{"id":124998,"date":"2017-11-06T00:07:07","date_gmt":"2017-11-06T02:07:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=124998"},"modified":"2017-11-05T17:44:45","modified_gmt":"2017-11-05T19:44:45","slug":"turismo-em-parques-nacionais-deve-crescer-11-neste-ano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2017\/turismo-em-parques-nacionais-deve-crescer-11-neste-ano\/124998","title":{"rendered":"Turismo em parques nacionais deve crescer 11% neste ano"},"content":{"rendered":"<p> O n\u00famero de visitantes em <strong><em>parques nacionais<\/em><\/strong> deve aumentar 11,5% neste ano. A estimativa \u00e9 do instituto Euromonitor International, organiza\u00e7\u00e3o voltada para an\u00e1lises de mercado. A proje\u00e7\u00e3o \u00e9 que, em 2018, 8,6 milh\u00f5es de pessoas visitem as unidades de conserva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Se for concretizada, a estimativa vai mostrar um movimento de amplia\u00e7\u00e3o da visibilidade desse destino entre os turistas. Segundo levantamento do Instituto Chico Mendes de Conserva\u00e7\u00e3o da Biodiversidade (ICMBio), o n\u00famero foi de 8 milh\u00f5es de visitantes em 2015, sendo 7,3 milh\u00f5es em 2014, 6,4 milh\u00f5es em 2013 e 5,7 milh\u00f5es em 2012.<\/p>\n<p>Os parques nacionais mais visitados naquele ano foram o da Tujuca (2,9 milh\u00f5es), Alto Para\u00edso de Goi\u00e1s (GO) (1,6 milh\u00e3o), Jericoacoara (780 mil) e de Bras\u00edlia (294 mil). Hoje h\u00e1 72 parques nacionais, com 22% das 324 unidades de conserva\u00e7\u00e3o distribu\u00eddas por todo o territ\u00f3rio e que totalizam cerca de 79 milh\u00f5es de hectares.<\/p>\n<p>Ainda de acordo com o levantamento do ICMBio, em 2015 a atividade tur\u00edstica nas unidades de conserva\u00e7\u00e3o federais movimentou mais de R$ 1 bilh\u00e3o nos munic\u00edpios pr\u00f3ximos e gerou cerca de 43 mil empregos. O valor agregado total, de acordo com o estudo, chegaria a R$1,5 bilh\u00e3o.<\/p>\n<p>Os turistas gastaram em consumo direto R$ 1,1 bilh\u00e3o. Os setores mais beneficiados com as despesas foram o de hospedagem, com R$ 267 milh\u00f5es, de alimenta\u00e7\u00e3o, com R$ 241 milh\u00f5es, e de combust\u00edvel, com R$ 206 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o do presidente do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur), Vinicius Lummertz, a proje\u00e7\u00e3o indica altera\u00e7\u00f5es importantes no turismo dom\u00e9stico. &#8220;Esse crescimento representa a mudan\u00e7a de um pa\u00eds que demonstra que pode ir muito al\u00e9m do turismo de sol e praia e que tem a natureza como sua maior riqueza. Trata-se de um posicionamento mundial muito importante, pois somos o pa\u00eds com maior potencial do mundo em atrativos naturais para o turismo\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Privatiza\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Lummertz defende que a amplia\u00e7\u00e3o do movimento passa pela concess\u00e3o dos parques nacionais \u00e0 iniciativa privada. Atualmente h\u00e1 quatro unidades nessa situa\u00e7\u00e3o: Tijuca e Serra dos \u00d3rg\u00e3os (RJ), Foz do Igua\u00e7u (PR) e Fernando de Noronha (PE). Tr\u00eas s\u00e3o administrados pela mesma empresa, o Grupo Cataratas.<\/p>\n<p>Outras tr\u00eas unidades est\u00e3o em processo de privatiza\u00e7\u00e3o: Parque Nacional de Bras\u00edlia (DF), Parque Nacional do Pau Brasil (BA) e Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros (GO). Este \u00faltimo foi recentemente atingido por um inc\u00eandio de grandes propor\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p> \u201cTemos hoje uma gama enorme de parques que n\u00e3o tem nenhuma visita\u00e7\u00e3o. Quando ela acontece \u00e9 bastante desordenada. S\u00e3o poucas as unidades preparadas para receber visitantes. E, por isso, as concess\u00f5es s\u00e3o algo que vem para o bem dos parques, com um risco \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o m\u00ednimo\u201d, diz Cl\u00e1udio P\u00e1dua, diretor da empresa Parktur, montada para disputar os processos de concess\u00f5es de unidades de conserva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o de Silva Futada, pesquisador do Instituto Socioambiental (ISA), \u00e9 poss\u00edvel pensar em formas de co-gest\u00e3o desses espa\u00e7os (como parcerias p\u00fablico-privadas ou concess\u00f5es), mas garantindo a fun\u00e7\u00e3o primordial de conserva\u00e7\u00e3o e educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cAs concess\u00f5es devem ser transparentes, manter di\u00e1logo com a sociedade por meio de conselhos gestores que acompanham a implementa\u00e7\u00e3o da \u00e1rea. A regi\u00e3o precisa ter planos de manjo aprovados. E os empreendedores locais precisam ser considerados por quem for administrar\u201d, defende.<\/p>\n<p>Regras<\/p>\n<p>Atualmente n\u00e3o h\u00e1 uma legisla\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria para a concess\u00e3o de unidades de conserva\u00e7\u00e3o administradas pelo governo federal. Os quatro casos citados acima foram repassados \u00e0 iniciativa privada utilizando normas j\u00e1 existentes.<\/p>\n<p>A defini\u00e7\u00e3o de regras espec\u00edficas para este tipo de processo est\u00e1 em debate no governo. A Ag\u00eancia Brasil entrou em contato com o Instituto Chico Mendes de Conserva\u00e7\u00e3o da Biodiversidade (ICMBio) e com o Minist\u00e9rio do Meio Ambiente, solicitando informa\u00e7\u00f5es acerca da discuss\u00e3o e aguarda posicionamento.<\/p>\n<p>Jonas Valente \u2013 Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: Maria Claudia<br \/>\n06\/11\/2017<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O n\u00famero de visitantes em parques nacionais deve aumentar 11,5% neste ano. A estimativa \u00e9 do instituto Euromonitor International, organiza\u00e7\u00e3o voltada para an\u00e1lises de mercado. A proje\u00e7\u00e3o \u00e9 que, em 2018, 8,6 milh\u00f5es de pessoas visitem as unidades de conserva\u00e7\u00e3o. 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