"},"modified":"2017-11-20T22:26:17","modified_gmt":"2017-11-21T00:26:17","slug":"empresas-de-alto-crescimento-elevam-em-20-total-de-empregados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2017\/empresas-de-alto-crescimento-elevam-em-20-total-de-empregados\/126333","title":{"rendered":"Empresas de alto crescimento elevam em 20% total de empregados"},"content":{"rendered":"<p> Em 2015, do total de 2,5 milh\u00f5es de empresas ativas existentes no Brasil, 25.796, o equivalente a 1%, eram <strong><em>empresas de alto crescimento<\/em><\/strong>, o que significa que ampliaram em m\u00e9dia 20% o n\u00famero de empregados durante tr\u00eas anos consecutivos e tinham dez pessoas ocupadas no in\u00edcio do tri\u00eanio.<\/p>\n<p>As empresas de alto crescimento representavam 5,4% das ativas com dez ou mais pessoas ocupadas assalariadas naquele ano. Em compara\u00e7\u00e3o a 2014, o total de companhias de alto crescimento caiu 17,4%, somando 5.427. As informa\u00e7\u00f5es foram divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n<p>A coordenadora da pesquisa Estat\u00edsticas de Empreendedorismo 2015 do IBGE, economista Isabella Nunes, disse \u00e0 Ag\u00eancia Brasil que, embora as empresas de alto crescimento correspondam a apenas 1% do total de companhias ativas em 2015, \u201celas respondem por 67,7% do total de postos de trabalho gerados de 2012 a 2015 [por empresas com mais de uma pessoa ocupada]\u201d.<\/p>\n<p>Observou que esse \u00e9 o terceiro ano consecutivo de queda do n\u00famero de empresas de alto crescimento no Brasil. \u201cO que chama a aten\u00e7\u00e3o em 2015 \u00e9 a magnitude dessa queda\u201d. Em 2013, o recuo foi de 5,2% em rela\u00e7\u00e3o a 2012; em 2014, atingiu -6,4% sobre 2013 chegando a -17,4% em 2015 em compara\u00e7\u00e3o a 2014.<\/p>\n<p>A economista lembrou que a crise no pa\u00eds influenciou os resultados com infla\u00e7\u00e3o em alta, desemprego crescente e massa salarial caindo. Salientou que cumprir a condi\u00e7\u00e3o de ser uma empresa de alto crescimento n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil porque ela tem que crescer, em m\u00e9dia, 20%. Explicou que essas empresas medem o ritmo de contrata\u00e7\u00e3o e, em \u00e9pocas de crise, tendem a diminuir em termos de n\u00famero.<\/p>\n<p>Postos de trabalho<\/p>\n<p>Segundo o levantamento do IBGE, enquanto o Brasil mostrou redu\u00e7\u00e3o de 291,9 mil postos de trabalho assalariado entre 2012 e 2015, os empregados das empresas de alto crescimento subiram de 1,3 milh\u00e3o em 2012 para 3,5 milh\u00f5es em 2015, aumento de 172,1%.<\/p>\n<p>\u201cO que equivale a um aumento de 2,2 milh\u00f5es de pessoas ocupadas. S\u00e3o empregos que foram gerados por empresas de alto crescimento entre 2012 e 2015\u201d, afirmou Isabella. \u201cEsse n\u00famero mostra a import\u00e2ncia de se jogar luz sobre essas empresas. Elas podem ser poucas, mas s\u00e3o importantes na economia porque geram 67,7% dos empregos\u201d, completou.<\/p>\n<p>As empresas de alto crescimento pagavam, em 2015, R$ 90,4 bilh\u00f5es em sal\u00e1rios e outras remunera\u00e7\u00f5es, com ganho m\u00e9dio mensal de 2,7 sal\u00e1rios m\u00ednimos. Elas mostraram receita l\u00edquida de R$ 718,2 bilh\u00f5es, enquanto as empresas ativas geraram R$ 6,6 trilh\u00f5es.<\/p>\n<p>A pesquisa revela, ainda, que as empresas de alto crescimento t\u00eam m\u00e9dia de idade de 13,7 anos contra 15,3 anos das companhias com dez ou mais pessoas ocupadas assalariadas. O maior n\u00famero de empresas de alto crescimento est\u00e1 concentrada na faixa de idade entre dez e 20 anos (34,5%). Essa mesma faixa et\u00e1ria concentra o maior n\u00famero de pessoal ocupado (33,8%) e de sal\u00e1rios (32,8%).<\/p>\n<p>Servi\u00e7os<\/p>\n<p>A maioria das empresas de alto crescimento em 2015 era encontrada no setor de servi\u00e7os (33%). Seguiam-se com\u00e9rcio (26,5%), ind\u00fastria (19,9%) e constru\u00e7\u00e3o (11,2%). Nas empresas de dez ou mais empregados, a ind\u00fastria tem maior representatividade em termos de valor adicionado.<\/p>\n<p>A maioria dos empregados nas empresas de alto crescimento em 2015 era de homens (61,9%), enquanto as mulheres representavam 38,1%; os empregados com ensino superior completo chegavam a 12,6%. A Regi\u00e3o Sudeste apresentou em 2015 a maior concentra\u00e7\u00e3o de unidades locais de empresas de alto crescimento (47,7%) e de pessoal ocupado (50,2%).<\/p>\n<p>Resilientes<\/p>\n<p>O levantamento do IBGE destaca as chamadas empresas resilientes, nome dado \u00e0s de alto crescimento em 2014 que continuaram crescendo 20% ou mais no ano seguinte, apesar da crise instalada no pa\u00eds.<\/p>\n<p>A pesquisa identificou que &#8211; do total de 31.223 empresas de alto crescimento identificadas em 2014 &#8211; somente 3.965  eram resilientes, o equivalente a 12,8%. Isso pode ser atribu\u00eddo ao ambiente econ\u00f4mico desfavor\u00e1vel \u00e0 expans\u00e3o das empresas e, inclusive, \u00e0 contrata\u00e7\u00e3o, avaliou Isabella Nunes.<\/p>\n<p>A pesquisa mostra que 12,4% das empresas conseguiram crescer 20% ou mais de 2014 para 2015, gerando emprego em um ano de perda de atividade econ\u00f4mica.<\/p>\n<p>As resilientes s\u00e3o mais jovens e, em 2014, estavam concentradas entre aquelas com 50 a 249 empregados, ou seja, s\u00e3o de porte m\u00e9dio. J\u00e1 as demais empresas de alto crescimento se concentravam na faixa de dez a 49 pessoas ocupadas assalariadas.<\/p>\n<p>O setor de servi\u00e7os lidera as atividades das empresas resilientes, com destaque para informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o; atividades financeiras, de seguros e servi\u00e7os relacionados; atividades administrativas e servi\u00e7os complementares; educa\u00e7\u00e3o; e sa\u00fade humana e servi\u00e7os sociais.<\/p>\n<p>Alana Gandra &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: Kleber Sampaio<br \/>\n20\/11\/2017<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 2015, do total de 2,5 milh\u00f5es de empresas ativas existentes no Brasil, 25.796, o equivalente a 1%, eram empresas de alto crescimento, o que significa que ampliaram em m\u00e9dia 20% o n\u00famero de empregados durante tr\u00eas anos consecutivos e tinham dez pessoas ocupadas no in\u00edcio do tri\u00eanio. 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