{"id":126327,"date":"2017-11-20T22:24:49","date_gmt":"2017-11-21T00:24:49","guid":{"rendered":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=126327"},"modified":"2017-11-20T22:24:49","modified_gmt":"2017-11-21T00:24:49","slug":"brasil-e-alemanha-buscam-firmar-cooperacao-em-pesquisa-sobre-bioeconomia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2017\/brasil-e-alemanha-buscam-firmar-cooperacao-em-pesquisa-sobre-bioeconomia\/126327","title":{"rendered":"Brasil e Alemanha buscam firmar coopera\u00e7\u00e3o em pesquisa sobre bioeconomia"},"content":{"rendered":"<p> Maria Fernanda Ziegler\u00a0 |\u00a0 Ag\u00eancia FAPESP\u00a0\u2013 O cen\u00e1rio ambiental est\u00e1 intimamente ligado aos planos econ\u00f4micos de qualquer pa\u00eds. A demanda por alimento dever\u00e1 crescer pelo menos 70% at\u00e9 2050. Junto a isso, h\u00e1 ainda a degrada\u00e7\u00e3o do solo e as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas que alteram padr\u00f5es e reduzem a \u00e1rea agr\u00edcola e de pastagens. Sem contar com o inevit\u00e1vel esgotamento dos combust\u00edveis f\u00f3sseis, seja por escassez ou pela libera\u00e7\u00e3o de CO2 na atmosfera, impulsionando o aquecimento global. Tendo esse cen\u00e1rio em vista, ganha for\u00e7a a transi\u00e7\u00e3o do modelo econ\u00f4mico apoiado pela <strong><em>bioeconomia<\/em><\/strong>. <\/p>\n<p>Processos e estrat\u00e9gias inovadoras para fazer uso dos recursos naturais existentes de forma mais sustent\u00e1vel e eficiente foram o tema do\u00a0, realizado nos dias 8 e 9 de novembro no audit\u00f3rio da FAPESP.<\/p>\n<p>\u201cA bioeconomia tem o potencial de resolver os maiores problemas que estamos enfrentando em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de alimentos, seguran\u00e7a alimentar e seguran\u00e7a energ\u00e9tica. A inova\u00e7\u00e3o \u00e9 a chave para o crescimento e a prosperidade, mas para que isso aconte\u00e7a \u00e9 preciso colabora\u00e7\u00e3o global\u201d, disse Martina Schulze, diretora do Centro Alem\u00e3o de Ci\u00eancia e Inova\u00e7\u00e3o &#8211; S\u00e3o Paulo (DWIH-SP), organizador do evento junto com a\u00a0FAPESP.<\/p>\n<p>Para Jos\u00e9 Goldemberg, presidente da FAPESP, o objetivo do evento de fortalecer o di\u00e1logo entre pesquisadores alem\u00e3es e brasileiros ser\u00e1 uma grande oportunidade, principalmente tendo em vista a discuss\u00e3o internacional sobre a import\u00e2ncia do uso da biomassa para a gera\u00e7\u00e3o de energia em todo o mundo.<\/p>\n<p>\u201cHoje, 10% da energia do mundo prov\u00e9m da biomassa e os outros 90% s\u00e3o novas energias. A transforma\u00e7\u00e3o de novas energias trouxe novos problemas \u2013 como polui\u00e7\u00e3o nas grandes cidades e o aquecimento global \u2013 e a biomassa, que supriu a necessidade da humanidade por s\u00e9culos, mostra-se hoje ainda mais importante. H\u00e1, inclusive, estudos mostrando que sua participa\u00e7\u00e3o como fonte de energia pode aumentar de 10% para 25% ou 30%\u201d, disse Goldemberg na abertura do evento.<\/p>\n<p>Segundo os participantes, nesse sentido h\u00e1 amplo espa\u00e7o para a coopera\u00e7\u00e3o entre Brasil e Alemanha. \u201cA bioeconomia s\u00f3 funciona em escala global, por isso precisamos de colabora\u00e7\u00e3o internacional para atingir nossos objetivos\u201d, disse Andrea Noske, chefe da Divis\u00e3o de Bioeconomia do Minist\u00e9rio de Educa\u00e7\u00e3o e Pesquisa da Alemanha (BMBF).<\/p>\n<p>O plano estrat\u00e9gico da Alemanha para a bioeconomia, elaborado em 2010, tem a seguran\u00e7a alimentar como estrat\u00e9gia priorit\u00e1ria. \u201cEstamos buscando primeiro estabelecer seguran\u00e7a nutricional global, uma agricultura sustent\u00e1vel com a produ\u00e7\u00e3o de alimento saud\u00e1vel e seguro. Depois temos outras possibilidades industriais, como garantir o uso de recursos renov\u00e1veis e de biomassa\u201d, disse Noske.<\/p>\n<p>Diferente da Alemanha, que tem a seguran\u00e7a alimentar como prioridade, no Brasil, a principal estrat\u00e9gia em bioeconomia \u00e9 a biomassa.<\/p>\n<p>\u201cOs conceitos-chave do plano est\u00e3o no uso da biomassa e da biodiversidade nacional. J\u00e1 existem v\u00e1rias a\u00e7\u00f5es no Brasil em bioeconomia \u2013 no desenvolvimento de novos bioneg\u00f3cios e bioprodutos, a seguran\u00e7a h\u00eddrica-energ\u00e9tica e alimentar \u2013, o que falta para avan\u00e7armos \u00e9 a sinergia entre essas a\u00e7\u00f5es\u201d, disse Bruno Nunes, coordenador-geral de Bioeconomia do Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia, Tecnologia, Inova\u00e7\u00f5es e Comunica\u00e7\u00f5es (MCTIC) do Brasil.<\/p>\n<p>Os pain\u00e9is do 6\u00ba Di\u00e1logo Brasil-Alemanha de Ci\u00eancia, Pesquisa e Inova\u00e7\u00e3o mostraram iniciativas dos dois pa\u00edses em pesquisas cient\u00edficas tendo a bioeconomia como base.<\/p>\n<p>\u201cA bioeconomia \u00e9 uma via para superar v\u00e1rios problemas e isso inclui muitos desafios e avan\u00e7os. Sabemos, por exemplo, que \u00e9 preciso manter a sa\u00fade do solo para que haja plantas (e alimentos) saud\u00e1veis. No entanto, n\u00e3o sabemos ainda como ocorre exatamente essa intera\u00e7\u00e3o entre solo e planta\u201d, disse Georg Backhaus, diretor do Instituto Julius K\u00fchn, Instituto Federal de Pesquisa do Cultivo das Plantas na Alemanha.<\/p>\n<p>Questionado pela plateia sobre a necessidade de inserir transg\u00eanicos na produ\u00e7\u00e3o de alimentos e com isso fazer com que as lavouras se tornem mais resistentes \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, Backhaus foi taxativo. \u201c\u00c9 uma \u00f3tima solu\u00e7\u00e3o, mas infelizmente, na Alemanha, a popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o apoia. E sabemos que quando a popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o quer, os pol\u00edticos tamb\u00e9m n\u00e3o querem\u201d, disse.<\/p>\n<p>Paulo Arruda, coordenador do Laborat\u00f3rio de Estudo da Regula\u00e7\u00e3o da Express\u00e3o G\u00eanica da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), destacou que novas t\u00e9cnicas como an\u00e1lise gen\u00f4mica (genes), prote\u00f4mica (prote\u00ednas) e metaboloma (metabolismo) podem ser determinantes para a pesquisa em produ\u00e7\u00e3o alimentar, assim como para pesquisas em sa\u00fade.<\/p>\n<p>\u201cPrecisamos melhorar em efici\u00eancia. As ferramentas s\u00e3o as mesmas para investigar mecanismos de doen\u00e7as em plantas e em humanos. N\u00e3o se esque\u00e7am que quando falamos em bioeconomia sa\u00fade \u00e9 um ponto muito importante\u201d, disse.<\/p>\n<p>Os palestrantes tamb\u00e9m apresentaram pesquisas na \u00e1rea de seguran\u00e7a alimentar com foco em plantas e em animais, uso integrado da terra, prospec\u00e7\u00e3o da biodiversidade, tecnologia em biomassa e qu\u00edmica renov\u00e1vel.<\/p>\n<p>\u201cO Brasil disp\u00f5e de vantagens na \u00e1rea de bioeconomia. Chegou ao topo na agricultura por meio de pesquisa e acredito que possa fazer o mesmo em energia, farmac\u00eautica, cosm\u00e9tica. A Alemanha amparou seu crescimento tendo a pesquisa cient\u00edfica e tecnol\u00f3gica como base. Precisamos converter a diversidade biol\u00f3gica em sucesso econ\u00f4mico. Portanto, uma compara\u00e7\u00e3o entre biotecnologia dos dois pa\u00edses \u00e9 muito sensata, faz sentido\u201d, disse Georg Witschel, embaixador da Alemanha no Brasil.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Maria Fernanda Ziegler\u00a0 |\u00a0 Ag\u00eancia FAPESP\u00a0\u2013 O cen\u00e1rio ambiental est\u00e1 intimamente ligado aos planos econ\u00f4micos de qualquer pa\u00eds. A demanda por alimento dever\u00e1 crescer pelo menos 70% at\u00e9 2050. Junto a isso, h\u00e1 ainda a degrada\u00e7\u00e3o do solo e as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas que alteram padr\u00f5es e reduzem a \u00e1rea agr\u00edcola e de pastagens. 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